sábado, 28 de dezembro de 2013

Coisas que gostaria de fazer num futuro próximo

1. Saltar de pára-quedas
2. Contemplar uma aurora boreal
3. Publicar um livro
4. Atirar um Cocktail Molotov

5. Disparar uma arma

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Uma questão pertinente

Epá sim, já sei que tá tudo em modo natalício mas abateu-se sobre mim uma questão que considerei igualmente pertinente: vocês, raparigas que tiram fotos em vestidos reduzidos no meio da neve, não morrem de frio?! Ou sentem frio mas aguentam-se à bronca? Photoshop na pele de galinha? Contem-me o vosso segredo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Rádio Fantasma

Quando era pequena e captava uma qualquer difusão radiofónica vinda de dentro de um idoso, ficava muito intrigada, diria até assombrada. Não percebia de onde vinha o som, só mais tarde me apercebi que alguns senhores preferem levar o rádio dentro do casaco, qual telefonia ambulante.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cliché but true

Acredito que, na vida, só existam duas maneiras de encontrarmos a felicidade genuína: quando somos crianças e quando vivemos um amor (ou paixão) correspondido.

sábado, 9 de novembro de 2013

BBQ nº5

Vou pedalando pelo pavimento de atrito e brita até ao meu local de trabalho. Assoma-me às narinas um intenso aroma a carne grelhada, churrasco com tudo incluído. O sol brilha mas respeita o meu personal space, mantendo uma distância de segurança. Fico obcecada com o barbecue ali mesmo ao lado, não visível mas perceptível. O meu corpo está ali, a minha cabeça está algures. Dou azo a múltiplas fantasias que , protagonizadas por picanha e entremeada no carvão, me fazem salivar. Porque eu quero sempre a comida do outro, do próximo, do vizinho, a comida que não é minha, mesmo tendo eu o meu frigorífico atolado em mantimentos, a abarrotar.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Kowabunga!


Sempre me identifiquei com as Tartarugas Ninja. Moravam no esgoto, que parecia escuro, acolhedor e ameno - que underground! Partilhavam as catacumbas urbanas com uma ratazana que envergava um robe (ou kimono, vá), Mestre Splinter de seu nome. Eram totalmente viciados em pizza. Tinham nomes de artistas renascentistas e eram leais entre eles. Acho que qualquer criança gostava de levar uma vida assim. Ou então as minhas prioridades estão totalmente erradas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Medo

O maior terror durante os tempos de escola era, não o bullying, não o professor, não o teste-surpresa... Mas sim o pé de atleta. Quem é que se aventurava a deambular pelos balneários a pé descalço? Ninguém. Partilhar chinelos? Jamais. Histórias aterrorizantes sobre fungos nos pés e comichões épicas, assombravam-nos os ouvidos durante as aulas de Educação Física. Eu, felizmente, nunca sofri dos pés, nesse sentido fúngico. Mas os relatos que ouvia perturbavam-me e isso bastava para que eu nem tirasse as meias perto da zona dos chuveiros. Pior que isso, só aquela treta que pregavam às crianças sobre as hemorróidas: "Se te sentares numa cadeira ainda quente da outra pessoa, apanhas hemorróidas!" (isto, partindo do princípio que a pessoa que lá se sentou antes sofria de hemorroidal). As coisas que eu me lembro...!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Blergh

Se há coisa que me causa repugnância é ver um grupo de gajos a observar as mulheres para, em vez de apreciar o que gostam nelas, estar a contar defeitos, seja a celulite, as estrias, a pança, ou qualquer outra imperfeição. Levam ali, com regozijo, pior que velhas alcoviteiras, a manifestar um desrespeito ridículo pelas mulheres, no seu conjunto. E choca-me que percam o precioso tempo a tentar encontrar defeitos nos outros em vez de apreciar o que seria suposto apreciar. Nem todos podemos ser a  Sara Sampaio nem a Adriana Lima, e ainda bem, porque para clones já bastou a Dolly, e já chega de carneirada.

sábado, 28 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Catristofe


Saudades das memórias
Foram factos? Foram histórias?
O vazio que fica depois
O antes que anoitece em vão
O embrião que amanhece
Na densa fumaça que nos devora
E que nunca chega em boa hora

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Pérolas do MSN #16

(15:25) Nancy Von Doll: que ganda caprino...!
(15:25) Cláudia: para c isso
(15:25) Nancy Von Doll: pq?!
(15:26) Cláudia: pk a palavra caprino é horrivel e nao tem qq piada e disseste duas vezes seguidas

sábado, 31 de agosto de 2013

Regresso às aulas

Queixo-me por estar sempre a trabalhar mas o facto é que já não passo pelo tormento que é voltar às aulas. Não tenho saudades nenhumas dos meus anos passados na escola. A obrigação escolar conseguia ser pior que a obrigação laboral, no sentido em que não recebia nenhum salário como recompensa pelas horas de suplício, estudo, sala de aula, Educação Física (traumático!), comer em cantinas de qualidade duvidosa, lidar com a minha abissal lacuna de popularidade e algum ódio pelos meus colegas que passavam os intervalos a gozar comigo... Enfim, todo um tormento dantesco que sinceramente, nem que me pagassem, jamais voltaria a repetir.

Lembro-me de ficar terrivelmente tensa aquando da chegada de Setembro: um ano lectivo novinho em folha (e promissor aos olhos de todos os outros), uma nova turma, professores assustadores (reputação infernal, informações que circulavam pela escola qual mito urbano, sobre o quão vingativo era o professor de Inglês ou o quão agressiva era a professora de Matemática).

Voltar a um lugar onde tudo o que tenho de fazer é contra vontade sempre me causou agonia. Portanto, respiro de alívio nesta altura do ano, aproveitando o Outono que se avizinha, sem a ansiedade pré-escolar.

Para não falar na merda dos livros! Coitado do meu pai, que chegava a desembolsar uns vinte contos para financiar toda aquela maldição que levávamos nas mochila que nem burros de carga, evitando assim uma "falta de material". E depois ainda tinha que forrar aqueles calhamaços com papel aderente!

Portanto, quem alega que os melhores anos da nossa vida são passados na escola, deve ser, ou professor, ou masoquista!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Pérolas do MSN #15

(12:52) - Catarina: um gajo ja atravessou o canal da mancha
(12:52) - Catarina: 9h30
(12:53) - Catarina: a nadar
(12:53) - Catarina: eu n aguentava
(13:01) Nancy Wilde: Veneras Orientais...!
(13:02) - Catarina: tas parva

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Coisas insignificantes que me irritam

Aquelas pessoas que me dizem "Ai, estás toda pin-up!", só porque calhou eu estar com os lábios pintados de vermelho.

domingo, 18 de agosto de 2013

Não confiar em...

Gajos incapazes de beber Coca-Cola (quem diz Coca-Cola, diz Fanta ou cerveja) directamente pela lata. A sério, é que se eles têm nojo de estar boca-a-boca com o orifício por onde estão a beber algo que até lhes sabe bem, imaginem no resto...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Édipos, much?

