quinta-feira, 20 de setembro de 2012

2 Palavras: Eládio Clímaco

O Festival de Eurovisão é um anti-depressivo!!! Recordo as melhores pérolas! Inesquecíveis turcos e artistas de Leste em baladas e/ou coreografias que não lembram ao Diabo! E o Eládio Clímaco a narrar toda essa odisseia! Uma saga épica!

E os Jogos Sem Fronteiras? E o Jogo do Ganso? Que saudades...
 
 
Eládio Clímaco com voz de trovador, anunciando "E agora é a vez deste duo da Sérvia e Montenegro!". "Os nórdicos de Oslo com Hard Rock Halleluja!!"... Que épico.
Acho que a venda de Prozac diminui consideravelmente durante a emissão desses programas. Deixei-vos portanto, algumas pérolas musicais, com ou sem Eládio.
 
 
Nota: Agora o narrador da paródia é o Pedro Granger...



Comboiada

Hão-de reparar na voz da mulher que anuncia "Fertagus", aquando da chegada de um comboio dessa companhia. Soa a uma promessa sexual e não estou a exagerar. Parece coisa de 0641 942 900 (linhas da amizade e algo mais que amizade).

Ontem

Um puto, com pouco mais de 16 anos, passou por mim a tresandar a Old Spice. Decididamente, algo ali não encaixava.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Pseudo-Técnicas de Sedução: A Estratégia do Engate

Apetece-me abordar hoje, aqui e agora um determinado tema, tema esse que gosto imenso de debater e discutir. Estive a enumerar alguns dos métodos de engate mais cliché que se têm visto por aí. Entre os quais...

 
1. Pedir lume -» A fulana aproxima-se, com olhar predador qual felídeo pronto a atacar, de cigarrada em punho, e aí há duas coisas possíveis: ou ela pergunta com voz maviosa e um meio-sorriso pseudo-sensual "Tens lume?..." (e eu, se ouvir tal coisa, desato a rir mesmo ao lado, podendo interferir com o engate em processo). Se a pessoa em questão afinal não tiver lume (mas geralmente tem, ela sabe-o de antemão, tem isso bem estudado, coisa de predador/presa) ela esboça um sorriso amarelo e deambula pelas mesas, pronta para nova tentativa. Pode também optar por pôr o cigarro na boca e aproximar-se... aliás, debruçar-se... para cima de um qualquer alvo a seduzir, ansiando o momento em que ele, mecanicamente, aproximará o isqueiro do cigarro, momento esse em que cruzarão olhares de forma intensa e profunda. Momento de considerável tensão sexual. Este método é mais fiável à noite, uma vez que elas também se aproveitam da ténue luminosidade do lume momentâneo para mostrar o semblante ruborizado (devido à embriaguez, timidez disfarçada ou simples e primitiva vontade de foder). Ah, e quando expiram o fumo, geralmente é mesmo direccionado para a tromba de quem lhe deu lume. Não, não é acidental.

2. Falar baixinho -» Quando uma gaja quer engatar fala obrigatoriamente num tom baixo. É quase por sistema. Pode também alterar o timbre vocal, dando azo a variações no tom de voz. Pá, não estou a querer dizer que uma mulher deva conversar ou dirigir-se a alguém como uma varina a pregar, mas acho escusado essa fantochada toda do falar mansinho... Claro que isso tem uma finalidade, que é fazer com que a presa se aproxime do predador, uma vez que a menina fala num tom de décibeis pouco perceptíveis ao ouvido humano... Sendo assim, o seduzido chega perto da rapariga e pergunta: "repete, desculpa, não ouvi...", para regozijo da mesma, que sente um aumento de clima de intimidade entre os dois.

3. Mexer no cabelo -» Esta toda a gente sabe. Nunca percebi... Eu acho que dá um ar tão óbvio e propositado, que mais vale escrever na testa "estou aqui pró engate!". É uma evidência barata e rasca. Mal se sentem rodeadas de machos, começam logo a mexer no cabelo. Acariciam a própria nuca. Põem o cabelo para trás. Fazem rabos de cavalo que duram minutos. Enrolam o cabelo nos dedos e levam ali no enrola-enrola madeixa a madeixa. Tudo e mais alguma coisa. Pode também ser provocado pela ansiedade e sede de conquista. Os nervos fazem destas coisas, tiques e associados. Enquanto mexem no cabelo, podem fazer uma eventual pausa para retocarem a maquilhagem, mais concretamente sacarem do espelho de bolso e passarem mais camadas de batom nos lábios. Também acontece acariciarem as próprias clavículas (mas muitas delas nem sabem o que é uma clavícula).

