domingo, 31 de março de 2013

Hipster-Traste



Este chico-esperto está portanto convencido que mais ninguém sem ser ele conhece os Velvet Underground. O badameco com pinta de assexuado afirma contrariar tudo o que seja mainstream, no entanto, enverga vestes que estão bastante em voga pelas montras da Zara e H&M. O bigodinho à foda-se alia-se a uma necessidade de se auto-afirmar através de uma tendência que até está bastante na berra. Julga-se sabichão erudito e alternativo, no entanto, nunca ouviu falar da estética steampunk - exibida pela rapariga ao seu lado. Incrivelmente, conseguiu chocar-me mais com a sua palermice de wannabe que a Ana Mafalda aka Lolita a dizer que aqueles vestidinhos chegam a rondar os 400 euros. 
Não sei se hei-de rir, se chorar, com tamanha arrogância e pretensão vindas de um gajo que, de tanto que se julga diferente e único, nem se distingue da restante carneirada.

sábado, 30 de março de 2013

"Good afternoon, Herr Schmidt!"

É tão ridículo quando, num filme americano que supostamente se passa na Alemanha, põem os actores a falar EM INGLÊS com SOTAQUE ALEMÃO.
 
Quem diz alemão, diz francês ou espanhol. Custava muito ensinar o idioma ao elenco, ou contratarem actores nativos?

sexta-feira, 29 de março de 2013

Testa

Ocorreu-me cortar os cabelinhos que tenho na fronte, para dar a ilusão de testa maior. Acho que a Ana Bolena fazia o mesmo. Não é uma medida tão extrema quanto a de enfiar silicone na peitaça... mas acho que consegue ser mais ridícula.

L'Amour

Sou uma romântica incurável. Tenho aquela mania de querer viver o amor mais épico, mais proibido, mais apaixonado e menos ortodoxo possível. E algo me diz que este texto que componho é de facto, imensamente cliché. Mas o amor é cliché, não é? Odeio admiti-lo mas não há coisa mais clichézada que a temática romântica.
 
Tantas vezes me apaixonei que chego até a duvidar da autenticidade do sentimento. Às vezes pergunto-me se não será a "febre da novidade" mas pronto... O amor é das coisas mais simultaneamente simples e complexas que existe. É de uma simplicidade... Mas tão complicado.
 
Mas, apesar de todos os sacrifícios, martírios, sofrimentos, ciúmes, cobiças, ataques de choro, raiva e dor... Concluo uma coisa: É uma dádiva, ou um milagre, estar-se apaixonado e ser-se correspondido. Independentemente das circunstâncias. Independentemente do que os outros nos digam. O que importa é aquilo que sentimos, com a nossa intuição e instinto em mode on, claro. Mas a pureza dos sentidos restantes apuradíssima. É fácil imaginar que a outra pessoa também está apaixonada por nós. Difícil é sentir que é isso que a pessoa nos transmite, sem margem de dúvidas. Mas quando isso acontece... é um alívio. Alívio, é mesmo essa a palavra. Ir para a cama com aquela sensação... Não me apetece descrever a sensação porque é demasiado gratificante.
 
As pessoas não têm a noção do quão raro é encontrarem alguém que sinta exactamente o mesmo que elas. Porque é muito fácil uma pessoa apaixonar-se (muito fácil como quem diz; eu então já me apaixonei à primeira vista, se é que isso se considera apaixonar)... Mas é preciso tanta sorte para a outra pessoa, vá-se lá saber porquê, também se apaixonar por nós...! Sim, é curioso realmente, porque a outra pessoa não se apaixona por nós assim por acaso, sem mais nem menos. Quer dizer, pode acontecer e aí é a maior das coincidências... uma coincidência ÉPICA! Magistral. Mas era bom que as pessoas ficassem a gostar de nós a partir do momento em que nos apaixonássemos por elas... Por esse simples facto, seríamos todos correspondidos amorosamente! Mas quando finalmente acontece... A pessoa diz aquilo que pensamos e pensa aquilo que dizemos... E vice-versa... É magia, porra. Ou então é tudo uma ilusão concebida à medida da nossa busca pela felicidade. Um placebo qualquer, não sei. Beats me. Mas o que me ultrapassa mesmo é aquele sentimento que vulgarmente apelidamos de "química". Transcende-me. Ando mesmo lamechas...
 
