sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Facto:

Adoro os Beach Boys mas recuso-me a surfar. A sério.

Tratar por Tu

Dizem que se devem tratar por você as pessoas acima da casa dos 30. Por respeito, segundo consta. Eu diria mais depressa que é tudo uma questão quase, digamos, hierárquica.
A mim choca-me ver familiares ou até casais tratarem-se por você. Acho que isso é falta de chá, não tem outro nome. É para as aparências. Mas o que para eles é fino, para mim é das coisas mais ridículas possíveis.
 
Em Inglês é tudo muito mais simples, é you em qualquer circunstância. Já no Alemão, o Sie e o Du também provocam confusão às vezes.
 
Nunca ficaram embaraçados ou na dúvida do género... "não percebo até que ponto o meu à-vontade com esta pessoa é correspondido... será que já está na hora de a tratar por tu? será que é ridículo continuar com este distanciamento profissional?..." ? Realmente, é tudo uma questão de à-vontade. Do nosso e do transmitido pela outra pessoa. Mas não me imagino a tratar os meus pais por você. Jamais. Eles e muita gente.

Lloret de Merda

Sei que já vim abordar este assunto um bocado fora de horas, já tarde... Devia ter falado nisto durante as férias da Páscoa. Porém, só hoje me lembrei... Vamos falar de Lloret del (ou de) Mar. Que é como quem diz, generalizar e pôr dentro do mesmo saco outros destinos semelhantes, entre os quais toda a costa castelhana e catalã - e por vezes também se incluem as Baleares.

Pessoalmente, nunca fui adepta de viagens de finalistas. Sempre detestei esses elitismos escolares que metiam grandes grupos de jovens aparentemente normais e previsíveis em viagem. Sempre estive ciente que nunca precisei de uma marcação territorial no país vizinho para me sobressair ou afirmar. Praia e boates? Já me basta viver no Algarve! Que ideia tão pouco original. A diferença é que a malta prefere fazer merda para bandas alheias, onde passam desconhecidos (mas nada despercebidos). Eu cá prefiro fazer a merda in loco. Merda por merda, mais vale assumi-la.

90% dessas viagens ditas inesquecíveis e marcantes servem para: a) experienciar alcool e narcóticos à-vontade e à-vontadinha; b) perder a virgindade, or die trying; c) tirar partido do expoente da juventude numa rebelião recreativa em contexto extra-curricular.

Realmente, não me consigo imaginar a dar dinheiro do meu bolso para continuar a aturar a minha turma em tempo de férias... A minha turma e não sei quantas mil outras que supostamente quereriam confraternizar, conviver, socializar...

E claro, os jovens bebem uns copos e libertam os rebeldes "Geração Morangada" que há dentro deles e acontecem coisas. Atiram-se das varandas, violam raparigas, entram em coma alcoólico antes da meia-noite por tentarem equiparar o absinto à cerveja, vandalizam toda a unidade hoteleira onde pernoitam, vomitam as casas-de-banho de todas as discotecas por onde passam, telefonam aos pais para depositarem mais dinheiro na sua conta, ou simplesmente para os irem buscar quando os amigos estão todos wasted...

Quando voltam de Lloret (Lorê?!Lorete?Wtf?!), até choram de comoção, emocionados pelas noites de forrobodó que vivenciaram num curto período da sua adolescência, mostrando fotografias das bebedeiras (todas as raparigas de língua de fora toda escurecida para mostrar que aviam vodka preta, e os rapazolas armados em garanhões agarrados ao peixe que à rede lhes vier), afirmando que foi algo inesquecível e fabuloso. Começa a gabarolice afixada nos nicks do Messenger, e o mais clássico deles todos é sem dúvida um épico número de três algarismos, que corresponde ao número do quarto ou suite onde ficaram alojados durante a inesquecível coboiada que foi a viagem de finalistas. Curiosamente, muitos deles acabaram por ficar retidos, o que por um lado pode ser giro pois, assim sendo, para o ano há mais uma viagem de finalistas.

Posso ter sido um pouco cruel mas sempre gozei um bocado com as viagens de finalistas. Nunca me consegui identificar minimamente com o espírito. Lamento muito se feri susceptibilidades e já sei que se choverem comentários, serão negativos e espezinhar-me-ão, alegando que só embirro porque não fui. Mas pensem por este prisma: só não fui porque embirro.