Os homens têm todos um problema grave quando alguém lhes chama filhos da puta. Podem mandá-los à merda, chamar-lhes cabrões... Isso "tudo bem".
Eu posso insultar um homem com o intuito de o ofender a ele e só a ele, mas o gajo cega, sobe-lhe à cabeça aquele instinto protector, em que se vê na obrigação defender a progenitora! Eu bem tento explicar que filho da puta, na gíria comum, não significa que, efectivamente, a mãe dele é uma puta, mas não me serve de muito. E pensava eu que levava as coisas demasiado à letra. Vai lá curar esse complexo de Édipo, se faz favor...

sábado, 3 de agosto de 2013

Sobre o horóscopo

Detesto quando me perguntam de que signo sou. Como se esse detalhe insignificante importasse alguma coisa, ou dissesse muito a meu respeito. Nunca acreditei nessas merdas relacionadas com os signos, o zodíaco, mapas astrais e o diabo a sete. Não acredito que seja possível alguém levar as previsões a sério, porque é óbvio que há sempre algo em cada signo com o qual nos poderemos identificar, de uma maneira ou de outra. 

Mas pronto, eu acabo por responder quando me perguntam qual é o meu signo: "Epá, sou Capricórnio, e digo-te já que não me identifico muito com as características do mesmo.". Gera-se ali um pandemónio em que me dizem, muito sérios: "Ah, pois, deve ter a ver com o teu ascendente... Qual é o teu ascendente?!". Wtf, agora é o ascendente?! Eu respondo que não faço ideia qual seja, e nem tão pouco estou interessada em saber. Santíssimo sacramento, só falta traçarem-me logo ali a porra de uma carta astral!

Epá, a sério... Como é que alguém se pode deixar reger pelos signos do zodíaco?!

terça-feira, 30 de julho de 2013

4 paredes

Morar com outras pessoas pode ser das coisas mais incomodativas de todos os tempos. Ter de partilhar casa não traz assim tantas vantagens. A menos que nos barriquemos no nosso quarto, em modo isolamento de solitária.

Pessoalmente, quando chego a casa vinda do trabalho, preciso de tempo, espaço, paz, silêncio, tranquilidade, e por vezes, uma bebida espirituosa também ajuda. Não me apetece convívio nem grandes conversas mal chego a casa. E nem sempre os outros compreendem que não nos apetece comunicar com ninguém. Acham que estamos de mau humor ou chateados, quando na verdade só queremos estar na nossa própria companhia, sem ter de dirigir palavra a segundos ou terceiros, sem ter de responder a perguntas.

Irrita-me ter de estar à mesa com pessoas que conversam entre si, quando eu não estou para aí virada. Detesto que discutam à mesa, que falem alto à mesa, que a televisão esteja aos berros, que fumem quando eu estou a comer, que me façam demasiadas perguntas quando eu estou a tentar apreciar a comida, de ver e ouvir outras pessoas a comer. A sério, incomoda-me. E se me chateiam na hora de refeição então, perco logo o apetite, e demora a voltar.

Também não gosto de partilhar casas-de-banho, muito menos de escutar o riacho de urina quando alguém vai à retrete. Enfim, picuinhices.

domingo, 28 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Paranoid Payment

As pessoas chamam-me paranóica mas eu nem sequer faço parte daquela espécie de pessoas que põem a mão a tapar o código aquando de um pagamento em multibanco.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A fobia é fodida.

Pior que me aparecerem baratas em casa (vindas através da rede de esgotos, canalizações, acessos de ventilação) é mesmo saber que posso encontrar uma a qualquer momento, devido ao calor do Verão, principalmente depois de uma tentativa falhada (não minha, que a fobia é tamanha que nem consigo aproximar-me, muito menos neutralizá-las) de a exterminar. Com isto quero dizer que anda uma barata (possivelmente, mais que uma...) à solta pela casa. E tal facto significa que a minha actividade será muito mais limitada, seja em que divisão for.

Recusar-me-ei a ir à retrete a meio da noite (hora de ponta para as baratas), controlando-me estoicamente para não urinar no conforto do leito, mantendo assim a distância e evitando surpresas desagradáveis. 
Não me sentirei segura se estiver sozinha em casa. E se sair à noite, quando voltar a casa será um autêntico drama de paranóia, onde levarei minutos até tomar coragem suficiente para me aventurar a entrar na casa-de-banho sozinha. Dirigir-me à cozinha a meio da noite para enfardar está também fora de questão. 
Não me resta alternativa senão barricar-me no quarto, que é a única divisão da casa que conservo obrigatoriamente selada - sim, porque baratas no meu quarto é mesmo o fim da picada... e nunca mais dormiria descansada. Levarei comigo o computador portátil,  o kit das lentes de contacto, elixir oral, alguma comida e bebida, e quiçá, um penico (!).

A fobia, este medo irracional e incontrolável, é uma das coisas mais incapacitantes de todo o sempre. Venham ratazanas e aranhas, centopeias e cobras, ou qualquer praga grotesca, que por mais que considere repugnante, pelo menos sempre consigo matar, porque ter nojo é uma coisa, ter uma fulminante fobia é outra coisa. Aliás, na verdade nem tenho qualquer problema com répteis nem com aranhas. Ainda assim, pergunto-me se não seria melhor ter medo de alturas... ou claustrofobia... enfim, qualquer coisa que não comprometesse assim tanto a minha integridade psíquica, e que também poupasse a minha independência. Sim, porque se me visse em casa a braços com a presença de uma barata, das duas uma: ou acordava a vizinhança inteira, ou não voltava a entrar em casa enquanto não chegassem os bombeiros ou algum qualquer bom samaritano.

O coração dispara, uma espécie de descarga de adrenalina desagradável atravessa-me mal me deparo com uma barata. É isso mesmo, uma overdose de adrenalina misturada com pavor, terror extremo, pânico intenso, profunda perturbação e aflição, tudo isto a consumir-me e a paralisar-me de tanto transtorno. Por favor, compreendam-me.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nancy Wilde's Day Off

Depois de ter trabalhado 2 meses seguidos sem uma única folga, eis que, após finalmente gozá-la, volto ao trabalho com a sensação de ter estado de férias.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nooooo!

Não vou poder ver a Peaches no Arraial Pride este Sábado por motivos laborais. 

Já houve quem se tenha suicidado por menos.

domingo, 30 de junho de 2013

Marcas Brancas

Uma das melhores coisas à nossa disposição no supermercado é a existência de alternativas genéricas aka produtos de marca branca. Que é, como quem diz, a mesma merda, em recipiente e rótulo diferente, por um preço mais acessível.

No entanto, ainda não encontrei substituto suficientemente clone para certas coisas, como é o caso da Coca Cola, do iogurte grego da Danone, ketchup Heinz, maionese Calvé, Chocapic, ...
Nenhuma réplica dos acima citados me conseguiu satisfazer da mesma maneira.

E para vocês, quais são os autênticos insubstituíveis?

E não, não estou a fazer publicidade. É apenas a minha opinião/gosto pessoal.

sábado, 29 de junho de 2013

Pérolas do MSN #14

(15:42) Cláudia: pk que a marilyn parece um macaco?
(15:42) Nancy Von Doll: pq ta em estado de putrefacção

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cadastra-mos

Vá, confessem lá: se tivessem sido apanhados, que crimes constariam no vosso cadastro criminal? Vale tudo!