Sempre fui amaldiçoada no que diz respeito à minha vida amorosa... Mas isso não me impede de ter uma opinião formada sobre isto. O amor, a meu ver, é ver os obstáculos como barreiras naturais que temos de tentar ultrapassar, julgo. É um jogo, tudo isto. Um risco. É acreditar em folhetins romanceados que nos consigam saciar a fantasia durante dias a fio.
 
Ainda hoje fico com os joelhos a fraquejar de tão trémulos. Afluem-me calores e rubores faciais. O ritmo cardíaco altera-se. A serotonina gera euforia. Nem consigo articular bem as palavras. Mesmo que não venha a conhecer um happy ending (bom, os melhores filmes são os que nunca conhecem finais "e foram felizes para sempre"), convém ter alguma esperança e ter sempre em conta que, apesar de tudo, o sentimento prevaleceu, existiu, foi vivido e testemunhado. Pelo menos, o meu. O único consolo dos que sofrem por amor é saber que estamos a experienciar algo que nem todos se dão ao luxo de sentir.

O que é pior? Sofrer as consequências de se estar apaixonado, ou nunca vir a saber o que é estar apaixonado?

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tesourinho Hilariante

 
 
A Cher está tão mas tão ridícula neste absurdo teledisco onde se leva a menear por entre os marujos... que só visto mesmo! Mas se calhar sou só eu que acho piada - ao ponto de ter ataques de riso à custa disto.

terça-feira, 26 de março de 2013

Top 10: Séries

Boardwalk Empire - Uma das melhores séries de sempre. Lei Seca, máfia, contrabando, gangsters, o retrato de uma vibrante Atlantic City na primeira metade dos anos 20, com incursões no submundo de Chicago, a ascensão de Al Capone no mundo do crime, corrupção política, situação racial turbulenta com confrontos entre negros e KKK, italianos contra judeus contra irlandeses, histórias de violência, vingança e ganância, personagens absolutamente complexas e caricatas, Steve Buscemi num dos melhores papéis ever e figurinos de fazer inveja a qualquer alfaiate.

Dexter - Mas quem é que não gosta do Dexter? A trama foi evoluindo gradualmente ao longo das temporadas, surpreendendo com novos métodos de matar, novas personagens, novos assassinos em série e novas emoções. Jennifer Carpenter está de parabéns por tão bem interpretar Debra Morgan, uma das personagens mais emocionalmente complexas de todo o sempre.

The L Word - Tenho tantas saudades desta série! E não, não é só mulheres e sexo lésbico. Todas as personagens estão bem caracterizadas e construídas, a banda sonora é fantástica, e a trama oscilava entre amor, tragédia, traição, doença, decadência moral, fetichismo, identidade sexual e uma LA que tanto tem de mente-aberta como de preconceito.

Breaking Bad - As noites que levei em maratona a visionar esta série! É tão mas tão boa, a degradação ética e moral do protagonista deixa-nos colados até ao último instante. Muita violência, lições de química aplicada, efeitos colaterais de consumo e abuso de substâncias, entre outros extremos que tornam San Diego ainda mais sufocante. Ah, e o Aaron Paul é um dos melhores actores desta nova geração.

Californication - Opá, eu nunca achei piada ao Duchovny mas gosto bastante desta série, e olhem que me faltam ver imensos episódios, mas bastaram-me os que vi para perceber que é uma série muito entertaining e que vale a pena perder tempo a visionar.

Six Feet Under - Acho que nem preciso repetir o quão épica foi esta série. Triste, brilhante, real, genial. Fica na memória, e para toda a vida.

Twin Peaks - Já a vi há muiiiiitoooos anos (tenho de a sacar novamente para ver como deve ser!) mas sei que me fascinou sobremaneira. Quanto mais não seja pela OST do Badalamenti e pela Audrey Horne (!). A mística atmosférica de mistério arrebata qualquer espectador. Tudo o que venha do David Lynch é sempre bem-vindo.