4. Pedir sempre bebidas "sugestivas" -» Orgasmo (o bebível). Martini Bianco com muiiiito gelo, mexido, não agitado... Sex On The Beach. Slippery Nipple. Champagne (a menos que esteja a celebrar alguma ocasião festiva). Qualquer long drink que tenha como nome Girl On Top ou coisa do género, assim apelativa, marcha. Para confirmarem esta teoria basta terem visto o filme Cocktail. Convém mesmo pedirem bebidas, para eventualmente alegarem que o descaramento é fruto da embriaguez - mesmo que estejam sóbrias. E estão sempre à espera que algum calmeirão se decida a oferecer-lhes uma bebida. O que também se regista é a quantidade de gajas que, quando anda no ataque, ou mesmo em dates, decide armar-se em perita, enóloga ou especialista. Mesmo que não percebam puto do que estão a beber, e para elas Machadinho e Casal Garcia seja a mesma coisa, analisam o elixir, abanam o copo, afocinham e cheiram, adjectivam o vinho com a palavra mais cara que lhes ocorrer (ex: "encorpado", "amadeirado", etc.) e dão pequenos tragos, mantendo pose e postura, no máximo movendo o corpo ao som da música ambiente. Adoram brindar... Há quem brinde "a nós!" logo no primeiro encontro, não dispensando um piscar de olhos promissor, que é como quem diz "espera aí, mais uns copos, e vais ver a leoa que sou!". Ah, valente!

5. Manter contacto físico -» Dão prioridade ao contacto físico... Mas a um nível que me assombra sobremaneira. Fazem tudo "acidentalmente", claro. Aproveitam a aproximação para roçarem as pernas e pés nos membros do sujeito... Por vezes é assumidamente intencional. O que acho ridículo é quando começam a tocar nas mãos deles, lançando ferozes olhares.
 

Agora pergunta o meu caro leitor, a finalidade de tudo isto. O que eu respondo é que nem vale a pena perguntar a finalidade, de tão óbvia que é. Eu tive a regalia de visualizar pérolas destas por variadíssimas vezes... E vocês?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pensem duas vezes antes de adjectivarem isto como sendo "absurdo" (*nojo alert*)



Isto é muito realista, que nojo. Faz-me lembrar o facto de eu já ter urinado para recipientes vários, entre os quais copos e tigelinhas. Isto em noites em que a fobia das baratas era tanta (porque no Verão elas emancipam-se) que, à falta de penico, utilizava métodos ainda menos ortodoxos que me permitissem mijar descansada sem encontrar baratões.
Como tinha de guardar o copo cheio de mijo no quarto durante a noite inteira (tirando uma vez que atirei pela janela sem dizer "água vai!"... mas moro num rés-do-chão, vá lá) via-me submetida a um desagradável odor a urina... Claro que já passei muito pior nos lavabos do Mullens, na repartição do urinol...

Também já defequei e fiz questão de atirar o tagafo para cima de uns pára-brisas de um automóvel que teve a pouca sorte de estacionar em frente à minha janela, à hora errada, no local errado. Foi mais forte que eu. Não resisti. Só de pensar no condutor, intrigado com a póia, a ponderar ter sido um canídeo a evacuar em cima do seu carro... Que êxtase tremendo!
As fezes são muito mais úteis do que aquilo que possamos imaginar. Claro que até agora, nunca encontrei necessariamente utilidade nos meus excrementos... Foi mais pela parte lúdica da coisa!

Factos:

Não tenho tatuagens nem brincos (nunca furei as orelhas, estão virgens).
Não fumo.
Adoro o cheiro das caixas de fósforos.
Não sei jogar poker.
Não alinho em one night stands.
Não sei enrolar.
Digo muitos palavrões, qual carroceira.
Não sou baptizada.
Adoro estar deitada na cama a ouvir a chuva e o camião dos homens do lixo.
Nunca tive um namorado.
Nunca andei de TGV.
 
Isto devem ser critérios que fazem de mim uma pessoa desinteressante, considerando os factores. Não há nada de que me possa gabar! Impressionante, medonho e assombroso!

Eu nunca...

...Fui a uma festa da espuma. Nem quero ir. A ideia repugna-me.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Crime Perfeito


REGRAS DE OURO A NÃO IGNORAR!

1. Atar bem o cabelo,se possível atá-lo bem, prendê-lo ou ter um gorro ou capuz à mão – os vestígios de ADN num só fio de cabelo podem vir a incriminá-lo e depois não se queixe. Mesmo que tenha um esquema de sedução mortal, convém mesmo pôr gel no cabelo. Senão,opte mesmo por uma touca de cirurgião em último caso.

