sábado, 29 de dezembro de 2012

Apesar de a depilação nunca ser em vão...

Ironia do destino é uma mulher levar a tarde a depilar as pernas, sofrendo às mãos da máquina depilatória, ou da cera, e ainda levar ali a esfregar unguentos, cremes, loções, manteigas corporais hidratantes nas pernas, massajando até estarem ultra-suaves... e quando chega a hora H, o gajo dizer: "Não, não tires as meias.* Despe tudo mas deixa ficar as meias!".

* Quando me refiro a meias, não me refiro a simples peúgas ou soquetes, mas sim a stockings, meias acima do joelho, meias com ligas, ou até collants.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Os verdadeiros maus da fita


Eis os pedófilos mais badalados do Processo Casa Pia. Esta noite, em vez de contar carneirinhos para tentar adormecer, eram sensivelmente 4am e dei por mim a enumerar pedófilos...!

Carlos Cruz

Carlos Silvino aka Bibi

Paulo Pedroso

Hugo Marçal

Ferreira Diniz aka "O Médico dos Ferraris"

Jorge Ritto


Não, não fui acometida por uma aura de humor negro.

Como é que alguém que rouba picanha fatiada no Lidl ou Pingo Doce apanha mais anos que qualquer um destes estafermos?

Como é que estes gajos conseguem dormir à noite? Ou a vontade de sonhar com rabinhos macios é tanta, que adormecem propositadamente para isso?

E como é que ainda não realizaram um filme de terror sobre o Processo Casa Pia, género Sleepers versão portuguesa?

Para que ninguém se esqueça destas caras quando os vir passar na rua, como se nada se tivesse passado. Porque para eles, a vida continua. Com dinheiro, poder e quem sabe, caprichos sexuais idênticos aos de outrora. Continuarão sempre a haver pessoas que ainda hoje usam fralda por culpa destes mostrengos repugnantes.



Be afraid.

SIC in the 90's



Saudades.

As Paixões de Infância de Miss Nancy Wilde


Quando era pequena, tinha tendência para me apaixonar por quem não devia - e hoje também... Porém, as escolhas eram hilariantes. Apaixonei-me por uma raposa (desenho animado) macho chamada Fuzzi... Apaixonei-me por um gajo chamado Kyle, personagem de uma série australiana que passava na altura. Apaixonei-me por um gajo conhecido do meu pai que geria uma pizzaria e tinha um rottweiler... Lembro-me de dizer na escola que estava louca por ele e falava dele como se fosse meu namorado... 

Apaixonei-me pelo Fernando Nogueira, na altura em campanha pelo PSD... Só visto... Apaixonei-me pelo Urso Azul, um urso marinheiro aldrabão que passava no Um-Dó-Li-Tá. 

Acho que também gostava de um colega da primária chamado Martim... Mas ele nunca me deu troco. Tinha olhos verdes e cabelo preto e uma vez passou-se e pontapeou-me quando saímos da escola, sem razão aparente, em frente ao carro da mãe dele, que nada fez para me defender. Tenho isso até hoje atravessado. Tal como uma vez que levei um murro de um anormal chamado Cristiano Toco... Desejo-lhe as mais variadas torturas... Em contrapartida, o cabrão chegou ao 7º ano com a reputação de se peidar/bufar nas aulas de Inglês.

Nunca me apaixonei por um professor; todos eles me irritavam por constituírem uma autoridade escolar/pedagógica. Além disso, eram todos patéticos. Cheguei a ter um professor de Educação Física que andava de pau feito nas aulas... Que horror. O gajo era nortenho e uma vez disse "Ó Nancy, podemos manter o contacto!" ao que lhe respondi rispidamente "Tssk, eu dou-lhe o contacto...". Também me abordou uma noite no Grand Café para se apresentar ou... nem percebi bem. Era escusado.

Mais tardiamente... Apaixonei-me loucamente pelo Robbie Williams... E isso foi uma grande maleita! Chorava de tão ciumenta por vê-lo com outras gajas nos videoclips. Ah! Apaixonei-me também por um mendigo, imagine-se. Nunca cheguei a perceber a sua nacionalidade. Era loiro, de olhos azuis... E eu cheguei ao ponto de lhe dar esmola e chocolates... Mas acho que o que ele devia querer eram narcóticos... Anyway... Perdi-lhe o rasto em três tempos.