Pan Am - Eu sei que esta série não é nenhuma obra-prima mas eu gostei muito. Tem tudo o que poderia fazer-me ficar colada e viciada: 1960's, hospedeiras de bordo, Guerra Fria e respectiva espionagem, figurinos fantásticos. Ah, e claro, a Christina Ricci!

Downton Abbey - British do it better! Eis uma grandiosa série histórica, contextualizada durante o período Edwardiano, e pejado de virtuosos actores e gloriosos figurinos. Maggie Smith, como sempre, arrasa neste drama de época. 

Lip Service - É quase uma versão escocesa de L Word (até dizem que a Frankie é a versão loira da Shane), mas não tão espectacular, e mais light. Porém, gostei muito, explora o submundo de Glasgow, as amizades que se criam, e os amores e desamores que se encontram e desencontram numa cidade sempre cinzenta.

Outras séries que também valem a pena dar uma oportunidade:
Queer as folk
Satisfaction
Matrioshki
Shameless
Sherlock
Whitechapel
American Horror Story
Lost
The Sopranos



A ver em breve:
The Wire
Bates Motel
Girls

Aceitam-se sugestões.

segunda-feira, 25 de março de 2013

The Crying Game

Porque é que chorar é das coisas mais difíceis de controlar? Nem sei o que custa mais: o nó na garganta, qual torniquete, ou os olhos a marejarem de lágrimas, quase a transbordar, tremeluzentes. As lágrimas nunca se esgotam? Além disso, deixam os olhos cheios de papos, inchados.
 
Há dias em que a angústia e ansiedade que nos atormenta é tanta que nem sequer conseguimos ouvir música. Nem nos sentimos aptos, em condições, preparados para mais um dia de trabalho. Não sabemos onde nos enfiar, temos o desejo urgente de nos escondermos dos outros, só queremos dormir ou hibernar... Ou que o tempo passe sem darmos por isso.
 
Gostaria de ser fria, racional, cautelosa. As pessoas só nos desiludem, tirando duas ou três que são uma constante na nossa vida. Às vezes nem é bem desiludir, é revelarem-se aquilo que no fundo, amedrontados, já esperávamos.

sábado, 23 de março de 2013

A Última Sesta

A criatura flamejante vem na minha direcção
Que merda é esta
Que me arrasta
Que me assola
Que me resta
Até à ultima festa
Âncora atracada na eterna sesta

domingo, 17 de março de 2013

Paradoxo Estúpido

Queixo-me frequentemente por nunca encontrar pessoas com quem me identifique, com quem partilhe gostos em comum, com quem me dê bem. Porém, quando encontro alguém que goste das mesmas coisas que eu gosto, que se vista de forma idêntica... Sinto-me incomodada! É como se sentisse a minha individualidade ameaçada, clonada, banalizada, multiplicada, massificada. De repente, deixo de me sentir especial, única, autêntica.

Era suposto eu sentir-me bem quando alguém me diz: "Ah, gostas de noites de lua cheia, de whisky, do David Hamilton, dos anos 20, da Jane Birkin, de ragtime, do Humphrey Bogart, dos Crystal Castles, de ver boxe, de cheesecake de lima, de colarinhos Peter Pan, do Fitzgerald... eu também!!! Temos tanto em comum!", no entanto, fico corroída por dentro, num desconforto palerma, como se fosse mau conhecer finalmente alguém que gosta das mesmas coisas que eu.
Depois, há coisas em que convém mesmo que as pessoas se diferenciem uma da outra: se uma é pessimista, a outra não pode ser igualmente pessimista, senão é receita para a angústia; se uma é sonhadora, é bom a outra ter os pés mais assentes na terra, porque nem só de sonhos se vive; se uma é preguiçosa,... e assim sucessivamente, vocês perceberam onde quero chegar.

Aprendi que o segredo não é o que temos em comum (no fundo até é, tendo em conta que eu me seria incapaz de relacionar com alguém que dorme com uma foto do Justin Bieber, com um fanático religioso, ou com o Ferro Rodrigues - a minha tolerância social já viu melhores dias), em que é que somos iguais, mas sim onde nos completamos e, more importantly, complementamos, mantendo a nossa identidade mas sem por isso deixar de a partilhar e tirar proveito da mesma num convívio ou num relacionamento.