2. Levar roupa justa, mas que não atrapalhe os movimentos. Nada de roupa inflamável, peles genuínas e cuidado se os saltos dos sapatos forem demasiado originais e invulgares(pois pode contribuir para a investigação do crime). Ah! E, não se esqueça: LUVAS são fundamentais!A menos que seja maneta, as impressões digitais deitam por terra qualquer alíbi ou advogado de defesa! Mesmo que queira encarnar uma femme fatale,é melhor não dar nas vistas pela extravagância. Mais vale a discrição.

3. Ter especial cuidado com maquilhagem exagerada, perucas, máscaras, acessórios pequenos, anéis, unhas postiças, verniz que possa lascar, lentes de contacto e pormenores que possa ter no bolso ou escondidos noutro sítio.

4. Evite o mínimo de tempo, ruído e luta pela sobrevivência possível. Aja naturalmente e disfarce possíveis manchas de sangue ou marcas evidentes de luta. E lembre-se que, o que não é vestígio visível para si, de certo o é para os senhores do CSI da sua zona.

5. Utilize algo SIMPLES mas EFICAZ. É uma combinação arrojada – e rebuscada.

6. Evite embriagar-se ou drogar-se durante os meses que se seguirem ao crime cometido, especialmente se sentir remorsos. E nem ouse embriagar-se durante o crime.

7. Atenção com o perfume,não deixe que o(a) desmascare. Há cheiros que ficam.

8. Se for visto/a com a vítima por nem que seja apenas uma testemunha, deixe o crime para outro dia, acredite.

9. Não beba nem se drogue antes nem depois do acto consumado. E muito menos durante. É essencial que esteja sã e sóbria durante a acção practicada, ou tudo correrá horrivelmente. Convém ir em paz de espírito(por vezes custa), aparentá-lo, com muita calma e frieza.

10. Não se esqueça... Invente um alibi premeditado, e veja sempre as horas, enfim, esteja atenta(o) a tudo, para no fim não haver problemas. Não deixe nada escapar.

 
PENSE SEMPRE PELA LÓGICA DA POLÍCIA JUDICIÁRIA E NÃO PELA LÓGICA DO CRIMINOSO.
 
Não acredito que escrevi isto. Quem seguir isto à risca, é favor contactar-me a avisar se foi bem sucedido.

domingo, 9 de setembro de 2012

Sunday Bloody Sunday (não, não estou menstruada)


Todos os vampiros têm direito ao chá das cinco.

Agora a sério... Será que é bom? Ultimamente tenho reflectido imenso sobre canibalismo, sangue humano, ingerir e digerir hemoglobina, etc. Não chego a conclusão nenhuma, sangue é sangue. Como diria o Dexter... "Blood is... my life.", dizendo à namorada "my job" em vez de "my life".

Esta imagem faz-me lembrar o quão aliviante é ter um tampão em vez de um penso higiénico. Foi uma invenção admirável... mas nada assim de muito rebuscado. Com ou sem aplicador, eis a questão.

E porque é que está instituído que escrever a vermelho é mandar o leitor à merda? Também não sei. Mas se começo com os porquês, isto nunca mais acaba.

E se o sangue fosse azul, causaria tanto impacto? Não que me cause impressão a mim. Vi uma vez uma criatura com sangue azul (literalmente) num filme de ficção científica (não costumo gostar de ficção científica mas entrava a Milla Jovovich a contracenar com o Bruce Willis... Sim, é esse filme que vocês estão a associar, esse mesmo) e achei bonito até.

Por mil euros, vocês beberiam o chá de sangue menstrual aqui apresentado na imagem? Vá lá... Toda a gente tem o seu preço, não é o que se diz?...

Há tempos ri-me porque uma amiga me disse que um tio dela ficou apanhado por uma prostituta seropositiva porque esta lhe fez um feitiço no qual consistia em pôr gotas de sangue menstrual da própria na bebida do homem. Não sei se a coisa pegou, pelos vistos sim, mas de certeza que o que ela lhe pegou certamente foi Sida! Que situação...


Blood is blood. Over and out.

Não levem este post muito a sério.

 
Lamento (não lamento nada...) mas não entendo os vegetarianos. Para mim, é uma tara ou uma mania como qualquer outra. Não faz sentido. Nós, humanos, somos animais. Como tal, fazemos parte de uma coisa chamada "cadeia alimentar", onde estão inseridos todos os outros animais. Se um leão se alimenta de gazelas, por exemplo, porque raio havemos nós de renunciar à carne, essencial para o nosso pleno bem-estar orgânico? Os animais comem outros animais. Pelo menos, os carnívoros e os omnívaros. E o Homem não nasceu para ser herbívoro. Até os porcos comem um bocado de tudo mas não vão escolher só comer verduras apenas porque significa "matar animaizinhos". É tudo uma questão de instinto animal. Faz parte de nós comer carne. Para quê negar o instinto? Pensem nisto.