Quando dava o programa televisivo Agora ou Nunca fiquei louca pelo Jorge Gabriel. Sim, aquele traste! Ainda hoje me pergunto como é possível. Tudo isto foi pela altura da escola primária: Jorge Gabriel, José Figueiras, João Baião (era o meu herói do Big Show Sic!),... e até o Ernesto, que era um velho que fazia de mordomo do Jorge Gabriel no Agora ou Nunca... Porra... Que vergonha.

Sempre me apaixonei por pessoas inatingíveis, inalcançáveis, potencialmente difíceis e até mesmo impossíveis.

A obsessão mais recente que tive foi pelo Zé Pedro dos Xutos & Pontapés. Cheguei a estar com ele pessoalmente e senti os joelhos a fraquejar, pensei que me ia dar um chilique. Sempre quis saltar as barreiras de segurança durante um concerto dos Xutos e atirar-me a ele para o beijar, para frenesim total do público e dos media... Mas, feliz ou infelizmente, nunca fui capaz. Bah.

Apaixono-me com uma intensidade doentia que me incapacita de me focar noutras coisas.
Uma vez apaixonei-me por um tal de Ellis Barfield, que nunca sequer me VIU, só passou por mim de raspão... E levei a cabo a Operação Chá Quente! Vigiava-o, fazia-lhe esperas, informava-me sobre a família Barfield, até lhe roubava a correspondência que encontrava na caixa de correio, nem sei como não ficava lá entalada, mas roubei-lhe extractos de conta inclusive.

Quem lê este post deve pensar "Espero que esta maluca nunca se apaixone por mim...". Bom, e eu também.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pergunto-me se a minha sanidade mental já viu melhores dias.

Portanto... Eis que o meu arroz de polvo IMPLODE, uma vez dentro do microondas! O que é que eu faço? Começo a limpar a porcaria e bocados de polvo espalhados pelo interior do electrodoméstico? Sinto-me incomodada com o meu jantar sabotado? Qual quê. Entrego-me ao ataque de riso histérico, rindo feita parva, olhando para o resultado caótico do sucedido. Depois pergunto-me porque é que uma ocorrência destas mexe tanto com o meu sentido de humor.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Coisas dignas de povoarem os meus pesadelos

Desde pequena que tenho esta imagem da cabeça, e só hoje me atrevi a visionar o filme. É só a mim que esta Lua me perturba?

sábado, 8 de dezembro de 2012

Todos nós temos um assassino em série favorito.


Ora bem, este é um dos meus livros favoritos. Lembro-me de andar no 7º ano de escolaridade e levar semanas a poupar dinheiro (às vezes nem almoçava para juntar esse capital à maquia da poupança) até conseguir juntar o suficiente para comprar esta obra literária. Lembro-me de o ver à venda numa papelaria e ninguém lhe pegava, sem ser eu, que todos os dias depois das aulas, ia lá e lia excertos. O fascínio pelo Jack sempre o tive, mas depois de ler este livro, e de visionar as suas gráficas ilustrações, fez-me desejar recuar no tempo e dar por mim numa noite húmida em Whitechapel - não como prostituta, mas sim como alguém da Scotland Yard, obviamente.

SINOPSE: 1888, Londres. 5 prostitutas são massacradas em Whitechapel. Estão na origem de um enigma e de um mito com mais de um século. O mito deu origem a centenas de ficções.
De 31 de Agosto a 9 de Novembro de 1888, em Londres, cinco prostitutas são horrivelmente massacradas. Essas cinco vítimas e dez semanas de terror estão na origem de um enigma e de um mito que duram há mais de um século.
Jack, o Estripador era de sangue nobre? Era médico ou maçom? Escreveu um diário íntimo relatando os seus crimes?
Duas importantes bibliografias e uma filmografia comentada completam esta verdadeira enciclopédia sobre Jack, o Estripador, a primeira obra a nível mundial que explora e expõe todos os aspectos do misterioso assassino de Whitechapel.

