Não me apetece entrar em clichés típicos da ocasião, mas não resisti a postar isto. Como resposta aos homens que dizem que uma mulher fica mal a beber pela garrafa. Ou que uma mulher não sabe apreciar vinho... Ou que o whisky não é bebida para mulheres. E poderia continuar mas é melhor ficarmos por aqui antes que eu me irrite.
sexta-feira, 8 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Now and Then: Bloodsuckers - A desprestigiante evolução dos vampiros!
ANTES:
DEPOIS:
Não sei o que se passou mas os vampiros passaram de criaturas obscuras, misteriosas, nocturnas e mantendo a sua aura de charme e imponência de meter respeito... a comuns seres do fantástico, que disputam poder e sexo entre lobisomens e zombies. Brilham ao sol, brilham no escuro, é orgias e efeitos especiais altamente sofisticados para retratar o vampiro moderno, o drácula actual. Lamentavelmente, não consigo respeitar tal personagem. É toda uma magia que se perde. Todo o fenómeno tem o seu tempo de antena e quando vira moda e cai na vulgaridade, torna-se uma patetice massificada que roça o ridículo. O culto dos vampiros pode ter ido longe demais, mas pelo menos que conservassem o bom gosto.
The Famous Nancy Wilde
Há quem sonhe com uma camisola do clube com o seu nome nas costas.
Eu sonharia com isto. Que bonita surpresa.
Eu sonharia com isto. Que bonita surpresa.
Seja Responsável. Beba com moderação. NOT.
segunda-feira, 4 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Anda comigo ver o porta-aviões
Sim, eu sei que me passo dos carretos e fico histérica facilmente. Eis a minha reacção quando atracaram um monumental porta-aviões em plena doca de Santa Apolónia! Que colosso! Ignorem o facto de eu me assemelhar a um travesti fugido do Conde Redondo, versão turno diurno.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Não ganhou mas devia (o Daniel que me desculpe)
Depois de visionar este filme, os meus preconceitos e underrating em relação aos papéis interpretados pelo Denzel Washington morreram ali. Há muito tempo que não testemunhava uma interpretação tão realista, vibrante e sólida. A personagem do Capitão Whitaker ficou-me tão impregnada que nem consegui partir logo para outro filme. Tive que esperar 24 horas até entregar-me a outra história.
Não vejam o filme se tiverem medo de andar de avião.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Obsessões Olfactivas
Há sempre qualquer coisa na atmosfera que nos rodeia, que nos traz à memória a pessoa que amamos. Um cheiro no mar, na terra, no ar ou até num qualquer chamuscar, seja lenha a queimar ou frango no churrasco. É como percorrer os labirintos da nossa memória com essa pessoa, através do olfacto.
Às vezes dou por mim a recordar variadas coisas consoante o cheiro que me vem ao nariz. É uma experiência verdadeiramente intensa e nostálgica, uma mistura de saudosismo com melancolia. Alguém que passa por mim a fumar o mesmo tabaco de enrolar que me ficou na cabeça, o cheiro a morangos e a flores a desabrochar típico da Primavera, que por sua vez também me traz recordações queridas... Todos esses odores evocam a presença de alguém há muito ausente na minha vida, mas que, por culpa da minha memória olfactiva, e também por teimosia sentimental, continua muito presente. É como se a única maneira de me conectar a alguém que me é tão especial e inesquecível fosse reviver as fragrâncias que um dia experienciámos juntos, outrora num contexto bem mais animador.
Claro que todas estas trips odoríferas me causam uma recaída emocional de alto calibre. Já dei por mim a trilhar momentos de felicidade perdida no tempo, através do cheiro a loção de barbear, café, madeira, whisky, chocolate, caramelo, brisa marinha, e todo um sem-fim complexo e por vezes indecifrável de histórias sob a forma de memórias olfactivas, para sempre recordadas. E pronto, é isto.
Às vezes dou por mim a recordar variadas coisas consoante o cheiro que me vem ao nariz. É uma experiência verdadeiramente intensa e nostálgica, uma mistura de saudosismo com melancolia. Alguém que passa por mim a fumar o mesmo tabaco de enrolar que me ficou na cabeça, o cheiro a morangos e a flores a desabrochar típico da Primavera, que por sua vez também me traz recordações queridas... Todos esses odores evocam a presença de alguém há muito ausente na minha vida, mas que, por culpa da minha memória olfactiva, e também por teimosia sentimental, continua muito presente. É como se a única maneira de me conectar a alguém que me é tão especial e inesquecível fosse reviver as fragrâncias que um dia experienciámos juntos, outrora num contexto bem mais animador.
Claro que todas estas trips odoríferas me causam uma recaída emocional de alto calibre. Já dei por mim a trilhar momentos de felicidade perdida no tempo, através do cheiro a loção de barbear, café, madeira, whisky, chocolate, caramelo, brisa marinha, e todo um sem-fim complexo e por vezes indecifrável de histórias sob a forma de memórias olfactivas, para sempre recordadas. E pronto, é isto.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Os transeuntes têm ouvidos
Estava eu a andar pela rua tranquilamente, quando passo por dois velhos, em frente a uma loja de candeeiros (um dos velhos era o dono da loja), e pasme-se a conversa que ouvi ao passar por eles...