Skins

 
A série Skins deve ser equivalente aos Morangos com Açúcar cá em Portugal, em termos de audiência juvenil.
A diferença é que, enquanto que na versão nacional, se virem alguma vez um episódio, constatarão que nenhum jovem fuma nos intervalos, ninguém diz "caralho" ou "foda-se", ninguém fala de sexo de forma ordinária e brejeira, os professores dramatizam tanto ou quanto os pais dos alunos assim que descobrem que andam na má vida... Enfim... E se por acaso alguém se drogar, beber, etc... É tudo muito cliché, nada explícito e ainda menos realista. Bem sei que estas séries têm como fim todo o moralismo que servirá de eventual lição ou pedagogia para com os jovens que não perdem nem um episódio. Isto tudo para nem entrar pela má qualidade da produção, elenco, trama e associados. E olhem que nunca tive o hábito de sequer visionar isto. Até evito ter o televisor ligado no quarto canal antes da hora do noticiário. Anyway...
 
Já no Skins passa-se o inverso. É o exagero completo. Todos os putos se drogam, sem tirar nem pôr. Os mais ajuizados limitam-se a ficar pelo haxixe, erva, tabaco, bebidas alcoólicas e eventuais solventes voláteis. Porém, a maioria consome doses tais de narcóticos que nem sei como metade das personagens não morreu de overdose nos primeiros episódios! A sério. Dão uma ideia também irrealista das drogas e transmitem um conceito de juventude que, embora actual, parece-me um pouco exagerado. Anfetaminas, cocaína, heroína, crack, mescalina, cogumelos, LSD, ketamina, Viagra, ecstasy, todas as noites, com o grupo de amigos. É que é assim que essa série mostra os miudinhos. E depois nunca lhes acontece nada de trágico. Incrível. Ou seja, quem vê a série, acha que, se pegar num saquinho cheio de speed misturado com cocaína e ainda um qualquer composto alucinogéneo, e o enfiar pela goela abaixo como se nada fosse (como fez a personagem Pandora num dos episódios, perante o olhar divertido dos camaradas) não lhe acontece nada.
 
Acontece que eu gostava muito de uma personagem dos Skins chamada Effy Stonem. A Effy é lindíssima, tem imenso estilo mas lá está, um vasto historial de uma adolescência corrompida por substâncias ilícitas, sexo e comportamentos de risco. Porém, agora detesto a personagem. É muito pouco natural, exageradamente provocadora, parece que está sempre a fazer pose, ou que se arma em rebelde porque sim, e notoriamente acha-se superior pela sua "escola de vida". Dá a sensação de não ser genuína. Tem a mania que excita os gajos pelo seu ar misterioso e eu desprezo um bocado isso.

Uma puta é sempre uma puta.

 
 
"Uma puta é sempre uma puta", já dizia o Joaquim D'Almeida no Call Girl. E com muita razão.

Quando nos vem à cabeça a palavra "puta", podemos associá-la a várias correspondências, entre as quais: a puta profissional, dita prostituta; a puta conotada de bitch, uma galifona cheerleader sem escrúpulos, insuportável; e a puta chamada vulgarmente de slut, pois fode tudo o que lhe aparece à frente e posta fotos semi-nua na sua página pessoal. Das três, a mais respeitável acaba por ser a profissional do sexo. Pois claro.

A crise está aí. Será que as prostitutas também sentem a bancarrota na pele? Será que a prostituição deveria ser legalizada? Recibos verdes? O proxenetismo uma firma? Opinem. Costumo pensar nisso. Respeito mais uma prostituta que um traficante de droga. Enquanto que um serviço proporciona prazer ao próximo (por uma choruda maquia variante consoante a madame), um dealer apenas alimenta a desgraça alheia, contribuindo para o vício, degradação, decadência, violência, ajustes de contas... e tudo mais que esteja associado.

Pessoalmente, não seria capaz de entrar no negócio da prostituição. Mesmo que fosse de luxo. Mas há muitas meninas da minha idade que ficaram tão iludidas com o filme Pretty Woman que desde então sonham com um futuro parecido. Mas se acham que lhes vai calhar o Richard Gere (nunca o achei charmoso, ao contrário de 80% do mulherio) na rifa da clientela, estão um bocado equivocadas...

A ideia que as pessoas têm das putas é: a típica trintona ou quarentona de dentes podres, mini saia de lycra, veias todas picotadas, a ressacar, a render ali à beira-estrada, na berma, em Monsanto ou no Intendente. Tudo bem que é um clássico tradicional mas a prostituição tem vindo a "evoluir"... Muitas académicas dão o corpo ao manifesto, para pagarem as propinas e mais alguns extra-caprichos. Não tenho nada contra, aliás, até invejo o que ganham as escorts, por exemplo. Ganham numa noite o que eu ou tu ganhamos num mês. Mas como podem imaginar, nem tudo são rosas, e nem todas são a Soraia Chaves no filme Call Girl.