Furto qualificado 
Violação de correspondência 
Atentado ao pudor 
Fogo posto 
Vandalismo 
Porte de arma branca 
Invasão de propriedade 

Invasão de privacidade 
Ofensa à integridade física 
Falso testemunho 

Desacato 

sábado, 22 de junho de 2013

O Sorriso Imbecil (aka Sorriso Idiota) de Nancy Wilde


Para quem não sabe, fica a saber... Quando estou perante uma situação banalíssima na qual não sei se é suposto ficar séria, se não, esboço um esgar de palermice, com um certo regozijo espelhado no olhar, que é o chamado Sorriso Imbecil. É uma mistura entre sorriso amarelo e sorriso-que-faço-para-não-me-rir-descontroladamente. Faço-o em média uma vez por dia. Já o fiz em situações pseudo diplomáticas, em situações em que fiz de tudo para conter o riso, enfim, de tudo. Até quando estou derretida e apaixonada, o meu look of love tranforma-se no tal sorrisinho imbecil. É um sorriso que pode ter variações, por vezes adopta um lado mais psicótico que, associado com o olhar, confere uma essência à la Alex DeLarge (A Clockwork Orange). Quando esboço o sorriso em questão, por vezes, fico com um ar meio estrábico, vago, como que a olhar no vazio, absorta, ou em contrapartida, observo fixamente.

sábado, 15 de junho de 2013

small short sweet

Sempre fui petite. E nunca fiz disso complexo. Quer dizer, houve vezes que fiz, porque  às vezes olho-me ao espelho e sinto-me na merda. E olhem que eu sou queixosa até mais não. Porém, sei bem que não correspondo aos ideais de beleza contemporâneos e convencionais. Meço aproximadamente 1,63m e peso 47kgs. Irrito-me piamente quando me acusam de não ter bebido leite suficiente na minha infância, justificando não ter crescido mais até atingir um delicioso 1,70m. Ok, é verdade de facto que nunca fui fã de leite *blergh*, mas sempre enfardei (e de que maneira!) queijo e outros lacticínios. Não me venham com merdas. Acho que é tudo uma questão de hereditariedade também. Os genes e o carago.

Também não tenho curvas, não sou voluptuosa, nem particularmente bem feita de corpo, e muito menos atlética. Defendo que se deve cultivar mais o estilo que o corpo. Mas se calhar só digo isto por saber que só levo avante no estilo e não no corpo. Nunca fui adepta de praticar desporto ou qualquer exercício. No máximo, quando acho que tenho uma espécie de pança a emergir, faço uns abdominais de pexisbeque na cama. Ah, e, claro está, o vai-e-vem diário de bicicleta para o trabalho.

Nunca fui de dietas, sempre que tenho apetite enfardo que nem uma brutamontes, tudo o que me apetecer, e se não for esse o caso, é por mero e trágico impedimento por motivos de saúde. Não há nada como hidratos de carbono, sal, açúcar, comida italiana, chop suey, chocolate, panquecas, croissants, picanha na brasa, kebabs com molho de alho, quiche de cogumelos, salmão com batatas fritas com queijo derretido a cavalo, cheesecake, panados, etc, etc... Enfim, as calorias que nunca conto, portanto.

Pois é, nunca fui uma jovem de fazer parar o trânsito (neste contexto de corpo perfeito, claro). E não acho que me deva tentar sobressair ou auto-afirmar pela lei da sobrevalorização corporal. Auto-objectificação sexual foi coisa que nunca me deu na telha. Não tenho grandes ancas. A minha mãe diz que tenho corpo de criança e que quando tinha 15 anos era mais encorpada, no bom sentido. E então? Que tenha.

E já agora, porque raio é suposto as mulheres serem altas? A menos que sejam top models, não vejo motivo para tal. É bonito ver umas pernas longas e tonificadas e claramente que adorava ter umas assim mas não tenho. Queremos sempre o que não temos. Será que algum dia foi considerado sexy ter umas pernas pequenas?! Na China, who knows, onde pés e pénis se querem miniatura...?

Quantidade não é qualidade. E quando digo isto aproveito para referir também que os implantes de silicone não são bem-vindos. E é daquelas coisas, que é pior a emenda que o soneto. Não me importo de ver umas mamas pequenas desde que sejam bonitas, delicadas, apetecíveis. Seios fartos? Mamalhões de parideira? Lolo Ferrari wannabe? No, thanks. Chego a achar deselegante. 

Algo me diz que, depois deste parágrafo vou receber comentários género "Invejosa! Quem desdenha quer comprar." mas acho que seriam inválidos, tendo em conta que ninguém - nem mesmo eu própria! - sabe o meu tamanho de soutien.

Conclusão: quanto mais obcecados andarmos pela nossa imagem corporal, menos aproveitamos da vida.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Aquela altura do ano

A sério que a malta fica em brasa por andar no meio de multidões ruidosas a tresandar a peixe assado, ao som de música popular?

Stimulate the Prostate!

Eis a Experiência Cristóvão Colombo (por mares nunca antes navegados)! Uma epopeia rectal onírica e promissora, garantidamente proveitosa e satisfatória para o homem. Este é o método mais softcore para deixar o recto masculino em brasa. Estimulem a próstata. Este conselho é útil, trust me. Do género "Como sodomizar um homem Parte I". Com isto quero apenas dizer aos quatro ventos que esta prática é muito gratificante para o homem. Vocês, gajos, deixem-se de preconceitos e homofobias e afins, e desfrutem. Open your mind. Está cientificamente provado (está MESMO, até um urologista garantirá que não são histórias da carochinha) que isto dá mesmo prazer ao homem. É o ponto G masculino. Escusam dizer NUNCA a isto, uma vez que é um reflexo que só vos fará conhecer um novo meio de satisfação sexual. Aconselho também carícias lambuzadas (vulgo botões de rosa nos classificados do jornal) no ânus do Monsieur, serão bem-vindas, mesmo que ele alegue que não. Os homens têm imenso medo de experimentar este tipo de coisas por ter uma noção que, dada a concentração de terminações nervosas no esfíncter anal, podem mesmo vir a ter um prazer tal que os fará querer repetir a dose. Deixem-se de ideias pré-concebidas e experimentem. Só estou a fazer propaganda salutar, sem ferir susceptibilidades (ou não).

domingo, 9 de junho de 2013

Pérolas do MSN #14

(15:12) Nancy Wilde: faz puré de maçã
(15:12) Nancy Wilde: eu ontem comi javali, senti me o Obelix
(15:12) - Catarina: isso da me vomitos desculpa
(15:12) Nancy Wilde: principe alberto do mónaco=pai da tânia
(15:12) Nancy Wilde: tu irias gostar de javali. é caça grossa...
(15:12) - Catarina: epa
(15:12) - Catarina: respeito