Velho #1: Então, pois, ela só gosta de pretos... Adora pretos.
Velho #2: Pois, então não há-de gostar, têm a picha grande!
E com isto eu olho para eles, chocada e incrédula, com tamanha alcoviteirice carroceira, mas eles nem se deram conta da minha presença.
Tendo em conta que eu sei exactamente de quem eles estavam a falar - uma rapariga dona do café da frente, cujo companheiro é preto - ocorreu-me escrever uma carta e enfiar debaixo da porta da loja de candeeiros, a dizer:
Tendo em conta que eu sei exactamente de quem eles estavam a falar - uma rapariga dona do café da frente, cujo companheiro é preto - ocorreu-me escrever uma carta e enfiar debaixo da porta da loja de candeeiros, a dizer:
Agradeço que não volte a comentar o meu gosto pessoal no que diz respeito aos homens e já agora, façam favor de sair do armário, que com a vossa idade e tanta certeza sobre o calibre de pénis alheio, com certeza que desde o tempo do Ultramar andam com ânsias de levar com ele enterrado na peida.
Acho que os velhos nunca mais passariam em frente ao café da dita cuja. Ou então teriam um ataque cardíaco mal acabassem de ler. Mas com o azar que me sai na rifa, às tantas ainda eram analfabetos... Claro que pedirem para a mulher lhes ler tal coisa, se esta soubesse ler, o efeito constrangedor seria em dose dupla. MUAHAHAHAHA!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Crónicas Gripais
Acumular lenços de ranho é comigo. Chego a um ponto que já nem sei em qual deles me posso assoar, correndo o risco de afocinhar em expectoração recém-expulsa.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
What you see is what you get (NOT)
Dada a extensão de informação pessoal exibida nos murais do Facebook, pergunto-me porque é que as pessoas são tão incoerentes ao ponto de exporem, directa ou indirectamente, o quão a ressaca lhes está a custar, a quantidade de bebidas ingeridas na festa da noite anterior, em que aeroporto se encontram a fazer escala... mas em contrapartida, enchem-se de reservas quando é para exibirem outro tipo de feitos, menos glamourosos, género: "estou de diarreia... OMFG isto consegue ser pior que o hemorroidal!\m/", "tampões OB for the win...", "hoje não me fui encontrar com o pessoal por não querer ser visto com uma enorme borbulha na ponta do nariz, achando que iriam comentar o mau aspecto da minha derme mal eu virasse costas :x", "Acabei de comer uma sopa de espinafres. Bebi também uma água mineral, seguida por uns amendoins.". Porquê? Porque estas coisas, meus amigos, não são cool.
As pessoas exibem tanta coisa nas redes sociais, mas já pararam para pensar que todo esse show off pode ser um mero bluff ilusório? Isto é, todos filtram a informação pessoal de modo a controlarem até que ponto os outros podem entrar na sua vida privada, assim formando uma impressão construída pelo que acham que sabem sobre fulano ou beltrano.
Portanto, tenham em conta que o que assistem nos murais facebookianos e afins nem sempre correspondem a uma realidade de alta fidelidade e muitas vezes apresentam uma máscara, uma ideia fabricada por alguém que por vezes apenas tem como objectivo inocente ser aceite pelos outros. E esse objectivo inocente, vá, ainda dá para perdoar - e rir à custa disso, claro.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Tesourinhos do Teletexto
O Teletexto é a plataforma de engate mais dated que ainda se mantém no activo. Porém, não perdeu a sua magia. Quando estou deprimida, dou por mim a explorar os vários anúncios do Teletexto: "Nino humilde e sincero, de Santa Comba. Activo ou passivo?", "Intimidade assegurada @Santo Tirso", "Mulato da Beira. Casais. Damuh dotado.". No Teletexto, todos saem do armário sem pudores! É um autêntico pulsar sexual qual grito de guerra vindo dos mais recônditos vilarejos e aldeamentos do interior.
Por essas bandas interactivas, tudo é possível.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Parem.
Porque é que certos homens insistem em fazer referência à mulher como sendo "a minha esposa"? Querem dar uma de cavalheiros? É que dão uma ideia ordinária, saloia, parola, pirosa, foleira e provinciana (no pior sentido do termo) ao conceito conjugal.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Lip Lament
Sempre tive uma espécie de complexo com os meus lábios, por não serem volumosos e carnudos. Tenho uns lábios que mais pareço o Lou Reed. Lábios carnudos remetem para uma simbologia sensual e apelativa. Claro que não estou para enfiar silicone nos beiços porque será pior a emenda que o soneto, de tão artificial que ficará o efeito. Porém, tenho investigado meios de avantajar os meus lábios. O colagénio é um ponto por explorar. Depois, há sempre um truque ou outro ao pintar os lábios. E de manhã, curiosamente, acordo com os lábios al dente, provavelmente mais inchados depois do sono... mas também mais bonitos. Mas o efeito não dura para o resto do dia! Enfim, não estou a dizer que quero ter uns lábios iguais aos da Angelina Jolie mas podiam ser menos delgados...