A prostituição, apesar de vulgar, tem a sua mística, quando bem utilizada. Para além de ser a profissão mais velha do mundo (é o que se diz), é uma alternativa para quem não quer ser caixa num supermercado. Depois, não pagam imposto. Não são despedidas. Como dizia o outro no filme Jaime: "Caralho, só as putas é que não estão desempregadas. Se isto continua assim vou ter de dar em travesti...!". Bom, eu não era capaz. Mais depressa me imagino a assaltar a Caixa Geral de Depósitos encapuçada. Mas, ainda assim, acho mais lamentável quem paga para ter sexo, que quem tem sexo por dinheiro.

Casas de alterne então, sempre haverão. E a ASAE nem tem metido o bedelho. Entretém-se a encerrar tascas e tabernas igualmente deploráveis.

Lembrei-me disto tudo devido ao escândalo sexual na Selecção Francesa...

Ri-me tanto quando soube que Gouvou ficou espantado com a verba de 2 mil euros exigida pela prostituta...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Uns é diet coke, ela é coke diet...

A Kate Moss (uma das modelos mais overrated, na minha opinião) afirma que "Nothing tastes as good as skinny feels". Isso é porque ela com certeza nunca deve ter provado picanha com queijo ou cheesecake de lima...
 
E pergunto-me se algum dia levou à beiça uma tarte de leite condensado, ou até mesmo um simples kebab com molho de alho...
 




 

 
Olhe que não, Kate, olhe que não!... Think twice...
Nota: Para quem está em dieta, o http://sexiestfoods.tumblr.com/ é um grande exercício de masoquismo.
 

Quem é que sabe do que eu estou a falar?

Rosebud
Klapaucius
Motherlode

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Novelas

Nas telenovelas, independentemente da trama, toda a gente conhece toda a gente. É o protagonista que se apaixona pela mulher de um gajo que por acaso se vem a saber que é irmão do mesmo, que por sua vez partilha casa com o vizinho e melhor amigo do protagonista, que é também patrão da amiga da mulher por quem se apaixonou, mulher essa que tem um passado ligado, só assim por acaso e com alguma coincidência, às drogas, mais concretamente, ao dealer que agora é padre e que a casou com o tal gajo que afinal é irmão do protagonista. Os filhos do protagonista são amigos dos filhos do vizinho, claro, e todos vão ao mesmo café. A professora da criançada também tem o seu historial por explorar, claro, e tem um caso com o dono do café onde toda a gente vai. E a mulher do dono do café é confidente do protagonista. Está tudo interligado. Se houver um casamento ou um funeral, todas as personagens que integram o elenco, estarão lá batidas. Tirando um ou outro que tenha feito merda e então é considerado a ovelha negra da trama.

E atenção!, estamos a falar de toda uma intriga passada numa capital europeia como Lisboa - não é propriamente uma aldeia da serra onde todos se conhecem.

E meio-termo, não?

Uma mulher, se é amante, sente-se uma puta, ou usada, se passar a noite num hotel com um homem, ou apenas umas horas. Contudo, se a mulher é casada, sente uma forte necessidade de passar a noite (ou umas horas) num motel com o seu marido, para quebrar a rotina ou reacender a paixão.
É complicado...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Banho 29

Eu cá nunca fui. Nunca calhou, também porque nunca fiz muita questão de ir, por desinteresse.

A ideia que eu tenho do que se passa na última grande festa do Verão é toda uma geração jovem invadindo o areal em massa num antro de bebida, droga, sexo, música, fogueiras, mergulhos nocturnos (com o frio que estava ontem ainda desafiaram uma hipotermia) e mais qualquer coisa que não sei porque nunca fui.

O curioso nisto é que se a rapaziada está de facto, a folgar, com o propósito de celebrar o fim da época alta, eu até me identifico com o conceito... mas não é o caso.

Eu quero é celebrar o Equinócio!

Legendas PT-BR

Quando saco legendas em Português Brasileiro, é um derradeiro desencadear de frases e/ou expressões hilariantes. Senão, vejamos, há dias via um filme em que alguém dizia em Inglês que tinha ido a um bordel... Eis a legenda traduzida com que me deparo: "ELE FOI NUM PUTEIRO." (!)

Esmola Virtual, much?

"All donations will go towards keeping this blog up and running. Any extras will be put towards a new camera so I am able to post more personal content."

Acabei de ler isto no perfil de um blog. Mais concretamente o blog da Felice Fawn.