"Este Livro Vermelho sobre Jack, o Estripador reúne todas as especulações e todo o historial até hoje existentes sobre a sinistra personagem. A primeira parte é inteiramente documental, facultando-nos ao mesmo tempo um "retrato" de Londres vitoriana, na qual Jack, o Estripador, viveu. Temos os costumes da época, as gentes, a imprensa escrita, a polícia, etc., etc., sem esquecer a pungente descrição de Whitechapel, bairro no qual Jack, o Estripador, exerceu todos os seus talentos. O descritivo é tão realista que o leitor chega a "sentir" a arrepiante atmosfera de frio, fog e terror. 

Verifica-se que houve muita mistificação durante todo o inquérito: a polícia, publicamente atacada, enfatizava os resultados da investigação; os jornalistas, por seu lado, distorciam os factos de modo a que estes se ajustassem às suas bombásticas teorias. O caso é complexo, problemático, enfiado numa rede cerrada de nomes, de envolvimentos, de suspeitos de um «diz-se, diz-se» multiplicado numa infinidade de suposições. 

A 2.ª e a 3.ª partes são menos interessantes. Esta última enuncia as bibliografias e filmografias sobre a temática de Jack, o Estripador. A 2.ª parte, essa, reúne alguns textos ficcionais inspirados no (e pelo) Jack, o Estripador. 

Obra, sobretudo a 1.ª parte, de inegável interesse documental e histórico."

I am.

Cinema

Nunca mais fui ao cinema... Nem me lembro da última vez que fui ao cinema. Em Lagos, fecharam o cinema. Uma sala antiquíssima e majestosa como aquelas, fechada. Bah. Tenho saudades de ir ao cinema, apesar de ser caríssimo hoje em dia... Nunca utilizei salas de cinema para namorar, passar tempo ou apenas ir ver um filme só para dizer que sim, só por ir, sem antes sequer saber o filme que vou ver. Mas há muita gente assim... Detesto ver filmes em grupo. Fazem barulho, comentários desnecessários, estão ali só por estar, irrita-me mesmo muito.
Enfim.

Nem 8 nem 80

O que é que vos irrita mais? Alguém muito cocky, que está constantemente a vangloriar-se de feitos, experiências e vivências? Alguém que se martiriza e faz de vítima quase por necessidade? Ou alguém com uma insultuosa falsa modéstia?...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A ocasião faz o ladrão

Ontem, durante uma incursão a uma grande superfície, furtei um artigo de cosmética, e não me arrependo. Eu sei que era da Bourjois mas achei revoltante ter de pagar quase 10 euros por aquilo. Claro que também lá fui para comprar - miolo de camarão congelado, pão integral, semifrio de manga.

De qualquer maneira, pergunto-me porque voltei a roubar. Não o fazia há já algum tempo, julgo que tenho estas clepto-recaídas quando me sinto mais em baixo, ou acometida por um tédio profundo... Portanto, encontrei as possíveis respostas para que estes meus actos ocasionais façam mais sentido:

a) Falta de dinheiro, ou vontade de guardar/poupar o capital para outra coisa que valesse mais a pena;
b) Necessidade de alguma adrenalina de baixo espectro, tendo em conta o meu quotidiano enfadonho;
c) Testar a minha capacidade, estratégia e técnica, na arte do furto, após algum tempo sem o praticar - sabe sempre bem saber que temos jeito para alguma coisa na vida.

Anyway, não partilharei o meu método, mas tenho a dizer que mais uma vez, fui bem sucedida, nenhuma câmara ou segurança repararam em mim (e olhem que eu estava vestida de colegial japonesa), e nem a senhora da caixa se apercebeu do que eu fiz nas suas barbas, a escassos centímetros dela e das barreiras detectoras de códigos de barras, correndo o risco de algum alarme constrangedor soar de forma estridente.