Claro que há exemplos de celebridades bastante únicas e carismáticas esteticamente em parte devido aos seus lábios fininhos, como é o caso da über cool Chloë Sevigny, que eu venero... Entre outras... Maria João Bastos, por exemplo. Claro que o que está estereotipado pelos padrões de beleza - padrões esses pelos quais nenhum(a) de nós se deveria deixar influenciar - é, sem dúvida, uns belos lábios com polpa!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Old habits die hard
Voltei a recorrer ao furto em grandes superfícies e mais uma vez, não me arrependo. Desta vez, acreditem ou não, roubei PÃO, imagine-se. Era um pão qualquer que custava quase 3 euros, semi-integral, muito mole e macio. Transferi-o para outro saco e pus na mala. Chegou a casa todo deformado porque lhe pus as compras (sim, também fiz compras - queijo camembert panado, champô, cogumelos laminados) em cima. Que imbecil!
Ao roubar, já na caixa, senti aquele formigueiro que as pessoas sentem antes de atingirem o clímax sexual. Aquela sensação que liga a cabeça ao coração e ao corpo todo. Ficamos comprometidos e temos que disfarçar. Há câmaras de vigilância por todo o lado e seguranças a rondarem todas as alas, até a secção dos frescos. Claro que isso não deve ser mais que dopamina, adrenalina, ou qualquer outra coisa libertada e acabada em "ina".
Ao roubar, já na caixa, senti aquele formigueiro que as pessoas sentem antes de atingirem o clímax sexual. Aquela sensação que liga a cabeça ao coração e ao corpo todo. Ficamos comprometidos e temos que disfarçar. Há câmaras de vigilância por todo o lado e seguranças a rondarem todas as alas, até a secção dos frescos. Claro que isso não deve ser mais que dopamina, adrenalina, ou qualquer outra coisa libertada e acabada em "ina".
O alívio vem depois. Passar no teste. Como se fosse um nível, um boss da Nintendo, um exame.
Também tenho outra mania, para além de roubar: comer coisas in loco. Agarro um chocolate, ou gelado, ou fruta, ou iogurte, e começo a comer/beber dentro do supermercado. Supostamente, vou pagar aquilo na caixa. Mas deixo os restos a um canto, numa prateleira noutra secção. Hoje foi uma embalagem de donuts. Só consegui comer um, o resto deixei lá. E atenção que isto já vem de longe: quando era pequenina, o meu pai levou-me ao supermercado e deram por mim escondida a comer uns palitos de chocolate. Claro que o meu pai passou uma vergonha por minha causa e lá teve de pagar pelo que comi. E durante os tempos da Secundária, também ia com uma amiga munida com colheres só para nos deliciarmos com Carte D'Or e outras iguarias.
Também tenho outra mania, para além de roubar: comer coisas in loco. Agarro um chocolate, ou gelado, ou fruta, ou iogurte, e começo a comer/beber dentro do supermercado. Supostamente, vou pagar aquilo na caixa. Mas deixo os restos a um canto, numa prateleira noutra secção. Hoje foi uma embalagem de donuts. Só consegui comer um, o resto deixei lá. E atenção que isto já vem de longe: quando era pequenina, o meu pai levou-me ao supermercado e deram por mim escondida a comer uns palitos de chocolate. Claro que o meu pai passou uma vergonha por minha causa e lá teve de pagar pelo que comi. E durante os tempos da Secundária, também ia com uma amiga munida com colheres só para nos deliciarmos com Carte D'Or e outras iguarias.
Fome Nocturna (não, este post não tem nada a ver com vampiredo, Chupa-Cabras ou qualquer outra facção de bloodsuckers)
Muitos de nós têm por hábito acabar a noite, não na cama, não no lancil da rua a vomitar, não num qualquer after manhoso... mas sim a fazer fila para comprar qualquer coisa para comer, esperando (im)pacientemente pela nossa vez, enquanto os sucos gástricos nos revolvem as entranhas com roncos e urros.
A maior parte dos bares fecha por volta das 2am, e outros pelas 4am... sempre há o que está aberto até mais tarde mas aí a caça ao alimento escasseia, e torna-se também mais desafiante.
Recordo sempre 50% das minhas noites acabadas numa qualquer casa de pasto, numa barraquinha ou roulotte com comida rápida, numa casa de kebabs dos indianos... consoante o apetite e o grau de carência alimentar.
A melhor coisa depois de bebermos muito, tendo vomitado ou não, é ir comer um snack. Há uns anos existiam aquelas bancas estacionadas no centro histórico, pelo menos no Verão. Vendiam crepes com todos os toppings possíveis e imaginários, e cachorros quentes, e cachorros quentes topo de gama! Aquilo eram coisa de categoria. Eram os melhores hot dogs do mundo. Não sei se achava isso por estar cheia de fome e com o estômago e a bílis ressentidos, ou se no frio fresco da noite todo o paladar me era tragável e gratificante, mas o facto é que nunca mais provei iguaria que atingisse o mesmo nível. Cachorros quentes colossais, com batata palha, maionese, ketchup, mostarda, cogumelos, cebola, tomate... e eu adoro exagerar nessas coisas, se fosse preciso chegava a casa e ainda guarnecia a salsicha com fatias de queijo.