Eu adoro carne (daí estar a ser fundamentalista/extremista, talvez para justificar a minha posição). Também gosto de uma boa saladinha de vez em quando. A carne e o peixe possuem proteínas essenciais para a nossa saúde. É algo a ter em conta.

Os vegetarianos deveriam parar com essa dieta masoquista... Se não forem os homens a comer frango, certamente que outro predador dá conta do recado, lembrando o desperdício parvo que cometem. O que mais me assombra é como podem viver sem carne. Não é saudável. Vão ver o resultado nas análises às fezes... Enfim...
Preocupem-se antes com a merda das touradas (que não sei como ainda podem existir!!!)... E com os casacos de pele de chinchila que se continuam a comercializar... E se querem ser activistas, apoio e incito. Mas de nada vale só comer verde.

 

30 Coisas abomináveis aka A Big No-No

1. Mochilas da Eastpak.

2. Socas, chinelos, havaianas... só utilizo em último caso havaianas, e dão jeito para a travessia quarto-WC e mesmo assim aleija-me o entre-os-dedos do pé.

3. Lycra e todo o leque de materiais sintéticos associados a feirantes.

4. Bermudas, calças à meio-pau. Ou calções ou calças.

5. Roupa de veraneante, género túnicas brancas e transparentes esvoaçantes com motivos árabes ou afins.

6. Meio salto alto fininho. Ou rasos ou altos. O meio-termo não é nada elegante, parece um stiletto partido pela metade.

7. Botas brancas.

8. Ganga completa. Horror.

9. Jeans à boca de sino.

10.  Fato de treino. Nem no domingo à tarde. É isso e todo o tipo de roupa com função essencialmente desportiva.

11. Piercings. Não me fascinam. Muito menos nos dentes... Intolerável.

12.  Palas à dread e lenços à Tupac Shakur.

13. Cruzes, crucifixos, fios de ouro, terços, motivos e acessórios de teor religoso, pendentes de surfista e ossos de corvina ao pescoço.
 
14.  Lenços palestinianos de cor roxa ou em cores adaptadas à modernidade jovial. (!!!!) Entristece-me já nem usar tanto o meu, de padrão e cor originais, por se ter tornado moda.

15. Malas a tiracolo.
 
16. Verniz branco –parece corrector.

17.  Unhas de gel, unhas postiças, qualquer autocolante que se possa colar nas unhas.

18. Argolas grandes. E brincos com os dentes de leite pendentes. Eu cá nem as orelhas tenho furadas.

19. Pareos.

20. Anéis, em particular nos dedos dos pés. Isso e pulseirinhas no tornozelo.

21. Tatuagens tribais.

22. Madeixas loiras em cabelo preto ou vice-versa tipo menina das farturas.

23. Tererés.
 
24. Hello Kitty.

25. Padrões psicadélicos.

26. Indumentária com todas as cores do arco-íris. Só é tolerável numa marcha de Orgulho Gay.

27.  Soutiens desportivos, de tons da cor da pele...

28. Camuflados.
 
29. Óculos de sol da Arnette.
 
30. Bindis.
 

Cadastro


Uma vez conheci um gajo que não sabia o significado da palavra "cadastro". Esta gente tira licenciaturas para os desculpar se um dia fizerem figura de parvos. Hoje qualquer palhaçao ingressa no Ensino Superior. E não é superior por isso! Nem sei como se gostam de integrar num meio em que se praxam uns aos outros. Inserem-se numa elite pretensiosa, por vezes sentem-se prodígios sobredotados... mas esquecem-se que a média para Gestão só foi 9... Enfim...

Agora falando nos meus pequenos delitos pessoais... Se eu tivesse cadastro, constariam...