E antes que me digam que eu devia ser apanhada para parar com essas brincadeiras, fiquem a saber que já fui flagrada com a boca na botija pelo menos 3 vezes.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ir ao café

Nunca hei-de entender aquela mania de uma pessoa ir ao café. Mas atenção, não é um café qualquer, refiro-me àqueles cafés de bairro, com luz de cozinha (efeito aterrorizante à la vestiários da H&M), um televisor a passar a bola, frequentadores exclusivamente residentes nas redondezas, e bastante confiança entre cliente e empregado. Não consigo compreender a magia que é estar num lugar tão entediante, enfadonho e, diga-se de passagem, nada aconchegante. E se é para ir lá beber uma bica, mais vale fazer o café em casa. Mas qual quê, as pessoas vão para lá depois do jantar e são capazes de levar horas ali, a falar da vida dos outros, a beber uma imperial, ou então no clássico "galão & torrada" (outra coisa que mais vale fazer em casa).
Nesse género de estabelecimento, nem sequer há bolos decentes (ex: cheesecake de framboesa, tarte de maçã com canela, brigadeiro de chocolate branco, etc., podia continuar mas fiquemos por aqui antes que eu comece a salivar). Há os "bolos de café", que são bolos de arroz, queques secos, guardanapos empastados de gordura e algum doce regional já ressequido. Devem estar-me a achar uma snob do caralho, mas a verdade é que eu tenho razão quando digo que a reputação reles e rasca destes sítios faz jus ao que vende.

Alguns homens vão lá passar o serão pelo convívio, companhia e camaradagem, ver a bola em conjunto. Eu até compreendo, coitados. Basta um sítio ser barato qb, e toda a gente que se conhece lá ir, que é visto como razão para ser frequentado.

O maior suplício é mesmo ter de levar ali com as lâmpadas trémulas a ferir-nos a vista, e ainda ter de ter os ouvidos atacados pelos agudos da cafetaria. Mas pronto, se calhar sou só eu que sou picuinhas.

Só encontro uma justificação em frequentar o café do bairro: terem o melhor medronho caseiro, ou outra qualquer moonshine agreste o suficiente para se ficar bêbado por uma mínima quantia, num curto espaço de tempo.

Ah, outra coisa: como não há música, estamos condenados a ouvir a conversa alheia, e que a nossa conversa seja escutada com audibilidade sucifiente. Incomodativo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Lolo Ferrari


Quando anunciei casualmente ao meu pai que esta mulher tinha morrido, ele perguntou: "Então, entrou-lhe um Ferrari pela loló?". Épico.

Foi há 12 anos atrás.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

As minhas paredes bem que podiam ter mais isolamento acústico

A playlist do carocho que mora no andar de cima surpreende-me sempre. Hoje pôs Florence + The Machine aos berros, e tentava desesperadamente urrar em uníssono, imitando e tentando alcançar os agudos vocais da Florence, projectando gritos de cantor de ópera agonizando pelo prédio inteiro. Juro que foi um milagre os vidros permanecerem intactos.

Nota: Tudo isto, após momentos de introspecção ao som da Momento do Pedro Abrunhosa... Em modo repeat.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O que se diz por aí

Dizem por aí que é feio ver uma mulher cuspir (escarrar então, caem todos os santos do altar!) para o chão, ou ouvi-la a dizer uma asneira, como "caralho" ou "foda-se" ou "puta que pariu". Sim, porque acho que se for "porra" não é assim tão grave, é até suficientemente desculpável ou aceitável ao ponto das pessoas não a olharem de lado com aquele trajeito de quem pensa "Bem, que mulher ordinária! Fala pior que um carroceiro... Aposto que até tem cadastro, ou então anda na má vida.".
Eu não acho que seja obrigatório uma mulher ter classe ao ponto de, se tiver vontade de escarrar na rua, ter de engolir a expectoração, só para não ferir susceptibilidades. Ou ter de conter ou controlar o vocabulário durante circunstâncias, situações ou contexto que exijam expressar-se de uma forma mais intensa, digamos, verbalizando o que lhe vai na alma, o que faz sentido para ela proferir naquele momento. E até pode ser o caso em que a pior das caralhadas nem tenha como finalidade insultar ou ofender alguém. Tenham isso em conta.