Eu ia sempre lá com a Cláudia, minha camarada, pois ambas padecemos de fome intensa aquando do fim da noite, saídas de uma qualquer boate em busca de cheiro a cozinhados pelas ruas e ruelas, como que esfomeadas da Pré-História. Claro que se ainda estivermos embriagadas, comer não resulta tão bem, temos de esperar que a bebedeira passe, para a fome estar no auge, e para apreciar tudo melhor, inclusive não deixar que a parte do cérebro que nos diz se estamos cheias se não, que nessa altura está desligado, nos deixe comer um atrás doutro.
A maior parte dos bares fecha por volta das 2am, e outros pelas 4am... sempre há o que está aberto até mais tarde mas aí a caça ao alimento escasseia, e torna-se também mais desafiante.
Recordo sempre 50% das minhas noites acabadas numa qualquer casa de pasto, numa barraquinha ou roulotte com comida rápida, numa casa de kebabs dos indianos... consoante o apetite e o grau de carência alimentar.
A melhor coisa depois de bebermos muito, tendo vomitado ou não, é ir comer um snack. Há uns anos existiam aquelas bancas estacionadas no centro histórico, pelo menos no Verão. Vendiam crepes com todos os toppings possíveis e imaginários, e cachorros quentes, e cachorros quentes topo de gama! Aquilo eram coisa de categoria. Eram os melhores hot dogs do mundo. Não sei se achava isso por estar cheia de fome e com o estômago e a bílis ressentidos, ou se no frio fresco da noite todo o paladar me era tragável e gratificante, mas o facto é que nunca mais provei iguaria que atingisse o mesmo nível. Cachorros quentes colossais, com batata palha, maionese, ketchup, mostarda, cogumelos, cebola, tomate... e eu adoro exagerar nessas coisas, se fosse preciso chegava a casa e ainda guarnecia a salsicha com fatias de queijo.
Eu ia sempre lá com a Cláudia, minha camarada, pois ambas padecemos de fome intensa aquando do fim da noite, saídas de uma qualquer boate em busca de cheiro a cozinhados pelas ruas e ruelas, como que esfomeadas da Pré-História. Claro que se ainda estivermos embriagadas, comer não resulta tão bem, temos de esperar que a bebedeira passe, para a fome estar no auge, e para apreciar tudo melhor, inclusive não deixar que a parte do cérebro que nos diz se estamos cheias se não, que nessa altura está desligado, nos deixe comer um atrás doutro.
A Cláudia, por sua vez, pedia, não um cachorro quente, mas uma "cadela", tudo menos a salsicha. Curioso.
Houve até uma vez, memorável por sinal, na qual, enquanto esperávamos para ser atendidas no spot da cachorrada quente, eu comecei a dar cotoveladas à Cláudia, para a fazer reparar nos dois gajos que estavam à nossa frente, na fila. Ela, sem se aperceber quem eram, bradou: "Epá, mas o que é que tem estes gajos?!". "Estes gajos" eram o Tim e o João Cabeleira dos Xutos & Pontapés, que também aguardavam pelo ritual do enfardanço. Acabámos por trocar umas palavras, e eles ainda nos convidaram para ir, passo a citar, "à Meia-Praia, fumar umas brocas". Não fomos, claro está, mas ainda hoje me rio, imaginando os dois a empaturrarem-se no meio das dunas, com o charro numa mão e o cachorro na outra.
Bem, fugi ao tópico, divaguei e perdi-me. Onde é que eu ia?... Ah. A fome nocturna. O apetite dos boémios e noctívagos. Pois bem, essas barraquinhas milagrosas deixaram de existir, talvez por falta de licenças, ou falta de clientes, ou falta de paciência de alguém para lá estar a aturar bêbados esfomeados all night long - compreensível. Tentei consolar-me com a ideia de que aquilo nem condições de higiene, asseio ou saneamento básico tinha (sempre me perguntei onde iam os gajos mijar, e onde depois lavariam as mãos... antes de servir o freguês; eventualmente deixei de pensar nisso para não correr o risco de perder o apetite) mas todos os Sábados à noite dávamos por nós saudosas e tristes por já não existirem vendedores de hot dogs e crepes. Umas vezes dava-me para o doce e comia um crepe, que era quase 5 euros. O hot dog era 3 euros, enchia bem o bucho, por mais varada de fome que estivesse, valia muito a pena, isto no caso de me apetecer algo salgado.
Hoje em dia só nos restam as casas (duvidosas) de kebabs, geralmente gerenciadas por indianos, paquistaneses, turcos, enfim, monhés, todos sempre muito solícitos.
Há coisa melhor que um kebab cheio de molho de alho, depois de uma grande bebedeira de whisky, em que o estômago está tão vazio que já não entra mais nada sem ser comida?
Não recomendo o molho picante, porque é pior a emenda que o soneto.
Mesmo assim, um kebab com bebida sai caro, é praticamente 5 euros... mil escudos! Era escusado esse abuso. Mas o prazer é infalível... Eu chegava a salivar só de observar a carne a rodar no espeto. Aquele calor, aquele conforto para o bucho, estarmos num lugar quente, mesmo que com luz de cozinha, à espera de enfardar, é uma sensação única. Ah, e lá também vendem pizza, embora não se comparem às especialidades do italiano.