1. Furtos diversos, sistemáticos e recorrentes (o modus operandi costuma ser infalível, tirando 3 ou 4 vezes que considero trágicas calamidades... Furto qualificado!);

2. Invasão de propriedade privada;

3. Delinquência (não foi bem vandalismo...);

4. Violação de privacidade (a minha favorita! Horas de predilecção e voyeurismo pelas lentes de binóculos tardes a fio, personificando A Stalker!);

5. Violação de correspondência (se eu trabalhasse nos CTT... Já tive o meu tempo de antena a retirar cartas do correio, interceptando a correspondência, principalmente contas da luz e da água... Mas o apogeu foi quando eu desenhei pilas em vários postais prestes a serem enviados);

6. Atentado ao pudor (não posso abdicar de um factor que me evidencia o desejo sexual em sítios públicos, expondo-me, pondo a minha libido em riste num pedestal ou num pelourinho... como renunciaria eu a tal coisa?...);

7. Pirataria de software;

8. Conspiração (mas homicídio não consumado);

9. Ameaça de bomba (não estou a gozar, telefonei ao Abundâncio a declarar que havia uma bomba no seu escritório... e sabia lá eu se o homem tinha escritório...);

10. Chantagem (não me orgulho e não deu frutos... antes tivesse subornado, é sinónimo de outro status)
 

Tenho pena de aqui não constar ofensa à autoridade, sabotagem, ofensa ao Estado... e está-me a escapar algum...

Enfim... Não tenho cadastro, espero nunca vir a ter. O meu registo criminal está limpo, apesar de já ter tido algumas situações-limite com a PSP e de já ter sido apanhada a roubar por várias vezes. Dizem que vergonha é roubar e ser apanhado... Mas acho que há vergonhas que superam essa. Dadas as circunstâncias, até tive sorte. Devem ter tido clemência ou misericórdia.

O Clã McGregor em todo o seu esplendor.




"- Quantos passarinhos existem debaixo da saia de um Escocês?

- Depende do tamanho do poleiro."

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Facto:

Adoro os Beach Boys mas recuso-me a surfar. A sério.

Tratar por Tu

Dizem que se devem tratar por você as pessoas acima da casa dos 30. Por respeito, segundo consta. Eu diria mais depressa que é tudo uma questão quase, digamos, hierárquica.
A mim choca-me ver familiares ou até casais tratarem-se por você. Acho que isso é falta de chá, não tem outro nome. É para as aparências. Mas o que para eles é fino, para mim é das coisas mais ridículas possíveis.
 
Em Inglês é tudo muito mais simples, é you em qualquer circunstância. Já no Alemão, o Sie e o Du também provocam confusão às vezes.
 
Nunca ficaram embaraçados ou na dúvida do género... "não percebo até que ponto o meu à-vontade com esta pessoa é correspondido... será que já está na hora de a tratar por tu? será que é ridículo continuar com este distanciamento profissional?..." ? Realmente, é tudo uma questão de à-vontade. Do nosso e do transmitido pela outra pessoa. Mas não me imagino a tratar os meus pais por você. Jamais. Eles e muita gente.

Lloret de Merda

Sei que já vim abordar este assunto um bocado fora de horas, já tarde... Devia ter falado nisto durante as férias da Páscoa. Porém, só hoje me lembrei... Vamos falar de Lloret del (ou de) Mar. Que é como quem diz, generalizar e pôr dentro do mesmo saco outros destinos semelhantes, entre os quais toda a costa castelhana e catalã - e por vezes também se incluem as Baleares.

Pessoalmente, nunca fui adepta de viagens de finalistas. Sempre detestei esses elitismos escolares que metiam grandes grupos de jovens aparentemente normais e previsíveis em viagem. Sempre estive ciente que nunca precisei de uma marcação territorial no país vizinho para me sobressair ou afirmar. Praia e boates? Já me basta viver no Algarve! Que ideia tão pouco original. A diferença é que a malta prefere fazer merda para bandas alheias, onde passam desconhecidos (mas nada despercebidos). Eu cá prefiro fazer a merda in loco. Merda por merda, mais vale assumi-la.

90% dessas viagens ditas inesquecíveis e marcantes servem para: a) experienciar alcool e narcóticos à-vontade e à-vontadinha; b) perder a virgindade, or die trying; c) tirar partido do expoente da juventude numa rebelião recreativa em contexto extra-curricular.

Realmente, não me consigo imaginar a dar dinheiro do meu bolso para continuar a aturar a minha turma em tempo de férias... A minha turma e não sei quantas mil outras que supostamente quereriam confraternizar, conviver, socializar...

E claro, os jovens bebem uns copos e libertam os rebeldes "Geração Morangada" que há dentro deles e acontecem coisas. Atiram-se das varandas, violam raparigas, entram em coma alcoólico antes da meia-noite por tentarem equiparar o absinto à cerveja, vandalizam toda a unidade hoteleira onde pernoitam, vomitam as casas-de-banho de todas as discotecas por onde passam, telefonam aos pais para depositarem mais dinheiro na sua conta, ou simplesmente para os irem buscar quando os amigos estão todos wasted...