Porém, o que me causa pruridos nisto tudo é... Porque é que uma mulher tem de se comportar de acordo com parâmetros impostos pela sociedade? Ainda por cima por homens e, pior ainda, por mulheres também. Porquê submeterem-se às expectativas dos outros, correspondendo às mesmas de um modo que as torna menos genuínas/reais?
É que mesmo que não digam palavrões em público, nem falem alto, nem cuspam para o chão... Vão estar com o "foda-se" na cabeça, vão reagir de formas pior que uns berros momentâneos em praça pública, e vão cuspir, quem sabe, num local mais conveniente e mais adequado, e menos público, e mais discreto... como por exemplo, o vosso copo de vinho. É que merecem mesmo isso, se tendem a censurar uma coisa tão primitiva, inofensiva e biodegradável como uma senhora a cuspir para o chão.

A minha consciência exalta-se com tudo isto, mas principalmente pelo facto dos actos que eu referi acima, por menos ortodoxos que sejam ou pareçam, sejam perfeitamente aceitáveis num homem. Ninguém se põe a olhar com ar reprovador com um homem por este discutir alto com outro, ninguém vai dizer que é uma peixeirada ou escândalo, ou falta de classe. Se o virem cuspir para o chão, está tudo bem, principalmente porque acabou de jogar à bola e é normal cuspir-se para o relvado. E mesmo que seja um qualquer transeunte a escarrar para a calçada, ninguém vai dizer "que vergonha...". Vão esboçar um esgar de nojo e asco, mas fica por aí. E nenhum homem fica com a reputação arruinada por só dizer palavrões. Pode ser brejeiro como tudo, até dizê-los de uma forma mais lasciva que Bocage em pleno mercado do Bolhão, depois de um dia de merda.

Portanto... As coisas, embora subtis, não mudaram assim tanto.

O momento alto dos videojogos

Alguns de vocês sabem bem do que eu estou a falar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

I Don't Like Mondays

Pois é, para quem não sabe, eu nutri uma grande paixão pelo Bob Geldof...

*Momento emocore do dia*


De vez em quando... Não imaginam o vosso próprio cortejo fúnebre? Sei que não estamos propriamente em horário nobre para falar sobre isto mas... De vez em quando eu visualizo o meu funeral, com todos os familiares e amigos a comparecerem in loco, tentando imaginar as reacções de todos perante a minha perda. Pode parecer estranho, mórbido ou doentio mas não devo ser só eu a pensar nisso de vez em quando. Dou por mim a imaginar o meu funeral quando estou na cama, quando não consigo dormir. Será uma maneira, uma tentativa de me reconfortar, de me consolar por interiorizar que a minha morte faria muita gente (muita... vá... algumas pessoas) infeliz?... Por um lado, é um alívio. Não sei explicar exactamente porquê. Desconfortável... mas aliviante.

Sinto-me triste e desanimada por sentir que já não me consigo expressar/exprimir tão bem como antigamente. Os neurónios não ressuscitam mas será que ainda posso fazer alguma coisa pela minha eloquência?...

Desculpem o desabafo, mas hoje é um daqueles dias em que desejo desesperadamente que me levem a sério. Também desejaria restaurar o meu apetite em todas as suas faculdades gustativas, não vá um dia porem-me um arroz de pato à frente e eu dizer-lhe "já não te amo".

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Observação

Acho de extremo mau gosto passarem o reclame do Bacalhau Riberalves imediatamente em seguida à publicidade do Gino-Canesten - que, para quem não sabe, é indicado para infecções fúngicas vaginais.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A vida é uma latrina... (nem sempre conseguimos que a merda desapareça da nossa vista com um simples puxar de autoclismo, metaforicamente falando)



Uma vez, durante o concerto dos Zero 7 no Sudoeste em 2006... Como me recusei a sair da primeira fila, onde esperei pelos Xutos das oito da noite até à uma da manhã, guardando preciosamente o meu lugar, vi-me necessitada de trocar de tampão. Dito e feito! Estava em calções, alcei a perna e mudei o tampão in loco, arriscando-me a ser vista por qualquer um que me rodeasse naquele momento. Felizmente, correu tudo bem.
As casas-de-banho portáteis estavam bloqueadas com cagalhões de calibre colossal, portanto, é favor compreenderem o meu desespero.