Sim, havia um italiano que vendia até às tantas, mas desde que foi assaltado (apanharam o ladrão a comer lá dentro, depois de ter roubado o dinheiro da caixa, de tão idiota!) que nunca mais reabriram o estabelecimento, La Foccacia, de seu nome.
Há também uma casa de pasto que serve bifanas e bivalves, entre outros petiscos, até hora tardia. Nunca me aventurei por lá mas eu e a Cláudia chegámos a rondar a área, a ver se o bicho pegava.
Quando já é tarde demais, só nos resta a alternativa DIY, que é voltar para casa e fazer uma tosta, sandes, comer restos, enfim, um iogurtinho, suminho, por aí... Nada que se compare a um mega cachorro quente, claro está, ou a um kebab cheio de couve roxa desfiada, cebola, tomate e aquele pão pita acabadinho de sair do forno.
O cheiro a comida no frio da noite é das melhores coisas do mundo.
Bem... Fritos é que não aconselho, que o fígado nem sempre está em condições de processar.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Isto só visto
Epá só Deus sabe o que eu me rio com esta música... Foda-se... A quantidade de nomes eslavos ditos sistematicamente dá-me incontroláveis ataques de riso!!!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Leituras Recentes
1. The Great Gatsby | F. Scott Fitzgerald - Envergonho-me de não ter lido este grande clássico muito antes. Decidi lê-lo antes que estreasse a versão cinematográfica, que é só lá para Março. A narrativa deslumbrou-me do princípio ao fim, tendo em conta que sou obcecada pelos anos 20 e seus luxos, e também pelo Sonho Americano. Todo aquele ambiente de festas, riqueza, caprichos, excessos, jazz e histórias de amor cruzadas culminando inevitavelmente em tragédia, fizeram-me visualizar toda uma riqueza estética a todos os níveis.
2. O Jogador | Fiódor Dostoievski - Magistral! Li-o em duas noites e apreciei euforicamente cada parágrafo. É uma obra densa, e com aprofundadas descrições detalhadas, e com a temática do jogo e da respectiva perdição e vício. Um regalo literário, absolutamente viciante. Vale muito a pena, tive muito prazer ao lê-lo, ri-me variadas vezes sozinha. Tal como no The Great Gatsby, é engraçado ver o quanto o dinheiro move as pessoas. Obras verdadeiramente intemporais e que se adaptam inteiramente às sociedades contemporâneas.
3. The Bell Jar | Sylvia Plath - Identifiquei-me muito com o que li, o que neste caso não é bom sinal. Esta obra foi bastante intimista, diria eu, uma vez que o historial clínico da autora vem à tona, mas por palavras supostamente saídas de uma tal Esther Greenwood. Até agora, ainda só tinha lido poemas da Plath, porém, o registo narrativo agradou-me mais. É um sombrio retrato de depressão instalada numa instabilidade emocional que ainda assim, descreve tudo o que a rodeia de uma forma genial e invejável.
4. Ecstasy | Irvine Welsh - Depois de ter lido Trainspotting, do mesmo autor, decidi que tinha de me obrigar a ler, se possível, tudo o que ele publicou até hoje. Infelizmente, a biblioteca municipal é algo limitada e só requisitei este. Gosto muito da maneira complexa e, ao mesmo tempo, simples, do Irvine escrever. Demorei mais tempo a ler este livro que os outros, pois era bem maior, e tinha imensas histórias cruzadas e intercaladas entre si, mas todas dentro do mesmo assunto: alienação, amor, drogas. As experiências psicadélicas estão muito bem retratadas. Gostei particularmente da personagem do apresentador necrófilo, que angariava fundos para o hospital para onde depois iria para ter sexo com os cadáveres na morgue, subornando os médicos e vigilantes. Ecstasy: Three Tales of Chemical Romance são quase 300 páginas de puro êxtase, portanto.
2. O Jogador | Fiódor Dostoievski - Magistral! Li-o em duas noites e apreciei euforicamente cada parágrafo. É uma obra densa, e com aprofundadas descrições detalhadas, e com a temática do jogo e da respectiva perdição e vício. Um regalo literário, absolutamente viciante. Vale muito a pena, tive muito prazer ao lê-lo, ri-me variadas vezes sozinha. Tal como no The Great Gatsby, é engraçado ver o quanto o dinheiro move as pessoas. Obras verdadeiramente intemporais e que se adaptam inteiramente às sociedades contemporâneas.
3. The Bell Jar | Sylvia Plath - Identifiquei-me muito com o que li, o que neste caso não é bom sinal. Esta obra foi bastante intimista, diria eu, uma vez que o historial clínico da autora vem à tona, mas por palavras supostamente saídas de uma tal Esther Greenwood. Até agora, ainda só tinha lido poemas da Plath, porém, o registo narrativo agradou-me mais. É um sombrio retrato de depressão instalada numa instabilidade emocional que ainda assim, descreve tudo o que a rodeia de uma forma genial e invejável.