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O Momento Final

Isto é um bocado como perguntar red pill or blue pill? mas é o seguinte: preferiam morrer durante o sono, isentos de sofrimento e aflição, numa paz profunda... ou estarem alerta, despertos, absolutamente conscientes no momento da morte? Entre o medo e a curiosidade mórbida (literalmente), qual seria a vossa escolha final? Gostariam de ter a noção que estavam a morrer, e desfrutar assim de uma experiência cerebral transcendente, que nem uma trip de psicotrópicos poderia proporcionar. Claro que é chato não poderem vir a relatar a experiência mas com certeza que não há-de ser muito diferente dos relatos quase-morte que se ouve por aí. E mais uma vez eu alego que o que se sente não é a alma a ir para o além, mas sim a actividade cerebral a pifar.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Cedo Erguer

Acordar cedo é das piores coisas de sempre. A luz matinal é fria e deprimente, como que uma versão natural de uma luz de cozinha. O dia a começar apenas me inspira um cenário desolador e desconsolante. Largar a cama é tão agressivo como nascer. Um choque de temperaturas. É pior que acordar de ressaca. Não consigo articular palavras, não consigo pensar, não consigo tolerar ruídos. O chilrear dos passarinhos ecoa em tons que considero agudos. O estômago está embrulhado, não preparado ainda para receber comida, mas vazio e agoniado. Se tento comer, quase regurgito. Fico tão preguiçosa que até bocejar me custa. Rezo para que mais ninguém esteja acordado porque não consigo conviver e socializar de manhã. Mau-humor e apatia. Letargia em estado bruto. E se me enfiar no duche logo depois de acordar, quase adormeço no meio do vapor. Sempre que me deito com um despertar precoce à minha espera, nem consigo adormecer. Sinto uma ansiedade própria antes de acordar cedo, um desconforto. Mais vale fazer directa e não ter de acordar. Mas é melhor não. Resumindo, o romper da aurora é um dos estágios mais violentos do quotidiano. De manhã, só estou bem é na cama. Não é saudável, eu sei, mas é mais forte que eu, e contra factos não há argumentos.

 

sábado, 1 de junho de 2013

Pérolas do MSN #13

Nancy diz: hj sera a tua ultima ceia
Nancy diz: reúne os apóstolos.
Cláudia diz: se eu amanha aparecer morta
Cláudia diz: vais te sentir mt culpada
Cláudia diz: portanto
Cláudia diz: ve la o que dizes

terça-feira, 28 de maio de 2013

Varejeiras de vilarejo

Quem diz que morar em localidades pequenas é muito mais tranquilo, não sabe o que está a dizer. Mas um dia, se de facto passarem pela experiência, perceberão que não é de todo agradável ir a um bar ou atravessar uma rua, dando de caras com o patrão, o ex-patrão, o ex-namorado, o senhorio, o ex-senhorio, o arqui-inimigo, ou qualquer outra pessoa que prefiram evitar encontrar. Pior é quando todos eles se conhecem. Não seria assim tão improvável. Tudo se sabe, todos te comentam, e é quase impossível sair à rua sem ter que cumprimentar alguém. Não será difícil que todos fiquem a saber onde trabalhas, se estás no desemprego, se te tentaste suicidar, se engravidaste, e abortaste, se tens vícios secretos e outros segredos. Portanto... Pensem muito bem antes de virem com a treta do "Ai, não aguento mais o stress citadino, preciso de um meio mais pequeno onde possa relaxar.". A sério que até podem relaxar, mas não há-de ser mais que uma semana. A privacidade não dura para sempre e tudo tem o seu preço. Na província, caro leitor, não há cá anonimato.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Pérolas do MSN #12

(20:58) Nancy Von Doll: Michael Jackson
(21:00) - Catarina: chama por mim
(21:03) Nancy Von Doll: do céu?

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Professores Burros

Se há coisa que nos cai mal é ter um professor mais burro que nós. Aquela sensação de que os papéis estão invertidos, de que um labrego qualquer, por mais diplomas que tenha, será sempre um labrego, labrego esse que nos está a dar aulas, a educar, a ensinar, a formar (!). Assustador. Lembro-me de vários professores que tive, cada um mais burro que o outro. Um poço de ignorância disfarçado por uma licenciatura e alguma autoridade pedagógica. Pseudo-pedagogos de QI reduzido e cultura geral que nem passaria da primeira fase do Quem Quer Ser Milionário. A sorte deles é que lhes calhavam turmas de gente igualmente ignóbil, a modos que não poderiam ser questionados.

O meu professor de Português do 6º ano, após recitar alguns parágrafos em Robinson Crusoe, declarou à turma que o personagem era proveniente de Nova Iorque. Sim... NY. Em 1719. Perante tal disparate, eu corrigi o homem, alegando que Crusoe era originário, não de Nova Iorque mas sim de York, na Grã-Bretanha. O professor ficou petrificado de tanta vergonha. Não contava que alguém naquele espaço soubesse mais que ele, muito menos que o corrigisse. Tentou disfarçar, tentou negar, riu, gerou-se ali uma confusão... No lugar dele eu já me teria dedicado a outro ofício. Mas oh, well.

Numa outra circunstância, resolvi apostar com uma colega de turma que a nossa professora de Psicologia não sabia a nacionalidade do pintor Dalí. Quis testar até que ponto é que a mulher era ignorante e inculta, movida por um gozo sádico e malévolo, uma necessidade de provar que a professora não sabia mais que nós, alunos. Fiz-me de parva e perguntei-lhe qual era a nacionalidade do referido artista. "Italiano, claro!", foi a resposta da senhora professora.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pérolas do MSN #11

(23:33) Cláudia: o filme kids chocou m mt
(23:33) Nancy Von Doll: raramente te emocionas c filmes claudinha. opa isso é a Sida
(23:33) Cláudia: era so sida
(23:33) Nancy Von Doll: tens medo da Sida

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Prazeres Modestos

Dormir descalça. Beber pela garrafa. Arrotar a água das pedras depois de uma digestão difícil. Percorrer o veludo com os dedos. Arrepios de alívio quando finalmente se mija após horas de retenção. Aroma de incenso impregnado na roupa. Sensação pele de golfinho em pernas recém-depiladas.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Retrospectiva, dizem eles.

Já estamos quase a meio de 2013 e o único insólito do qual me posso gabar foi apenas ter-me saído uma aranha do ouvido.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Era uma vez no Green Room

 
Ontem à noite fui jantar com a Cláudia a um spotzinho que serve comida mexicana, The Green Room. Embora a comida seja mexicana, a gerência é neo-zelandesa. E nós duas éramos as únicas portuguesas a comer lá. Comemos até ficar embuchadas, é certo, e já sabem que tudo o que leva feijão e pimentos não perdoa em hora de digestão. A modos que nem conseguimos comer tudo até ao fim. Bom, e o molho picante fez-me por momentos temer pelo meu esófago em labaredas.
 
O pior do nosso jantar foi mesmo o facto de termos lá ido numa noite em que só passavam filmes/documentários/reportagens sobre surf. Na penumbra, um projector exibia a grande emoção que é surfar. Estavam todos emocionadíssimos, acenando com a cabeça, ao som de ondas e Jack Johnson. Atrás da Cláudia, estava um surfista ou aficcionado completamente embevecido e boquiaberto. A casa parou. O surf era a crença.