Mas agora a sério, há mesmo quem não tenha mais nada para fazer senão doar dinheiro a uma blogger que só por si aparenta ter algumas posses? Longe de mim ser hipócrita, mas se eu achasse que alguém realmente transfere dinheiro por boa vontade a bel-prazer de um zé-ninguém ou até de um alguém na blogosfera já teria posto o meu NIB aqui também. Mas lá está, a possibilidade de ser bem sucedida é remota. Não acho as pessoas que me seguem assim tão imbecis...
 


E já agora, uma notinha para a Miss Fawn: e trabalhar, não?
 

Nota: Eu costumava gostar da Felice Fawn antes deste cyberhype todo sequer. Na altura, achei-a atraente, um quê de Leigh Lezark com um toque sombrio, que emanava estilo e nem pensei que se expusesse tanto. Hoje ridicularizo-a por ser demasiado extrema, óbvia e repetitiva em tudo aquilo que veste, escreve e diz. Para não falar dos vídeos em que aparece a mostrar aos Fawnáticos que bebe imensas bebidas brancas, fuma muito, é uma perita em subclassificar dubstep (e a dançá-lo haha! haviam de ver!), e acreditem ou não, a minha teoria é que ela glorifica/glamouriza subtilmente o seu distúrbio alimentar (anorexia nervosa) perante milhares de raparigas que gostariam de ser tão ou mais esqueléticas que ela (thinspo factor). Faço também menção ao facto de revelar um certo paternalismo pelo simples facto de já ter experimentado imensos estupefacientes (fez questão de cheirar coca para uma webcam... acho que só ainda não fodeu para o "olho que tudo vê" porque tem um ar meio assexuado). Para quem não está a par deste alarido todo, informe-se através dos sites pró e anti Felice Fawn. Entretenimento garantido, tendo em conta que até de burla e extorsão virtuais a gaja foi acusada. É uma longa história, mas só assim entenderão esta controvérsia toda. Até eu estou a mediatizá-la, pelos vistos.

Querido Blog, tenta aprender uma coisa:

Translineação.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Este mundo está perdido.

O pequeno-almoço tomado num local público é sempre interessante. Uma senhora observou-me de forma flagrante, escandalizada por me ver a enfiar 3 pacotes de açúcar no meu café. Até ficou de olhos em bico! Depois... o melhor... um homem cheio de medo de tirar o pão da torradeira, com medo de se queimar ou de não aguentar a temperatura, ou sei lá! Foi patético ter de ser eu a tirar-lhe o pãozinho da torradeira... Se calhar está habituado a ter a mãe ou mulher a fazê-lo. Mas em que mundo é que estamos, em que até um homem tem medo de pegar nas torradas!?

domingo, 19 de agosto de 2012

Porta-Minas

Não ouvia falar em porta-minas desde os tempos da Escola Primária! Que didático!

Digo o mesmo em relação ao Tangram e ao picotado.

sábado, 18 de agosto de 2012

Já aconteceram homicídios por menos...

Não consegui dormir a sesta ontem devido a um filho da puta ter tido a ideia de pôr música aos berros vindo da sua viatura estacionada em frente à minha janela. Para não falar que as melodias eram do piorio, tipo bimbalhada com um toque electrónico digno de alguma discoteca rasca da Europa de Leste. Eu bem o insultei aos gritos e bati com a janela e a persiana mas o cabrão continuou com o show, qual provocação.

São estas pequenas coisas que me estragam o humor e o astral.

90's Nostalgia

Há coisas que marcaram os anos 90, e consequentemente a minha infância, entre as quais...

O Push Pop! Elemento fálico açucarado para a criançada.

As cadernetas e respectivos cromos coleccionáveis das Spice Girls! 50 escudos cada maço de cromos, se bem me lembro.

O livro Girl Power, das Spice Girls, que recebi no Natal, após cobiçá-lo o Verão inteiro.

Pega-Monstros da Matutano!!! Era o flubber dos pobres!

Os tazos!!! Mais uma vez, com a credencial da Matutano.


O Tamagotchi! Pessoalmente, nunca tive um, mas divertia-me a incentivar os meus primos a matarem os deles, ou a deixarem-nos passar fome, e ainda a darem-lhe nomes imbecis, como 007 ou Herman José.

Na altura, a melhor frequência da telefonia. O facto dos locutores falarem histericamente em Brasileiro tinha a sua magia.



Com todas estas doces memórias dos anos 90... Só não consegui encontrar os hologramas que saíam nas revistas nem os rebuçados Vampiro que deixavam a língua vermelha por 2 escudos e 50. Também não mencionei as brincadeiras com as Polly Pocket nem a minha mania de enforcar o boneco Ken no varão do cortinado.

domingo, 12 de agosto de 2012

E é assim.