Eu acho que é bom, sim, ter alguns traços em comum, mas nunca a 100% - dá sempre merda. É uma questão de equilíbrio.

Isto.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Porque é que não uso brincos?

Porque não calhou. Porque os meus pais não me levaram ao ourives em pequena, com o objectivo de me furar os lóbulos. 
Não tenho qualquer furo em nenhuma das orelhas. Nem piercings, saiba-se. E não me importo. Acho que os brincos me ficariam mal, não favorecendo as minhas orelhas que, não é que sejam de abano, mas têm tendência a destacar-se, sendo algo proeminentes. Deve ser porque tenho a cara estreita e as orelhas sobressaem. Com brincos então, nem quero imaginar.
De qualquer maneira, não sou fã de brincos. Nem de anéis - entro em pânico com a possibilidade de não os conseguir retirar e ter de cortar o dedo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Memory Lane: Arrepios


Goosebumps!!! Eu delirava com esta opening scene... Até acordava cedo só para assistir! 
Mas hoje em dia parece-me menos perturbador...
Porém, tenho saudades. 90's, please come back!

Ódios de estimação

Odeio a Rita Ferro Rodrigues. Desculpem mas acham normal a gaja forçar lágrimas de crocodilo nas mais variadas circunstâncias, inclusive quando acaba de anunciar via telefone que uma senhora ganhou o prémio total de um concurso? Grande cabra sonsa aquela. Curiosamente, nunca mais a vi nos talk shows das tardes da SIC. Assim já não posso descarregar a minha raiva, verbalizando-a através de insultos em frente ao televisor. 
Às vezes tenho saudades de a odiar ainda mais. Escusado será dizer que também odeio o seu progenitor...

sábado, 9 de março de 2013

Preguiça

Sabes que a preguiça é o teu maior pecado mortal quando consideras recomeçar a usar fralda só para não teres que te dar ao trabalho de efectuar a travessia entre o computador e a retrete.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pint it up!

Não me apetece entrar em clichés típicos da ocasião, mas não resisti a postar isto. Como resposta aos homens que dizem que uma mulher fica mal a beber pela garrafa. Ou que uma mulher não sabe apreciar vinho... Ou que o whisky não é bebida para mulheres. E poderia continuar mas é melhor ficarmos por aqui antes que eu me irrite.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Now and Then: Bloodsuckers - A desprestigiante evolução dos vampiros!

ANTES:

DEPOIS:
Não sei o que se passou mas os vampiros passaram de criaturas obscuras, misteriosas, nocturnas e mantendo a sua aura de charme e imponência de meter respeito... a comuns seres do fantástico, que disputam poder e sexo entre lobisomens e zombies. Brilham ao sol, brilham no escuro, é orgias e efeitos especiais altamente sofisticados para retratar o vampiro moderno, o drácula actual. Lamentavelmente, não consigo respeitar tal personagem. É toda uma magia que se perde. Todo o fenómeno tem o seu tempo de antena e quando vira moda e cai na vulgaridade, torna-se uma patetice massificada que roça o ridículo. O culto dos vampiros pode ter ido longe demais, mas pelo menos que conservassem o bom gosto.


The Famous Nancy Wilde


Há quem sonhe com uma camisola do clube com o seu nome nas costas.
Eu sonharia com isto. Que bonita surpresa.

Seja Responsável. Beba com moderação. NOT.

segunda-feira, 4 de março de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Anda comigo ver o porta-aviões


Sim, eu sei que me passo dos carretos e fico histérica facilmente. Eis a minha reacção quando atracaram um monumental porta-aviões em plena doca de Santa Apolónia! Que colosso! Ignorem o facto de eu me assemelhar a um travesti fugido do Conde Redondo, versão turno diurno.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Não ganhou mas devia (o Daniel que me desculpe)

Depois de visionar este filme, os meus preconceitos e underrating em relação aos papéis interpretados pelo Denzel Washington morreram ali. Há muito tempo que não testemunhava uma interpretação tão realista, vibrante e sólida. A personagem do Capitão Whitaker ficou-me tão impregnada que nem consegui partir logo para outro filme. Tive que esperar 24 horas até entregar-me a outra história.