4. Ecstasy | Irvine Welsh - Depois de ter lido Trainspotting, do mesmo autor, decidi que tinha de me obrigar a ler, se possível, tudo o que ele publicou até hoje. Infelizmente, a biblioteca municipal é algo limitada e só requisitei este. Gosto muito da maneira complexa e, ao mesmo tempo, simples, do Irvine escrever. Demorei mais tempo a ler este livro que os outros, pois era bem maior, e tinha imensas histórias cruzadas e intercaladas entre si, mas todas dentro do mesmo assunto: alienação, amor, drogas. As experiências psicadélicas estão muito bem retratadas. Gostei particularmente da personagem do apresentador necrófilo, que angariava fundos para o hospital para onde depois iria para ter sexo com os cadáveres na morgue, subornando os médicos e vigilantes. Ecstasy: Three Tales of Chemical Romance são quase 300 páginas de puro êxtase, portanto.
5. Viagem ao Mundo da Droga | Charles Duchaussois - Levei imenso tempo a lê-lo. Porém, valeu a pena. Não confundir com Os Filhos da Droga - este é bem melhor. É literalmente uma viagem ao universo decrépito, sórdido e grotesco dos narcóticos, entre os anos 60 e 70, e auto-biográfico, sendo a experiência pessoal do próprio Charles. Muito cru mas deveras inebriante, explora também o narcotráfico, o choque cultural no Médio e Extremo Oriente, tudo com uma pitada de decadência, degradação humana e wanderlust qb. Bastante descritivo, nem sei como é que o gajo sobreviveu a tantos excessos de substâncias tão nefastas e em ambientes que considero hostis, a menos que o caro leitor seja um hippie porco e em constante trip que nem se importe já com condições de saneamento básico...
sábado, 29 de dezembro de 2012
Apesar de a depilação nunca ser em vão...
Ironia do destino é uma mulher levar a tarde a depilar as pernas, sofrendo às mãos da máquina depilatória, ou da cera, e ainda levar ali a esfregar unguentos, cremes, loções, manteigas corporais hidratantes nas pernas, massajando até estarem ultra-suaves... e quando chega a hora H, o gajo dizer: "Não, não tires as meias.* Despe tudo mas deixa ficar as meias!".
* Quando me refiro a meias, não me refiro a simples peúgas ou soquetes, mas sim a stockings, meias acima do joelho, meias com ligas, ou até collants.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Os verdadeiros maus da fita
Eis os pedófilos mais badalados do Processo Casa Pia.
Esta noite, em vez de contar carneirinhos para tentar adormecer, eram
sensivelmente 4am e dei por mim a enumerar pedófilos...!
Carlos Cruz
Carlos Silvino aka Bibi
Paulo Pedroso
Hugo Marçal
Ferreira Diniz aka "O Médico dos Ferraris"
Jorge Ritto
Não, não fui acometida por uma aura de humor negro.
Como é que alguém que rouba picanha fatiada no Lidl ou Pingo Doce apanha mais anos que qualquer um destes estafermos?
Como é que estes gajos conseguem dormir à noite? Ou a vontade de sonhar com rabinhos macios é tanta, que adormecem propositadamente para isso?
E como é que ainda não realizaram um filme de terror sobre o Processo Casa Pia, género Sleepers versão portuguesa?
Para que ninguém se esqueça destas caras quando os vir passar na rua, como se nada se tivesse passado. Porque para eles, a vida continua. Com dinheiro, poder e quem sabe, caprichos sexuais idênticos aos de outrora. Continuarão sempre a haver pessoas que ainda hoje usam fralda por culpa destes mostrengos repugnantes.
Como é que estes gajos conseguem dormir à noite? Ou a vontade de sonhar com rabinhos macios é tanta, que adormecem propositadamente para isso?
E como é que ainda não realizaram um filme de terror sobre o Processo Casa Pia, género Sleepers versão portuguesa?
Para que ninguém se esqueça destas caras quando os vir passar na rua, como se nada se tivesse passado. Porque para eles, a vida continua. Com dinheiro, poder e quem sabe, caprichos sexuais idênticos aos de outrora. Continuarão sempre a haver pessoas que ainda hoje usam fralda por culpa destes mostrengos repugnantes.
As Paixões de Infância de Miss Nancy Wilde
Quando era pequena, tinha tendência para me apaixonar por quem não devia - e hoje também... Porém, as escolhas eram hilariantes. Apaixonei-me por uma raposa (desenho animado) macho chamada Fuzzi... Apaixonei-me por um gajo chamado Kyle, personagem de uma série australiana que passava na altura. Apaixonei-me por um gajo conhecido do meu pai que geria uma pizzaria e tinha um rottweiler... Lembro-me de dizer na escola que estava louca por ele e falava dele como se fosse meu namorado...
Apaixonei-me pelo Fernando Nogueira, na altura em campanha pelo PSD... Só visto... Apaixonei-me pelo Urso Azul, um urso marinheiro aldrabão que passava no Um-Dó-Li-Tá.