Lembro-me das latrinas da escola primária. Um nojo. Sanita mesmo, só havia uma e estava sempre empapada e obstruída com paposecos, lixo e afins. Lanches desperdiçados, uma vergonha. Tudo entupido. Para não falar que o lavatório parecia uma manjedoura e tresandava a esgoto. Com aquele panorama até o meu intestino grosso ficava entupido. Traumático.

Recordo também a vez (mais recente, esta façanha) em que me vi à rasca por uma mija, isto no meio da rua, a altas horas da noite, num qualquer beco em Lagos... À falta de melhor, resolvi infiltrar-me num prédio algures ali perto... As escadas eram convidativas, a modos que me pus de cócoras e urinei, sem hesitar. Escusado será dizer que a piela era monstruosa. Naquela posição grotesca e primitiva, aliviei-me. Porém, quase adivinhando o que o karma me reservava, pensei inocentemente "ainda caio aqui um porradão"... E o facto é que mal acabei o servicinho, zás! Escorreguei no mijo e espatifei-me pelas escadas abaixo, violentando membros inferiores e superiores. A queda foi bárbara! Irónica também. Pensei que tinha partido um braço... Mas afinal fodi foi o tendão do antebraço... Que ainda hoje me dói, aquando da Suestada. Coxeando, queixosa, amaldiçoei aquele momento, que considerei castigo por já ter sido a segunda vez (pelo menos) que urinava pelas escadarias nada sumptuosas de um prédio. Confesso, aliás, que a primeira vez foi meramente por desporto. Fi-lo tal qual uma obra de arte, em muito semelhante a uma cascata de chuva dourada... Esse prédio sofreu muito com a minha passagem. Até atirei ladrilhos do último piso cá para baixo. Estrondos que só visto. Ninguém vinha ver o que se passava quando eu fazia merda. Talvez por medo. Eu gritava como se estivesse a ser atacada. Roubei sapatos de uma varanda e espalhei-os pelo hall de entrada do prédio, para provocar intriga. Houve uma vez que um morador confidenciou: "Aconteceram aqui coisas horríveis...". Foi a cereja no topo do bolo.


Mais souvenirs e memórias de fazer bolsar qualquer sujeito... Hum... Ah! Uma vez, fui jantar à Pizza-Hut... Enfardei montes de pizza, sangria, pão de alho, um brownie... E depois vomitei no exterior, mas vomitei duas partes sólidas separadas. Devia ter tirado uma foto. Assim é difícil de explicar o insólito da coisa.

Desculpem se vos tirei o apetite.


The World Without Us by Alan Weisman



"Se nos retirássemos agora da Terra, definitivamente, o que se passaria? Quais os vestígios do Homem (humanos) que permaneceriam e quais os que desapareceriam ? Como mudaria o planeta?
Numa altura em que vivemos tão preocupados e ansiosos com os efeitos do nosso impacto sobre o clima e o ambiente, este livro oportuno dá-nos uma oportunidade de ter uma ideia do que deixaríamos realmente como legado da nossa passagem por este planeta.
Regressaria o clima ao que era antes de ligarmos os nossos motores? Conseguiria a Natureza apagar todos os vestígios da civilização humana, incluindo as miríades de produtos sintéticos e de plástico? Por que razão certos edifícios, certas pontes, resistiriam mais à usura do tempo do que outros? O que ficaria da nossa arte? Que animais prosperariam e que raças se extinguiriam?
Pura fantasia para amadores de ficção científica? Nem por sombras! Alan Weisman tem uma investigação amplamente documentada - baseia-se, nomeadamente, na evolução de territórios actualmente virgens, as florestas que envolvem Chernobyl, a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias - , cruza as opiniões dos especialistas com as observações dos autóctones, e convida-nos a uma instrutiva viagem à volta à Terra… sem nós!"

"Se a humanidade desaparecesse o que é que restaria? Um estudo inspirador e visionário sobre a forma como temos vindo a desestabilizar o planeta e de como a Terra respiraria de alívio com a nossa partida."
Time Magazine

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Spice Girls


Lembram-se das cinco raparigas Made in UK, que tinham girl power, que nos faziam imitá-las em playback nos anos 90? Constituíram um marco na minha infância e inegavelmente, uma inspiração a nível de conceito de estilo. A minha favorita era a Geri mas também gosto da Emma. A Victoria era mais natural naquela altura, mesmo já se mostrando uma poser inata. Tenho saudades das Spice Girls. Foram uma revolução über pop. Uma girlsband inesquecível e inimitável até hoje. Como tudo o que é bom por ser efémero, durou pouco...
Decido postar aqui o estilo de cada uma. Gostem ou não, fizeram História.