Eu e Cláudia ali, a destoar brutalmente, a contrastar com o ambiente evolvente. Todos de havaianas, bronzeado caribenho e sorrisos peace & love, e nós a enfardar que nem porcas, enfiadas em indumentárias muito anos 80 com revivalismo 50's, olhando desconfiadamente em nosso redor, assombradas com aquela "seita surfista" na qual não nos integrávamos.

Às vezes até é divertido estarmos inseridas em contextos com os quais em nada nos identificamos. Por uma questão de diversidade. De destoar dos restantes. Análise sociológica, também. E porque os mojitos eram bons, e ainda nos ofereceram um shot para compensar a nossa severa espera pela refeição.

Ah, e claro está, escolhemos o único lugar onde jamais se ouviria "Carrega, Benfica!" (nunca percebi esta. carrega?! carrega algo às costas? carrega no botão? a cruz que carrega!? wtf?).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pérolas do MSN #10

(12:58) Nancy Wilde: agr é fashion comer cavalas
(12:58) - Catarina: fdx
(12:58) - Catarina: yah parece q sim caralho

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lembram-se disto?


Ah, belos tempos, os da Rádio Cidade com locutores brasileiros. E os anos que levei a tentar descobrir quem interpretava este hino à ostentação!

terça-feira, 7 de maio de 2013

A SIC em brasa com CSI Miami

Horatio já não está para brincadeiras... A paciência esgotou-se... Os criminosos que se cuidem!
 
A sério que isto é para levar a sério? Mas que paródia.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Franja

A minha franja não é perfeita porquê? Queixo-me se sou eu a cortá-la em casa, queixo-me se vou ao cabeleireiro porque alegadamente não são mestres da perfeição milimétrica do franjedo... Só me queixo, de facto. Nunca estou satisfeita com nada. Estou com cãibras.

domingo, 5 de maio de 2013

Pérolas do MSN #9

(0:42) Nancy Von Doll: o meu pai disse me agr "n ponhas o tlmvl ao pe da vagina q isso faz mal por causa das radiaçoes"
(0:42) Cláudia: LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

sábado, 4 de maio de 2013

Desigualdade

Irrita-me tanto mas tanto assistir à imensa e abissal desigualdade entre os espécimes da actual geração jovem. Putos quase graúdos que nunca precisaram de trabalhar para estudar, nem de trabalhar para assegurar a subsistência.

Uns poupam tostões ao longo do mês para que ainda sobre. Usam o mesmo guardanapo do almoço ao lanche e ao jantar. Apagam a luz das divisões vazias para reduzir o gasto. Levam meses a laborar para apenas sobreviver, e nem sempre viver. Comem, dormem, trabalham. Mas viver propriamente, não vivem. O dinheiro ao fim do mês chega como uma lufada de ar fresco em tons de alívio tranquilizante. Depois de pagarem as contas, nem sempre há capital para jantar fora, comprar uma prenda para o ente querido aniversariante ou investir numa viatura própria.

Outros levam o ano inteiro no dolce fare niente. Não precisam de trabalhar. Quando lhes pergunto como moraram sozinhos tanto tempo sem trabalhar e sem recorrer a negociatas obscuras, respondem-me que os pais "deram uma ajudinha". Anos a fio a ir ao cinema todas as semanas, comer fora, pagar gasolina, roupa, portáteis, máquinas fotográficas, viagens... Sem que tenham algum dia tido um emprego. Um trabalho. Quanto mais não fosse uma biscate. Ou RP na discoteca de um amigo.

O que mais me choca nisto é a cegueira de quem tanto gasta mas nunca se esforça para obter o financiamento. Isto é, são capazes de levar a convidar pessoal amigo e/ou conhecido, imensas vezes, infinitas vezes, a jantar fora, almoçar fora, lanchar fora, esquecendo-se (convenientemente?) do ordenado mínimo que assola a realidade de quem querem levar a comer fora. E hoje em dia não é como antigamente, em que quem convidava, pagava.

Portanto, é óbvio que, cada vez mais, jovens endinheirados convivem com jovens endinheirados, sendo que uma coexistência frequente com jovens pelintras terá as suas consequências - ou o jovem pelintra vai à falência e se endivida para poder acompanhar a odisseia de gastos do jovem endinheirado, ou o jovem endinheirado desce a uma realidade paralela onde sucumbe a uma degradação moral e decadência de estatuto.

Pois é, a eterna desigualdade entre classes sociais ainda por cá anda, e cada vez mais contrastante. As diferenças sobressaem mais na faixa etária jovem e quem passa por invejoso será sempre quem está na mó de baixo.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dramas existenciais do quotidiano

"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it." , afirmava Oscar Wilde. Tenho reflectido imenso sobre esta frase. Será que um dia virei a constatar o mesmo?
 
Tenho medo da rotina. Mesmo quando ela já está instalada e eu ainda nem dei por isso... Ou talvez finja que ainda não dou por ela. Bah. Ando com grandes crises existenciais ultimamente. Nada me satisfaz. Custo a adormecer. Só penso em coisas que me causam ansiedade. E tenho vindo a noticiar palpitações, arritmias, taquicardias, eu sei lá!
 
A vida é tão mas tão curta. Às vezes sinto que devo ser a única a ter isso em conta. Isto é, a lembrar-me constantemente da sua curta duração. Ando muito fatalista.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Pérolas do MSN #8

(23:30) Cláudia: agora nao. quero dormir em paz hj.
(23:30) - Catarina - atm: tou mto em baixo c o filme
(23:31) Nancy Von Doll: dormir em paz q horror... frase horrivel

Bah

Padeço de uma azáfama prevaricadora que me corrói a alma, me inflige flagelos e liberta demónios. Ando num stress inimaginável, tentando conciliar o trabalho com o resto (um resto complexo, complicado), batalhando a favor da minha réstia de sanidade mental. Nem consigo concentrar-me. Não consigo articular palavras e pensamentos, não tanto nem tão bem como antigamente. Não ando com cabeça para nada.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dar as mãos

Lembro-me de, quando andava na escola primária, e a turma ia passear, todos os alunos tinham de andar de mãos dadas, dois a dois, em fila indiana. Eu era obrigada, portanto, a manter contacto físico com outra criança, mesmo que não gostasse dela. O problema maior era mesmo o nojo intenso que eu tinha de andar com a mão enlaçada noutra mão, toda suada e muitas vezes mal-cheirosa. Que transtorno. Estava sempre a limpar as mãos, com um esgar de repulsa. Mais repugnante que aquilo, só mesmo não ter par e ter de ir de mão dada... com a professora.

domingo, 28 de abril de 2013

La Macarena


Nostálgicos anos 90! Ainda sei a coreografia deste êxito de trás para a frente! Remix de Flamenco? Flamenco Progressivo? Só sei que em 1996 toda a gente dançava este hit castelhano!
Ainda hoje considero esta música muito chamativa, fico sempre embasbacada quando passa no VH1! O que mais me dá vontade de rir é aquela espécie de travesti ou transformista mulata que aparece a dançar... Mas... O melhor são mesmo os dois tipos, aquela grande dupla, que bate palmas e ensaia passos de flamenco... Um deles é igualzinho àqueles "ciganos mongóis", tendeiros de olhos em bico, sabem? Nunca percebi bem se é uma família, raça, mutação genética, etnia ou deficiência... O certo é que se multiplicaram, provavelmente por haverem casos de incesto a reger o seu historial de reprodução.