Acho que também gostava de um colega da primária chamado Martim... Mas ele nunca me deu troco. Tinha olhos verdes e cabelo preto e uma vez passou-se e pontapeou-me quando saímos da escola, sem razão aparente, em frente ao carro da mãe dele, que nada fez para me defender. Tenho isso até hoje atravessado. Tal como uma vez que levei um murro de um anormal chamado Cristiano Toco... Desejo-lhe as mais variadas torturas... Em contrapartida, o cabrão chegou ao 7º ano com a reputação de se peidar/bufar nas aulas de Inglês.
Nunca me apaixonei por um professor; todos eles me irritavam por constituírem
uma autoridade escolar/pedagógica. Além disso, eram todos patéticos. Cheguei a
ter um professor de Educação Física que andava de pau feito nas aulas... Que
horror. O gajo era nortenho e uma vez disse "Ó Nancy, podemos manter o
contacto!" ao que lhe respondi rispidamente "Tssk, eu dou-lhe o
contacto...". Também me abordou uma noite no Grand Café para se apresentar
ou... nem percebi bem. Era escusado.
Mais tardiamente... Apaixonei-me loucamente pelo
Robbie Williams... E isso foi uma grande maleita! Chorava de tão ciumenta por
vê-lo com outras gajas nos videoclips. Ah! Apaixonei-me também por um mendigo,
imagine-se. Nunca cheguei a perceber a sua nacionalidade. Era loiro, de olhos
azuis... E eu cheguei ao ponto de lhe dar esmola e chocolates... Mas acho que o
que ele devia querer eram narcóticos... Anyway... Perdi-lhe o rasto em três
tempos.
Quando dava o programa televisivo Agora ou Nunca
fiquei louca pelo Jorge Gabriel. Sim, aquele traste! Ainda hoje me pergunto
como é possível. Tudo isto foi pela altura da escola primária: Jorge Gabriel,
José Figueiras, João Baião (era o meu herói do Big Show Sic!),... e até o Ernesto, que era um velho que fazia de mordomo do Jorge
Gabriel no Agora ou Nunca... Porra... Que vergonha.
Sempre me apaixonei por pessoas inatingíveis,
inalcançáveis, potencialmente difíceis e até mesmo impossíveis.
A obsessão mais recente que tive foi pelo Zé Pedro
dos Xutos & Pontapés. Cheguei a estar com ele pessoalmente e senti os
joelhos a fraquejar, pensei que me ia dar um chilique. Sempre quis saltar as
barreiras de segurança durante um concerto dos Xutos e atirar-me a ele para o
beijar, para frenesim total do público e dos media... Mas, feliz ou
infelizmente, nunca fui capaz. Bah.
Apaixono-me com uma intensidade doentia que me
incapacita de me focar noutras coisas.
Uma vez apaixonei-me por um tal de Ellis Barfield,
que nunca sequer me VIU, só passou por mim de raspão... E levei a cabo a
Operação Chá Quente! Vigiava-o, fazia-lhe esperas, informava-me sobre a família
Barfield, até lhe roubava a correspondência que encontrava na caixa de correio,
nem sei como não ficava lá entalada, mas roubei-lhe extractos de conta
inclusive.
Quem lê este post deve pensar "Espero que esta
maluca nunca se apaixone por mim...". Bom, e eu também.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Pergunto-me se a minha sanidade mental já viu melhores dias.
Portanto... Eis que o meu arroz de polvo IMPLODE, uma vez dentro do microondas! O que é que eu faço? Começo a limpar a porcaria e bocados de polvo espalhados pelo interior do electrodoméstico? Sinto-me incomodada com o meu jantar sabotado? Qual quê. Entrego-me ao ataque de riso histérico, rindo feita parva, olhando para o resultado caótico do sucedido. Depois pergunto-me porque é que uma ocorrência destas mexe tanto com o meu sentido de humor.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Coisas dignas de povoarem os meus pesadelos
Desde pequena que tenho esta imagem da cabeça, e só hoje me atrevi a visionar o filme. É só a mim que esta Lua me perturba?
sábado, 8 de dezembro de 2012
Todos nós temos um assassino em série favorito.
Ora bem, este é um dos meus livros favoritos. Lembro-me de andar no 7º ano de escolaridade e levar semanas a poupar dinheiro (às vezes nem almoçava para juntar esse capital à maquia da poupança) até conseguir juntar o suficiente para comprar esta obra literária. Lembro-me de o ver à venda numa papelaria e ninguém lhe pegava, sem ser eu, que todos os dias depois das aulas, ia lá e lia excertos. O fascínio pelo Jack sempre o tive, mas depois de ler este livro, e de visionar as suas gráficas ilustrações, fez-me desejar recuar no tempo e dar por mim numa noite húmida em Whitechapel - não como prostituta, mas sim como alguém da Scotland Yard, obviamente.
SINOPSE: 1888, Londres. 5 prostitutas são massacradas em Whitechapel. Estão na origem de um enigma e de um mito com mais de um século. O mito deu origem a centenas de ficções.
De 31 de Agosto a 9 de Novembro de 1888, em Londres, cinco prostitutas são horrivelmente massacradas. Essas cinco vítimas e dez semanas de terror estão na origem de um enigma e de um mito que duram há mais de um século.