De repente uma pessoa vai ao computador e todas as suas redes sociais foram hacked. Que bonito.

True Story

O perdão depende sempre da vontade de uma pessoa de manter a outra na sua vida.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Não percebo

Porque é que as mulheres lavam as mãos depois de urinar, quando a única coisa em que tocam (salvo excepções) é no papel higiénico!...

É que os homens ainda compreendo, ao fim de contas não têm outra alternativa senão tocar no mangalho - a menos que mijem sentados.

Duh


Acreditem ou não mas durante muito tempo estava convencida que o fraldário não era um fraldário mas sim uma espécie de sala de chuto privada. Lembro-me de estar na área de serviço de Aljustrel quando fui "iluminada" e me disseram que aquele anexo apenas servia para mudar fraldas borradas aos putos. Escusado será dizer que pasmei! Sempre julguei que aquilo fosse uma retrete com recurso a medidas desesperadas para os carochos. Ainda por cima tem ali uma espécie de garrote, que deve servir para prender os bebés à superfície, mas eu achava que servia para os drogados se chutarem devidamente, pousando o braço sobre a mesinha, que mais parece aquelas mini-mesas dos comboios, e assim se injectarem discretamente, com direito a higiene, asseio e privacidade. Enfim, condições de saneamento básico, pensava eu... Isto só visto.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Caros leitores com Síndrome de Parolagem:

Afirmações tais como "Tenho uma personalidade forte." e "Não gosto que me pisem os calos!" são inteiramente escusadas.

E nem voltem a mencionar que Paulo Coelho e Nicholas Sparks são os autores da vossa vida. Obrigado.

Haja motivação. Haja alegria de viver.

É preciso uma grande dose de joie de vivre para se acordar às 7 da manhã e ir fazer jogging. Eu já acho uma tortura acordar tão cedo, só por si, só faz sentido quando sou obrigada a tal, para laborar ou por motivos de força maior (emergências/urgências). No entanto, quando me deparo com pessoas (sim, no plural!) a correr logo pela manhã, como que enaltecendo o ínicio de um novo dia, já a suar e a ofegar que nem atletas de alta competição numa maratona olímpica... Fico pasmada!

Será que tomam speeds ao pequeno-almoço? Não encontro outra explicação...

Informação cor-de-rosa completamente dispensável

Já repararam que, desde que o Cláudio Ramos se assumiu, ficou cheio de cabelos brancos, assim do nada?!

Saiu do armário mas deve ter sido do armário do tempo, que a brancura capilar não engana.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Se não é meu, não é de mais ninguém.

Foi o pensamento imediato que tive mal soube que o Morrissey cancelou o concerto em Cascais. Senti um alívio por saber que todas as pessoas que o iriam ver ao vivo, já não iriam, e que assim ficariam no mesmo barco que eu. É a mesma sensação do "efeito Jackpot". Isto é, jogo no Euromilhões, fico a saber que o prémio saiu a alguém, fico na merda. Mas se por acaso não sair a ninguém e for Jackpot, sentir-me-ei dessa mesma maneira, esse alívio estúpido, como que não me estar a afundar sozinha. Não ganho mas os outros também ficam a ver navios.

De qualquer maneira, reflectindo analiticamente sobre o caso Morrissey (para não falar nas imensas indies com as quais eu o teria de disputar durante o concerto)...... Eu dava-lhe umas valentes trancadas se já fosse viva nos early 80's mas o facto é que ele não envelheceu em beleza. Está inchado, continua vegan (desconfio sempre de um gajo daquele porte que não goste de um bom naco de carne) e assexuado (?! ou qual seja a sua orientação sexual). Que desperdício... É que sempre tive uma obsessão pela testa do senhor. Sim, que eu com testas é como o Camarinha com as mamas e rabos (e o cachet) das inglesas na marginal.
Ou seja, mesmo que o concerto não tivesse sido cancelado, eu enganar-me-ia eternamente a achar que não se perdia nada. Foi o que tentei meter na cabeça quando perdi o Billy Idol na concentração de motoqueiros em Faro, no Sábado passado - andou em tronco nu, sendo quase sexagenário, mas a voz falhava-lhe.
THEN:



NOW:



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Isto devia ser impresso no rótulo da minha vida.

These violent delights have violent ends And in their triumph die, like fire and powder, Which as they kiss consume: the sweetest honey Is loathsome in his own deliciousness And in the taste confounds the appetite:
Romeo and Juliet, Scene VI; William Shakespeare.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

domingo, 15 de julho de 2012