LA MACARENA para todo o sempre e mais além!

A dupla foi eleita como “1º Maior One-Hit Wonder de todos os tempos” pela VH1 em 2002. fonte: last.fm

sábado, 27 de abril de 2013

Euromilhões

O Euromilhões não me seria suficiente. Não entendo as pessoas que dizem "nem sei o que havia de fazer com tanto dinheiro". Tretas! Para nem falar da clássica "Daria metade do dinheiro aos pobres e instituições de caridade, e o resto seria para ajudar família e amigos."

Se eu não investisse num qualquer negócio lucrativo, nem que fosse um esquema subalterno para angariar fundos, o dinheiro acabaria por ser todo gasto. Sei disso. Em viagens, hotéis de luxo, festas privadas, vestidos fantásticos, obras de arte leiloadas, castelos na Escócia, apartamento em Nova Iorque, chalet em Sintra, casa de campo na Toscânia.

Se há coisa que me irrita é ouvir gente rica a dizer "aiii quem me dera que me saísse o Euromilhões...!". Tssk! Devia haver uma condição para se poder jogar na lotaria, nesses jogos da Santa Casa da Misericórdia, que seria: só podia jogar quem ganhasse menos de dois mil euros por mês. É uma questão de equilíbrio financeiro. É justo. Eu sei que todos têm o direito de jogar mas estou a falar de justiça.
 
Confesso que, quando vejo que ninguém ganhou e é jackpot, sinto um grande alívio. Não ganhei, mas também não ganharam. Bah.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Pérolas do MSN #7

(13:53) Claudia lx: olá horatio
(13:54) Nancy Wilde: Hi,Frank...
(13:54) Nancy Wilde: Confirma-se: a Laura usa pestanas postiças.
(13:58) Claudia lx: sempre soube

quinta-feira, 25 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pérolas do MSN #6

(15:02) Nancy Von Doll: odeio almoçar peixe cozido c batata cozida, cenoura cozida, feijao verde cozido fdx
(15:03) Cláudia: bem ja percebi que é tudo cozido

sábado, 20 de abril de 2013

O que vem à superfície com a bebedeira corresponde sempre à nossa verdadeira essência. Get over it.

 

A bebedeira transforma o instinto num diamante em bruto, por lapidar. Mas não modifica a nossa verdadeira e intrínseca natureza, apenas a expõe, potencia, evidencia. O que nós somos, ao quadrado, ao cubo, ao expoente máximo. O que há-de pior vem ao de cima, ficamos descobertos e expostos aos olhos dos outros. Portanto não venham com a treta de justificarem determinada atitude com a embriaguez.
 
"Ah, desculpa ter-te traído, mas estava bêbado!" ou "Bati-te porque perco a cabeça com os copos" são desculpas mais que esfarrapadas, são desculpas rotas. Traíste porque querias trair, mas ainda não tinhas tido coragem para assumir tal vontade, bateste porque tens tendência para a violência e agressividade embora consigas manter algum auto-controlo enquanto sóbrio.
 
O que nós revelamos durante a borracheira é o que já cá está dentro, mas que nem sempre transparece.

terça-feira, 16 de abril de 2013

25º

Já começou o calor. E ainda nem chegou o Verão. O bom disto tudo é dormir descalça! Sentir a frescura e suavidade dos lençóis a percorrer-nos a pele, calcanhares, tornozelos... É um contacto gratificante. Um prazer humilde. Sabe tão bem.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pérolas do MSN #5

Lena diz: letra italica
Lena diz: atrofia me
Nancy diz: a mim também
Nancy diz: desafia a lei da gravidade!
Lena diz: yah LOL

domingo, 14 de abril de 2013

Mais olhos que barriga

Estava aqui a lembrar-me daquela vez em que eu e a Cláudia fomos encher o bucho ao Xpreitaqui (massive sandwiches - baguetes bem apetrechadas, acreditem) e no fim, com cara de coitadinhas, confidenciámos mutuamente "não fiquei satisfeita..."... Fomos a todo o vapor até à Mimar - pastelaria no outro extremo do centro histórico - e pedimos dois croquetes de frango, após um salivanço ávido. Quando finalmente, felizes da vida, nos deparámos com os salgados em nossa posse, enquanto passeávamos, chegámos à infeliz e estúpida constatação de que já não tínhamos, afinal, fome suficiente. "Tenho mais olhos que barriga, foda-se...". Que parvas.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pérolas do MSN #4

(23:16) oh ié bébé IN LA: O nosso fado faz chorar as pedras da calçada by dealema
(23:16) Cláudia: ? anh?
(23:16) oh ié bébé IN LA: frase: "O nosso fado faz chorar as pedras da calçada"
(23:16) - Catarina: epa mto hiphop aqui
(23:16) Nancy Von Doll: choram as pedras, e choro eu a rir c essas pérolas

Que coisa.

Porque é que 50% das raparigas que conheço insistem em dizer Johnny DEEP em vez de Johnny DEPP? E ainda alegam que são fãs #1 do homem. Só visto. Acho que a palavra "deep" as remete para fantasias recônditas com o actor, mas mesmo assim não é desculpa para a soletrarem mal... Enfim.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Península Ibérica não é um país. Portugal não é Espanha. Aprendam.

A pior coisa que me podem dizer é... gracias. Já recebi agradecimentos em castelhano de americanos, alemães e outros que tais. A Dinastia Filipina nunca levou a sua avante mas parecem esquecer-se disso. É a mesma coisa que tomar um Irlandês por Inglês. Acho que daria azo a um banho de sangue.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pérolas do MSN #3


(16:12) Cláudia: roubaste me o laço de cabedal?
(16:13) Nancy Von Doll: nao roubei nenhum laço. mt menos em cabedal... isso é uma pixa de boi?

Palavra Proibida

Detesto a palavra ABALAR. É horrível. Exemplo: "Quando é suposto abalar??". Esta palavra devia ser banida do vocabulário e léxico gerais. É um verbo que me incomoda sobremaneira. Porém, o termo "ABALO sísmico" não me perturba minimamente.

domingo, 7 de abril de 2013

I'm only happy when it rains

Adoro dias de chuva. As pessoas fazem um drama quando chove mas esquecem-se que a seca de Verão não dará tréguas. Tirando a humidade, que me consegue minar verdadeiramente o cabelo, gosto imenso de andar à chuva. Desperta-me os sentidos. Tudo parece mais vivo e as cores mais garridas. Há mais contraste entre o céu e a terra, e todos os elementos se fazem sentir mais vibrantes.

Portanto, agora que está sol, lembrem-se que também está vento norte. Aguentem-se à bronca com o friozinho.

