Queixo-me por estar sempre a trabalhar mas o facto é que já não passo pelo tormento que é voltar às aulas. Não tenho saudades nenhumas dos meus anos passados na escola. A obrigação escolar conseguia ser pior que a obrigação laboral, no sentido em que não recebia nenhum salário como recompensa pelas horas de suplício, estudo, sala de aula, Educação Física (traumático!), comer em cantinas de qualidade duvidosa, lidar com a minha abissal lacuna de popularidade e algum ódio pelos meus colegas que passavam os intervalos a gozar comigo... Enfim, todo um tormento dantesco que sinceramente, nem que me pagassem, jamais voltaria a repetir.
Lembro-me de ficar terrivelmente tensa aquando da chegada de Setembro: um ano lectivo novinho em folha (e promissor aos olhos de todos os outros), uma nova turma, professores assustadores (reputação infernal, informações que circulavam pela escola qual mito urbano, sobre o quão vingativo era o professor de Inglês ou o quão agressiva era a professora de Matemática).
Lembro-me de ficar terrivelmente tensa aquando da chegada de Setembro: um ano lectivo novinho em folha (e promissor aos olhos de todos os outros), uma nova turma, professores assustadores (reputação infernal, informações que circulavam pela escola qual mito urbano, sobre o quão vingativo era o professor de Inglês ou o quão agressiva era a professora de Matemática).
Voltar a um lugar onde tudo o que tenho de fazer é contra vontade sempre me causou agonia. Portanto, respiro de alívio nesta altura do ano, aproveitando o Outono que se avizinha, sem a ansiedade pré-escolar.
Para não falar na merda dos livros! Coitado do meu pai, que chegava a desembolsar uns vinte contos para financiar toda aquela maldição que levávamos nas mochila que nem burros de carga, evitando assim uma "falta de material". E depois ainda tinha que forrar aqueles calhamaços com papel aderente!
Portanto, quem alega que os melhores anos da nossa vida são passados na escola, deve ser, ou professor, ou masoquista!