Jack, o Estripador era de sangue nobre? Era médico ou maçom? Escreveu um diário íntimo relatando os seus crimes?
Duas importantes bibliografias e uma filmografia comentada completam esta verdadeira enciclopédia sobre Jack, o Estripador, a primeira obra a nível mundial que explora e expõe todos os aspectos do misterioso assassino de Whitechapel.
Jack, o Estripador era de sangue nobre? Era médico ou maçom? Escreveu um diário íntimo relatando os seus crimes?
Duas importantes bibliografias e uma filmografia comentada completam esta verdadeira enciclopédia sobre Jack, o Estripador, a primeira obra a nível mundial que explora e expõe todos os aspectos do misterioso assassino de Whitechapel.
"Este Livro Vermelho sobre Jack, o Estripador reúne todas as especulações e todo o historial até hoje existentes sobre a sinistra personagem. A primeira parte é inteiramente documental, facultando-nos ao mesmo tempo um "retrato" de Londres vitoriana, na qual Jack, o Estripador, viveu. Temos os costumes da época, as gentes, a imprensa escrita, a polícia, etc., etc., sem esquecer a pungente descrição de Whitechapel, bairro no qual Jack, o Estripador, exerceu todos os seus talentos. O descritivo é tão realista que o leitor chega a "sentir" a arrepiante atmosfera de frio, fog e terror.
Verifica-se que houve muita mistificação durante todo o inquérito: a polícia, publicamente atacada, enfatizava os resultados da investigação; os jornalistas, por seu lado, distorciam os factos de modo a que estes se ajustassem às suas bombásticas teorias. O caso é complexo, problemático, enfiado numa rede cerrada de nomes, de envolvimentos, de suspeitos de um «diz-se, diz-se» multiplicado numa infinidade de suposições.
A 2.ª e a 3.ª partes são menos interessantes. Esta última enuncia as bibliografias e filmografias sobre a temática de Jack, o Estripador. A 2.ª parte, essa, reúne alguns textos ficcionais inspirados no (e pelo) Jack, o Estripador.
Obra, sobretudo a 1.ª parte, de inegável interesse documental e histórico."
Obra, sobretudo a 1.ª parte, de inegável interesse documental e histórico."
Cinema
Nunca mais fui ao cinema... Nem me lembro da última vez que fui ao cinema. Em Lagos, fecharam o cinema. Uma sala antiquíssima e majestosa como aquelas, fechada. Bah. Tenho saudades de ir ao cinema, apesar de ser caríssimo hoje em dia... Nunca utilizei salas de cinema para namorar, passar tempo ou apenas ir ver um filme só para dizer que sim, só por ir, sem antes sequer saber o filme que vou ver. Mas há muita gente assim... Detesto ver filmes em grupo. Fazem barulho, comentários desnecessários, estão ali só por estar, irrita-me mesmo muito.
Enfim.
Nem 8 nem 80
O que é que vos irrita mais? Alguém muito cocky, que está constantemente a vangloriar-se de feitos, experiências e vivências? Alguém que se martiriza e faz de vítima quase por necessidade? Ou alguém com uma insultuosa falsa modéstia?...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
A ocasião faz o ladrão
Ontem, durante uma incursão a uma grande superfície, furtei um artigo de cosmética, e não me arrependo. Eu sei que era da Bourjois mas achei revoltante ter de pagar quase 10 euros por aquilo. Claro que também lá fui para comprar - miolo de camarão congelado, pão integral, semifrio de manga.
De qualquer maneira, pergunto-me porque voltei a roubar. Não o fazia há já algum tempo, julgo que tenho estas clepto-recaídas quando me sinto mais em baixo, ou acometida por um tédio profundo... Portanto, encontrei as possíveis respostas para que estes meus actos ocasionais façam mais sentido:
a) Falta de dinheiro, ou vontade de guardar/poupar o capital para outra coisa que valesse mais a pena;
b) Necessidade de alguma adrenalina de baixo espectro, tendo em conta o meu quotidiano enfadonho;
c) Testar a minha capacidade, estratégia e técnica, na arte do furto, após algum tempo sem o praticar - sabe sempre bem saber que temos jeito para alguma coisa na vida.
Anyway, não partilharei o meu método, mas tenho a dizer que mais uma vez, fui bem sucedida, nenhuma câmara ou segurança repararam em mim (e olhem que eu estava vestida de colegial japonesa), e nem a senhora da caixa se apercebeu do que eu fiz nas suas barbas, a escassos centímetros dela e das barreiras detectoras de códigos de barras, correndo o risco de algum alarme constrangedor soar de forma estridente.
Anyway, não partilharei o meu método, mas tenho a dizer que mais uma vez, fui bem sucedida, nenhuma câmara ou segurança repararam em mim (e olhem que eu estava vestida de colegial japonesa), e nem a senhora da caixa se apercebeu do que eu fiz nas suas barbas, a escassos centímetros dela e das barreiras detectoras de códigos de barras, correndo o risco de algum alarme constrangedor soar de forma estridente.
E antes que me digam que eu devia ser apanhada para parar com essas brincadeiras, fiquem a saber que já fui flagrada com a boca na botija pelo menos 3 vezes.
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