Obsessões Olfativas #2

Canetas de acetato. Relva fresca. Terra molhada. Torradas semi-queimadas. Lima acabada de cortar. Cola UHU. Brisa marinha no cabelo. Madeira velha. Hortelã. Champô de coca-cola. Amaciador de baunilha. BBQ.

sábado, 6 de abril de 2013

Pérolas do MSN #2

(14:48) Nancy Wilde: broncopneumonia...
(14:48) Nancy Wilde: \m/
(14:49) Claudia: fdx
(14:49) Claudia: n brinkes c isso marrakexe
(14:49) Nancy Wilde: nao tou a brincar, Casablanca.
(14:49) Claudia: és mm parva tânger
(14:50) Nancy Wilde: diz o roto ao nu, Agadir.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Inacreditável

Acabei de ver no noticiário um cabrão aficcionado por tauromaquia a dizer que os manifestantes pelos direitos dos animais deviam, passo a citar "ganhar juízo"... No comment.

Roleta Russa a pedal

Inventei hoje a Roleta Russa para ciclistas. Consiste em entrar desafogadamente num cruzamento à maluca, sem olhar, atravessando a estrada sem hesitações. É 50/50 a probabilidade de se ser abalroada por outro veículo que venha na minha direcção.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pérolas do MSN

(21:09) Cláudia: babe!!!!!!!!!!!!
(21:10) Nancy Von Doll: conta. e não me chames babe
(21:10) Cláudia: ok bébé

Absolutely.

“When I was young there were beatniks. Hippies. Punks. Gangsters. Now you’re a hacktivist. Which I would probably be if I was 20. Shuttin’ down MasterCard. But there’s no look to that lifestyle! Besides just wearing a bad outfit with bad posture. Has WikiLeaks caused a look? No! I’m mad about that. If your kid comes out of the bedroom and says he just shut down the government, it seems to me he should at least have an outfit for that.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Elucidem-me

Porque é que na noite de Ano Novo só passam filmes eróticos em quase todos os canais de televisão?

domingo, 31 de março de 2013

Hipster-Traste



Este chico-esperto está portanto convencido que mais ninguém sem ser ele conhece os Velvet Underground. O badameco com pinta de assexuado afirma contrariar tudo o que seja mainstream, no entanto, enverga vestes que estão bastante em voga pelas montras da Zara e H&M. O bigodinho à foda-se alia-se a uma necessidade de se auto-afirmar através de uma tendência que até está bastante na berra. Julga-se sabichão erudito e alternativo, no entanto, nunca ouviu falar da estética steampunk - exibida pela rapariga ao seu lado. Incrivelmente, conseguiu chocar-me mais com a sua palermice de wannabe que a Ana Mafalda aka Lolita a dizer que aqueles vestidinhos chegam a rondar os 400 euros. 
Não sei se hei-de rir, se chorar, com tamanha arrogância e pretensão vindas de um gajo que, de tanto que se julga diferente e único, nem se distingue da restante carneirada.

sábado, 30 de março de 2013

"Good afternoon, Herr Schmidt!"

É tão ridículo quando, num filme americano que supostamente se passa na Alemanha, põem os actores a falar EM INGLÊS com SOTAQUE ALEMÃO.
 
Quem diz alemão, diz francês ou espanhol. Custava muito ensinar o idioma ao elenco, ou contratarem actores nativos?

sexta-feira, 29 de março de 2013

Testa

Ocorreu-me cortar os cabelinhos que tenho na fronte, para dar a ilusão de testa maior. Acho que a Ana Bolena fazia o mesmo. Não é uma medida tão extrema quanto a de enfiar silicone na peitaça... mas acho que consegue ser mais ridícula.

L'Amour

Sou uma romântica incurável. Tenho aquela mania de querer viver o amor mais épico, mais proibido, mais apaixonado e menos ortodoxo possível. E algo me diz que este texto que componho é de facto, imensamente cliché. Mas o amor é cliché, não é? Odeio admiti-lo mas não há coisa mais clichézada que a temática romântica.
 
Tantas vezes me apaixonei que chego até a duvidar da autenticidade do sentimento. Às vezes pergunto-me se não será a "febre da novidade" mas pronto... O amor é das coisas mais simultaneamente simples e complexas que existe. É de uma simplicidade... Mas tão complicado.
 
Mas, apesar de todos os sacrifícios, martírios, sofrimentos, ciúmes, cobiças, ataques de choro, raiva e dor... Concluo uma coisa: É uma dádiva, ou um milagre, estar-se apaixonado e ser-se correspondido. Independentemente das circunstâncias. Independentemente do que os outros nos digam. O que importa é aquilo que sentimos, com a nossa intuição e instinto em mode on, claro. Mas a pureza dos sentidos restantes apuradíssima. É fácil imaginar que a outra pessoa também está apaixonada por nós. Difícil é sentir que é isso que a pessoa nos transmite, sem margem de dúvidas. Mas quando isso acontece... é um alívio. Alívio, é mesmo essa a palavra. Ir para a cama com aquela sensação... Não me apetece descrever a sensação porque é demasiado gratificante.
 
As pessoas não têm a noção do quão raro é encontrarem alguém que sinta exactamente o mesmo que elas. Porque é muito fácil uma pessoa apaixonar-se (muito fácil como quem diz; eu então já me apaixonei à primeira vista, se é que isso se considera apaixonar)... Mas é preciso tanta sorte para a outra pessoa, vá-se lá saber porquê, também se apaixonar por nós...! Sim, é curioso realmente, porque a outra pessoa não se apaixona por nós assim por acaso, sem mais nem menos. Quer dizer, pode acontecer e aí é a maior das coincidências... uma coincidência ÉPICA! Magistral. Mas era bom que as pessoas ficassem a gostar de nós a partir do momento em que nos apaixonássemos por elas... Por esse simples facto, seríamos todos correspondidos amorosamente! Mas quando finalmente acontece... A pessoa diz aquilo que pensamos e pensa aquilo que dizemos... E vice-versa... É magia, porra. Ou então é tudo uma ilusão concebida à medida da nossa busca pela felicidade. Um placebo qualquer, não sei. Beats me. Mas o que me ultrapassa mesmo é aquele sentimento que vulgarmente apelidamos de "química". Transcende-me. Ando mesmo lamechas...
 
Sempre fui amaldiçoada no que diz respeito à minha vida amorosa... Mas isso não me impede de ter uma opinião formada sobre isto. O amor, a meu ver, é ver os obstáculos como barreiras naturais que temos de tentar ultrapassar, julgo. É um jogo, tudo isto. Um risco. É acreditar em folhetins romanceados que nos consigam saciar a fantasia durante dias a fio.
 
Ainda hoje fico com os joelhos a fraquejar de tão trémulos. Afluem-me calores e rubores faciais. O ritmo cardíaco altera-se. A serotonina gera euforia. Nem consigo articular bem as palavras. Mesmo que não venha a conhecer um happy ending (bom, os melhores filmes são os que nunca conhecem finais "e foram felizes para sempre"), convém ter alguma esperança e ter sempre em conta que, apesar de tudo, o sentimento prevaleceu, existiu, foi vivido e testemunhado. Pelo menos, o meu. O único consolo dos que sofrem por amor é saber que estamos a experienciar algo que nem todos se dão ao luxo de sentir.

O que é pior? Sofrer as consequências de se estar apaixonado, ou nunca vir a saber o que é estar apaixonado?