GERI (GINGER SPICE) - Extravagante, exageradamente exuberante, provocadora, kitsch. Espampanante. Lembro-me que na altura vibrei porque supostamente ela apalpou o príncipe Carlos.
Depois das Spice, ficou uma anoréctica e trocou o ruivo por loiro.

EMMA (BABY SPICE) - Tons pastel, sorrisinho de Lolita anglo-saxónica dos anos 90.
Depois das Spice, engordou, ingressou numa carreira a solo e veio ao HermanSic.

 
MEL B (SCARY SPICE) - Exótica, tribal, um misto de plataformas com camuflados.
Depois das Spice... Desapareceu-nos da vista e andou lo-profile até ter emprenhado do Eddie Murphy(!).

 
MEL C (SPORTY SPICE) - Tal como o cognome indica... SPORTY. Sempre enfiada em fatos-de-treino, ela era a personificação chav maria-rapaz de Liverpool.
Depois das Spice, ingressou numa carreira a solo repleta de baladas e duetos, adoptando um look mais feminino.

 
VICTORIA (POSH SPICE) - Snob, posh, fashion ... Enfim, na altura nada de exagerado ou artificial como está hoje. Até a achava muito elegante e bonita.
Depois das Spice, foi a desgraça: casou com o Beckham, tornou-se uma fashion victim crónica, implantes de silicone, fake tan, cabelo descolorado, emagreceu até mais não, enfim, basicamente um clone do José Castelo Branco.

Porque recordar é viver...

Recordo o momento em que me borrei (não literalmente) de medo com um sismo de intensidade 6.1 na escala de Richter. Transcendeu-me. Temi o pior. Pensei "É desta, vem aí a tragédia igual a 1755!!!". Terror. Nunca tinha sentido algo tão forte, logo senti-me a alucinar... Senti-me num campo gravitacional diferente. Numa situação destas acho que é impossível conter o pânico.

Vou transcrever a minha reacção e interacção via MSN aquando do abalo:

(1:38) Nancy: terramoto (1:38) Cláudia: ,TREMOR DE TERRA
FDX
QUE SUSTP
GRITEI (1:39) Nancy: q horror (1:40) Nancy: FDXXXX
q horror
ainda tou a tremer (1:40) Cláudia: TB EU
MEU DEUS
A CASA ABANOU TODA
O MEU PAI ACORDOU

Nota: O Instituto de Meteorologia (IM) registou 16 réplicas do sismo verificado às 01:37 desta madrugada e considera que este foi o "maior registado desde 1969"

"Na época alguém perguntou ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas...." 
Só que hoje não há Marquês de Pombal.

Scar

Adoro o Scar! Invejoso e maquiavélico, pois claro que teria de me identificar. Bem diz a Cláudia que o momento alto da carreira do Rogério Samora foi aquando da dobragem do filme "O Rei Leão"! Sem dúvida.

Pérolas do Noticiário

Em Carrazeda de Ansiães, um homem matou outro, desferindo golpes com uma LANÇA PARA CAÇAR JAVALIS. Pergunto-me se isto foi originalidade, inovação ou retrocesso. Não é uma coisa a que se recorra todos os dias mas a arma em si é rudimentar e arcaica. E de certeza que exige perícia, tendo em conta o contexto. 

Estaremos perante uma nova vaga de crime de contornos pré-históricos?

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Kitsch Alert!

Pois é, tenho uma predilecção por estes globos com snow effect.

X-Mas stuff: Calendário de Chocolate



A sério que as pessoas esperavam que uma criança só comesse um quadradinho por cada dia?!
Falo por mim... Quem segue à risca a coisa de comer um por dia deve estar a cumprir promessa, pela certa.

domingo, 28 de outubro de 2012

Facto

A vocalista dos Amor Electro faz uma cara de sofrimento assustadora, quase aberrante, quando está a cantar.