Quando voltam de Lloret (Lorê?!Lorete?Wtf?!), até choram de comoção, emocionados pelas noites de forrobodó que vivenciaram num curto período da sua adolescência, mostrando fotografias das bebedeiras (todas as raparigas de língua de fora toda escurecida para mostrar que aviam vodka preta, e os rapazolas armados em garanhões agarrados ao peixe que à rede lhes vier), afirmando que foi algo inesquecível e fabuloso. Começa a gabarolice afixada nos nicks do Messenger, e o mais clássico deles todos é sem dúvida um épico número de três algarismos, que corresponde ao número do quarto ou suite onde ficaram alojados durante a inesquecível coboiada que foi a viagem de finalistas. Curiosamente, muitos deles acabaram por ficar retidos, o que por um lado pode ser giro pois, assim sendo, para o ano há mais uma viagem de finalistas.

Posso ter sido um pouco cruel mas sempre gozei um bocado com as viagens de finalistas. Nunca me consegui identificar minimamente com o espírito. Lamento muito se feri susceptibilidades e já sei que se choverem comentários, serão negativos e espezinhar-me-ão, alegando que só embirro porque não fui. Mas pensem por este prisma: só não fui porque embirro.

Skins

 
A série Skins deve ser equivalente aos Morangos com Açúcar cá em Portugal, em termos de audiência juvenil.
A diferença é que, enquanto que na versão nacional, se virem alguma vez um episódio, constatarão que nenhum jovem fuma nos intervalos, ninguém diz "caralho" ou "foda-se", ninguém fala de sexo de forma ordinária e brejeira, os professores dramatizam tanto ou quanto os pais dos alunos assim que descobrem que andam na má vida... Enfim... E se por acaso alguém se drogar, beber, etc... É tudo muito cliché, nada explícito e ainda menos realista. Bem sei que estas séries têm como fim todo o moralismo que servirá de eventual lição ou pedagogia para com os jovens que não perdem nem um episódio. Isto tudo para nem entrar pela má qualidade da produção, elenco, trama e associados. E olhem que nunca tive o hábito de sequer visionar isto. Até evito ter o televisor ligado no quarto canal antes da hora do noticiário. Anyway...
 
Já no Skins passa-se o inverso. É o exagero completo. Todos os putos se drogam, sem tirar nem pôr. Os mais ajuizados limitam-se a ficar pelo haxixe, erva, tabaco, bebidas alcoólicas e eventuais solventes voláteis. Porém, a maioria consome doses tais de narcóticos que nem sei como metade das personagens não morreu de overdose nos primeiros episódios! A sério. Dão uma ideia também irrealista das drogas e transmitem um conceito de juventude que, embora actual, parece-me um pouco exagerado. Anfetaminas, cocaína, heroína, crack, mescalina, cogumelos, LSD, ketamina, Viagra, ecstasy, todas as noites, com o grupo de amigos. É que é assim que essa série mostra os miudinhos. E depois nunca lhes acontece nada de trágico. Incrível. Ou seja, quem vê a série, acha que, se pegar num saquinho cheio de speed misturado com cocaína e ainda um qualquer composto alucinogéneo, e o enfiar pela goela abaixo como se nada fosse (como fez a personagem Pandora num dos episódios, perante o olhar divertido dos camaradas) não lhe acontece nada.
 
Acontece que eu gostava muito de uma personagem dos Skins chamada Effy Stonem. A Effy é lindíssima, tem imenso estilo mas lá está, um vasto historial de uma adolescência corrompida por substâncias ilícitas, sexo e comportamentos de risco. Porém, agora detesto a personagem. É muito pouco natural, exageradamente provocadora, parece que está sempre a fazer pose, ou que se arma em rebelde porque sim, e notoriamente acha-se superior pela sua "escola de vida". Dá a sensação de não ser genuína. Tem a mania que excita os gajos pelo seu ar misterioso e eu desprezo um bocado isso.

Uma puta é sempre uma puta.

 
 
"Uma puta é sempre uma puta", já dizia o Joaquim D'Almeida no Call Girl. E com muita razão.

Quando nos vem à cabeça a palavra "puta", podemos associá-la a várias correspondências, entre as quais: a puta profissional, dita prostituta; a puta conotada de bitch, uma galifona cheerleader sem escrúpulos, insuportável; e a puta chamada vulgarmente de slut, pois fode tudo o que lhe aparece à frente e posta fotos semi-nua na sua página pessoal. Das três, a mais respeitável acaba por ser a profissional do sexo. Pois claro.

A crise está aí. Será que as prostitutas também sentem a bancarrota na pele? Será que a prostituição deveria ser legalizada? Recibos verdes? O proxenetismo uma firma? Opinem. Costumo pensar nisso. Respeito mais uma prostituta que um traficante de droga. Enquanto que um serviço proporciona prazer ao próximo (por uma choruda maquia variante consoante a madame), um dealer apenas alimenta a desgraça alheia, contribuindo para o vício, degradação, decadência, violência, ajustes de contas... e tudo mais que esteja associado.