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tesourinho Hilariante

 
 
A Cher está tão mas tão ridícula neste absurdo teledisco onde se leva a menear por entre os marujos... que só visto mesmo! Mas se calhar sou só eu que acho piada - ao ponto de ter ataques de riso à custa disto.

terça-feira, 26 de março de 2013

Top 10: Séries

Boardwalk Empire - Uma das melhores séries de sempre. Lei Seca, máfia, contrabando, gangsters, o retrato de uma vibrante Atlantic City na primeira metade dos anos 20, com incursões no submundo de Chicago, a ascensão de Al Capone no mundo do crime, corrupção política, situação racial turbulenta com confrontos entre negros e KKK, italianos contra judeus contra irlandeses, histórias de violência, vingança e ganância, personagens absolutamente complexas e caricatas, Steve Buscemi num dos melhores papéis ever e figurinos de fazer inveja a qualquer alfaiate.

Dexter - Mas quem é que não gosta do Dexter? A trama foi evoluindo gradualmente ao longo das temporadas, surpreendendo com novos métodos de matar, novas personagens, novos assassinos em série e novas emoções. Jennifer Carpenter está de parabéns por tão bem interpretar Debra Morgan, uma das personagens mais emocionalmente complexas de todo o sempre.

The L Word - Tenho tantas saudades desta série! E não, não é só mulheres e sexo lésbico. Todas as personagens estão bem caracterizadas e construídas, a banda sonora é fantástica, e a trama oscilava entre amor, tragédia, traição, doença, decadência moral, fetichismo, identidade sexual e uma LA que tanto tem de mente-aberta como de preconceito.

Breaking Bad - As noites que levei em maratona a visionar esta série! É tão mas tão boa, a degradação ética e moral do protagonista deixa-nos colados até ao último instante. Muita violência, lições de química aplicada, efeitos colaterais de consumo e abuso de substâncias, entre outros extremos que tornam San Diego ainda mais sufocante. Ah, e o Aaron Paul é um dos melhores actores desta nova geração.

Californication - Opá, eu nunca achei piada ao Duchovny mas gosto bastante desta série, e olhem que me faltam ver imensos episódios, mas bastaram-me os que vi para perceber que é uma série muito entertaining e que vale a pena perder tempo a visionar.

Six Feet Under - Acho que nem preciso repetir o quão épica foi esta série. Triste, brilhante, real, genial. Fica na memória, e para toda a vida.

Twin Peaks - Já a vi há muiiiiitoooos anos (tenho de a sacar novamente para ver como deve ser!) mas sei que me fascinou sobremaneira. Quanto mais não seja pela OST do Badalamenti e pela Audrey Horne (!). A mística atmosférica de mistério arrebata qualquer espectador. Tudo o que venha do David Lynch é sempre bem-vindo.

Pan Am - Eu sei que esta série não é nenhuma obra-prima mas eu gostei muito. Tem tudo o que poderia fazer-me ficar colada e viciada: 1960's, hospedeiras de bordo, Guerra Fria e respectiva espionagem, figurinos fantásticos. Ah, e claro, a Christina Ricci!

Downton Abbey - British do it better! Eis uma grandiosa série histórica, contextualizada durante o período Edwardiano, e pejado de virtuosos actores e gloriosos figurinos. Maggie Smith, como sempre, arrasa neste drama de época. 

Lip Service - É quase uma versão escocesa de L Word (até dizem que a Frankie é a versão loira da Shane), mas não tão espectacular, e mais light. Porém, gostei muito, explora o submundo de Glasgow, as amizades que se criam, e os amores e desamores que se encontram e desencontram numa cidade sempre cinzenta.

Outras séries que também valem a pena dar uma oportunidade:
Queer as folk
Satisfaction
Matrioshki
Shameless
Sherlock
Whitechapel
American Horror Story
Lost
The Sopranos



A ver em breve:
The Wire
Bates Motel
Girls

Aceitam-se sugestões.

segunda-feira, 25 de março de 2013

The Crying Game

Porque é que chorar é das coisas mais difíceis de controlar? Nem sei o que custa mais: o nó na garganta, qual torniquete, ou os olhos a marejarem de lágrimas, quase a transbordar, tremeluzentes. As lágrimas nunca se esgotam? Além disso, deixam os olhos cheios de papos, inchados.
 
Há dias em que a angústia e ansiedade que nos atormenta é tanta que nem sequer conseguimos ouvir música. Nem nos sentimos aptos, em condições, preparados para mais um dia de trabalho. Não sabemos onde nos enfiar, temos o desejo urgente de nos escondermos dos outros, só queremos dormir ou hibernar... Ou que o tempo passe sem darmos por isso.
 
Gostaria de ser fria, racional, cautelosa. As pessoas só nos desiludem, tirando duas ou três que são uma constante na nossa vida. Às vezes nem é bem desiludir, é revelarem-se aquilo que no fundo, amedrontados, já esperávamos.

sábado, 23 de março de 2013

A Última Sesta

A criatura flamejante vem na minha direcção
Que merda é esta
Que me arrasta
Que me assola
Que me resta
Até à ultima festa
Âncora atracada na eterna sesta

domingo, 17 de março de 2013

Paradoxo Estúpido

Queixo-me frequentemente por nunca encontrar pessoas com quem me identifique, com quem partilhe gostos em comum, com quem me dê bem. Porém, quando encontro alguém que goste das mesmas coisas que eu gosto, que se vista de forma idêntica... Sinto-me incomodada! É como se sentisse a minha individualidade ameaçada, clonada, banalizada, multiplicada, massificada. De repente, deixo de me sentir especial, única, autêntica.

Era suposto eu sentir-me bem quando alguém me diz: "Ah, gostas de noites de lua cheia, de whisky, do David Hamilton, dos anos 20, da Jane Birkin, de ragtime, do Humphrey Bogart, dos Crystal Castles, de ver boxe, de cheesecake de lima, de colarinhos Peter Pan, do Fitzgerald... eu também!!! Temos tanto em comum!", no entanto, fico corroída por dentro, num desconforto palerma, como se fosse mau conhecer finalmente alguém que gosta das mesmas coisas que eu.
Depois, há coisas em que convém mesmo que as pessoas se diferenciem uma da outra: se uma é pessimista, a outra não pode ser igualmente pessimista, senão é receita para a angústia; se uma é sonhadora, é bom a outra ter os pés mais assentes na terra, porque nem só de sonhos se vive; se uma é preguiçosa,... e assim sucessivamente, vocês perceberam onde quero chegar.

Aprendi que o segredo não é o que temos em comum (no fundo até é, tendo em conta que eu me seria incapaz de relacionar com alguém que dorme com uma foto do Justin Bieber, com um fanático religioso, ou com o Ferro Rodrigues - a minha tolerância social já viu melhores dias), em que é que somos iguais, mas sim onde nos completamos e, more importantly, complementamos, mantendo a nossa identidade mas sem por isso deixar de a partilhar e tirar proveito da mesma num convívio ou num relacionamento.

Eu acho que é bom, sim, ter alguns traços em comum, mas nunca a 100% - dá sempre merda. É uma questão de equilíbrio.

Isto.