quinta-feira, 19 de abril de 2012

Ensaio sobre a ressaca

Ora bem, todos nós, comuns mortais, temos ressaca. A menos que abstémios desde nascença, já passámos por ela mais que uma vez. A ressaca é uma consequência que nos assiste a TODOS, fracos ou fortes, experientes ou inexperientes.
Apuremos os factos: barranaços valentes na noite anterior = organismo eventualmente a ressentir-se... Porque, for every action there is a reaction!

Embirro solenemente com a malta que alega com fanfarronice: "Eu cá já tenho resistência! Já nem tenho ressaca!" ou "Pff, eu nunca tive uma ressaca na vida..."... E ainda aqueles que fazem alto gabarito da quantidade etílica consumida na boate, via facebook, mas que depois vão pregar que ressaca é coisa para putos. Custa-vos assim tanto admitirem que não são máquinas a quem o álcool já não afecta?

Quando eu digo "estar de ressaca", não me refiro sequer a vómitos, corpo fraquejante, e não conseguir voltar a beber nas próximas 48 horas. As pessoas parece que têm o estigma da ressaca, que estar de ressaca é estar quase inválido... Coisa nenhuma! Deixem-se de palermices e assumam que nem que seja a vossa urina mais amarela que comprova que o vosso organismo sofre as consequências do dito consumo. Verdade seja dita, costumo achar que a maioria da populaça desconhece na íntegra todos os sintomas da ressaca, então cingem-se pelo óbvio cliché básico que envolve estar de cama a vomitar só de cheirar uma cerveja.

Como tal, citarei a sábia Wikibitch:

A veisalgia, conhecida popularmente como ressaca, descreve a soma dos efeitos fisiológicos desagradáveis que se segue a uma grande ingestão de bebida alcoólica. As características mais comumente relatadas incluem cefaleia, náusea, sensibilidade à luz e a ruídos, letargia, disforia, diarreia e sede, tipicamente quando os efeitos tóxicos do álcool começam a desaparecer. Embora a ressaca possa ser sofrida a qualquer tempo, geralmente aparece pela manhã após uma noite de bebedeira. Além dos sintomas físicos, uma ressaca também pode incluir sintomas psicológicos, como depressão e ansiedade.

É um tipo de crise de abstinência. Como qualquer outra bebida ou alimento, o álcool é metabolizado e distribuído pela corrente sanguínea para todas as células do corpo. A sensação de embriaguez e relaxamento ocorre quando ele chega ao cérebro. É o momento da intoxicação. O corpo faz um grande esforço para dar conta das doses excessivas. Quem mais trabalha é o fígado, que precisa produzir enzimas para absorvê-lo, transformá-lo em gordura e secretá-lo pela bile. Quando o trabalho acaba, o fígado quer mais e entra numa espécie de depressão, desorganizando todo o metabolismo. O sistema nervoso, que também foi acelerado, tem uma reação parecida. O resultado é uma queda da força muscular, dor de cabeça, enjoo, diarreia, sensibilidade à luz e um cansaço enorme.
É a falta de água no organismo para completar o ciclo de Krebs.

Em suma: Podem não dar pela vossa ressaca, mas a questão é que o vosso organismo e metabolismo dão.

1 comentário:

  1. Verdade sim senhora. A mim dá-me brutas caganeiras e mexe-me com os nervos (fico tremelicas por tudo e por nada, a sério) e mesmo bebendo pouco costumo ficar no dia a seguir com náuseas e muita sede. Eu então devo ser a pessoa com mais sintomas de ressaca. ACREDITO no entanto que não se tem ressaca se: bebeu-se, parou e dançou (ou bebeu-se muita àgua) ou então que se tenha vomitado tudo mesmo durante a bebedeira.

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