Pessoalmente, não seria capaz de entrar no negócio da prostituição. Mesmo que fosse de luxo. Mas há muitas meninas da minha idade que ficaram tão iludidas com o filme Pretty Woman que desde então sonham com um futuro parecido. Mas se acham que lhes vai calhar o Richard Gere (nunca o achei charmoso, ao contrário de 80% do mulherio) na rifa da clientela, estão um bocado equivocadas...

A ideia que as pessoas têm das putas é: a típica trintona ou quarentona de dentes podres, mini saia de lycra, veias todas picotadas, a ressacar, a render ali à beira-estrada, na berma, em Monsanto ou no Intendente. Tudo bem que é um clássico tradicional mas a prostituição tem vindo a "evoluir"... Muitas académicas dão o corpo ao manifesto, para pagarem as propinas e mais alguns extra-caprichos. Não tenho nada contra, aliás, até invejo o que ganham as escorts, por exemplo. Ganham numa noite o que eu ou tu ganhamos num mês. Mas como podem imaginar, nem tudo são rosas, e nem todas são a Soraia Chaves no filme Call Girl.

A prostituição, apesar de vulgar, tem a sua mística, quando bem utilizada. Para além de ser a profissão mais velha do mundo (é o que se diz), é uma alternativa para quem não quer ser caixa num supermercado. Depois, não pagam imposto. Não são despedidas. Como dizia o outro no filme Jaime: "Caralho, só as putas é que não estão desempregadas. Se isto continua assim vou ter de dar em travesti...!". Bom, eu não era capaz. Mais depressa me imagino a assaltar a Caixa Geral de Depósitos encapuçada. Mas, ainda assim, acho mais lamentável quem paga para ter sexo, que quem tem sexo por dinheiro.

Casas de alterne então, sempre haverão. E a ASAE nem tem metido o bedelho. Entretém-se a encerrar tascas e tabernas igualmente deploráveis.

Lembrei-me disto tudo devido ao escândalo sexual na Selecção Francesa...

Ri-me tanto quando soube que Gouvou ficou espantado com a verba de 2 mil euros exigida pela prostituta...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Uns é diet coke, ela é coke diet...

A Kate Moss (uma das modelos mais overrated, na minha opinião) afirma que "Nothing tastes as good as skinny feels". Isso é porque ela com certeza nunca deve ter provado picanha com queijo ou cheesecake de lima...
 
E pergunto-me se algum dia levou à beiça uma tarte de leite condensado, ou até mesmo um simples kebab com molho de alho...
 




 

 
Olhe que não, Kate, olhe que não!... Think twice...
Nota: Para quem está em dieta, o http://sexiestfoods.tumblr.com/ é um grande exercício de masoquismo.
 

Quem é que sabe do que eu estou a falar?

Rosebud
Klapaucius
Motherlode

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Novelas

Nas telenovelas, independentemente da trama, toda a gente conhece toda a gente. É o protagonista que se apaixona pela mulher de um gajo que por acaso se vem a saber que é irmão do mesmo, que por sua vez partilha casa com o vizinho e melhor amigo do protagonista, que é também patrão da amiga da mulher por quem se apaixonou, mulher essa que tem um passado ligado, só assim por acaso e com alguma coincidência, às drogas, mais concretamente, ao dealer que agora é padre e que a casou com o tal gajo que afinal é irmão do protagonista. Os filhos do protagonista são amigos dos filhos do vizinho, claro, e todos vão ao mesmo café. A professora da criançada também tem o seu historial por explorar, claro, e tem um caso com o dono do café onde toda a gente vai. E a mulher do dono do café é confidente do protagonista. Está tudo interligado. Se houver um casamento ou um funeral, todas as personagens que integram o elenco, estarão lá batidas. Tirando um ou outro que tenha feito merda e então é considerado a ovelha negra da trama.

E atenção!, estamos a falar de toda uma intriga passada numa capital europeia como Lisboa - não é propriamente uma aldeia da serra onde todos se conhecem.

E meio-termo, não?

Uma mulher, se é amante, sente-se uma puta, ou usada, se passar a noite num hotel com um homem, ou apenas umas horas. Contudo, se a mulher é casada, sente uma forte necessidade de passar a noite (ou umas horas) num motel com o seu marido, para quebrar a rotina ou reacender a paixão.
É complicado...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Banho 29

Eu cá nunca fui. Nunca calhou, também porque nunca fiz muita questão de ir, por desinteresse.

A ideia que eu tenho do que se passa na última grande festa do Verão é toda uma geração jovem invadindo o areal em massa num antro de bebida, droga, sexo, música, fogueiras, mergulhos nocturnos (com o frio que estava ontem ainda desafiaram uma hipotermia) e mais qualquer coisa que não sei porque nunca fui.

O curioso nisto é que se a rapaziada está de facto, a folgar, com o propósito de celebrar o fim da época alta, eu até me identifico com o conceito... mas não é o caso.

Eu quero é celebrar o Equinócio!

Legendas PT-BR

Quando saco legendas em Português Brasileiro, é um derradeiro desencadear de frases e/ou expressões hilariantes. Senão, vejamos, há dias via um filme em que alguém dizia em Inglês que tinha ido a um bordel... Eis a legenda traduzida com que me deparo: "ELE FOI NUM PUTEIRO." (!)

Esmola Virtual, much?

"All donations will go towards keeping this blog up and running. Any extras will be put towards a new camera so I am able to post more personal content."

Acabei de ler isto no perfil de um blog. Mais concretamente o blog da Felice Fawn.

Mas agora a sério, há mesmo quem não tenha mais nada para fazer senão doar dinheiro a uma blogger que só por si aparenta ter algumas posses? Longe de mim ser hipócrita, mas se eu achasse que alguém realmente transfere dinheiro por boa vontade a bel-prazer de um zé-ninguém ou até de um alguém na blogosfera já teria posto o meu NIB aqui também. Mas lá está, a possibilidade de ser bem sucedida é remota. Não acho as pessoas que me seguem assim tão imbecis...
 


E já agora, uma notinha para a Miss Fawn: e trabalhar, não?
 

Nota: Eu costumava gostar da Felice Fawn antes deste cyberhype todo sequer. Na altura, achei-a atraente, um quê de Leigh Lezark com um toque sombrio, que emanava estilo e nem pensei que se expusesse tanto. Hoje ridicularizo-a por ser demasiado extrema, óbvia e repetitiva em tudo aquilo que veste, escreve e diz. Para não falar dos vídeos em que aparece a mostrar aos Fawnáticos que bebe imensas bebidas brancas, fuma muito, é uma perita em subclassificar dubstep (e a dançá-lo haha! haviam de ver!), e acreditem ou não, a minha teoria é que ela glorifica/glamouriza subtilmente o seu distúrbio alimentar (anorexia nervosa) perante milhares de raparigas que gostariam de ser tão ou mais esqueléticas que ela (thinspo factor). Faço também menção ao facto de revelar um certo paternalismo pelo simples facto de já ter experimentado imensos estupefacientes (fez questão de cheirar coca para uma webcam... acho que só ainda não fodeu para o "olho que tudo vê" porque tem um ar meio assexuado). Para quem não está a par deste alarido todo, informe-se através dos sites pró e anti Felice Fawn. Entretenimento garantido, tendo em conta que até de burla e extorsão virtuais a gaja foi acusada. É uma longa história, mas só assim entenderão esta controvérsia toda. Até eu estou a mediatizá-la, pelos vistos.

Querido Blog, tenta aprender uma coisa:

Translineação.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Este mundo está perdido.

O pequeno-almoço tomado num local público é sempre interessante. Uma senhora observou-me de forma flagrante, escandalizada por me ver a enfiar 3 pacotes de açúcar no meu café. Até ficou de olhos em bico! Depois... o melhor... um homem cheio de medo de tirar o pão da torradeira, com medo de se queimar ou de não aguentar a temperatura, ou sei lá! Foi patético ter de ser eu a tirar-lhe o pãozinho da torradeira... Se calhar está habituado a ter a mãe ou mulher a fazê-lo. Mas em que mundo é que estamos, em que até um homem tem medo de pegar nas torradas!?

domingo, 19 de agosto de 2012

Porta-Minas

Não ouvia falar em porta-minas desde os tempos da Escola Primária! Que didático!

Digo o mesmo em relação ao Tangram e ao picotado.

sábado, 18 de agosto de 2012

Já aconteceram homicídios por menos...

Não consegui dormir a sesta ontem devido a um filho da puta ter tido a ideia de pôr música aos berros vindo da sua viatura estacionada em frente à minha janela. Para não falar que as melodias eram do piorio, tipo bimbalhada com um toque electrónico digno de alguma discoteca rasca da Europa de Leste. Eu bem o insultei aos gritos e bati com a janela e a persiana mas o cabrão continuou com o show, qual provocação.

São estas pequenas coisas que me estragam o humor e o astral.