Não vejam o filme se tiverem medo de andar de avião.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Obsessões Olfactivas

Há sempre qualquer coisa na atmosfera que nos rodeia, que nos traz à memória a pessoa que amamos. Um cheiro no mar, na terra, no ar ou até num qualquer chamuscar, seja lenha a queimar ou frango no churrasco. É como percorrer os labirintos da nossa memória com essa pessoa, através do olfacto.

Às vezes dou por mim a recordar variadas coisas consoante o cheiro que me vem ao nariz. É uma experiência verdadeiramente intensa e nostálgica, uma mistura de saudosismo com melancolia. Alguém que passa por mim a fumar o mesmo tabaco de enrolar que me ficou na cabeça, o cheiro a morangos e a flores a desabrochar típico da Primavera, que por sua vez também me traz recordações queridas... Todos esses odores evocam a presença de alguém há muito ausente na minha vida, mas que, por culpa da minha memória olfactiva, e também por teimosia sentimental, continua muito presente. É como se a única maneira de me conectar a alguém que me é tão especial e inesquecível fosse reviver as fragrâncias que um dia experienciámos juntos, outrora num contexto bem mais animador.

Claro que todas estas trips odoríferas me causam uma recaída emocional de alto calibre. Já dei por mim a trilhar momentos de felicidade perdida no tempo, através do cheiro a loção de barbear, café, madeira, whisky, chocolate, caramelo, brisa marinha, e todo um sem-fim complexo e por vezes indecifrável de histórias sob a forma de memórias olfactivas, para sempre recordadas. E pronto, é isto.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Os transeuntes têm ouvidos

Estava eu a andar pela rua tranquilamente, quando passo por dois velhos, em frente a uma loja de candeeiros (um dos velhos era o dono da loja), e pasme-se a conversa que ouvi ao passar por eles...

Velho #1: Então, pois, ela só gosta de pretos... Adora pretos.
Velho #2: Pois, então não há-de gostar, têm a picha grande!

E com isto eu olho para eles, chocada e incrédula, com tamanha alcoviteirice carroceira, mas eles nem se deram conta da minha presença.
Tendo em conta que eu sei exactamente de quem eles estavam a falar - uma rapariga dona do café da frente, cujo companheiro é preto - ocorreu-me escrever uma carta e enfiar debaixo da porta da loja de candeeiros, a dizer:


Agradeço que não volte a comentar o meu gosto pessoal no que diz respeito aos homens e já agora, façam favor de sair do armário, que com a vossa idade e tanta certeza sobre o calibre de pénis alheio, com certeza que desde o tempo do Ultramar andam com ânsias de levar com ele enterrado na peida.

Acho que os velhos nunca mais passariam em frente ao café da dita cuja. Ou então teriam um ataque cardíaco mal acabassem de ler. Mas com o azar que me sai na rifa, às tantas ainda eram analfabetos... Claro que pedirem para a mulher lhes ler tal coisa, se esta soubesse ler, o efeito constrangedor seria em dose dupla. MUAHAHAHAHA!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Crónicas Gripais

Acumular lenços de ranho é comigo. Chego a um ponto que já nem sei em qual deles me posso assoar, correndo o risco de afocinhar em expectoração recém-expulsa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

What you see is what you get (NOT)

Dada a extensão de informação pessoal exibida nos murais do Facebook, pergunto-me porque é que as pessoas são tão incoerentes ao ponto de exporem, directa ou indirectamente, o quão a ressaca lhes está a custar, a quantidade de bebidas ingeridas na festa da noite anterior, em que aeroporto se encontram a fazer escala... mas em contrapartida, enchem-se de reservas quando é para exibirem outro tipo de feitos, menos glamourosos, género: "estou de diarreia... OMFG isto consegue ser pior que o hemorroidal!\m/", "tampões OB for the win...", "hoje não me fui encontrar com o pessoal por não querer ser visto com uma enorme borbulha na ponta do nariz, achando que iriam comentar o mau aspecto da minha derme mal eu virasse costas :x", "Acabei de comer uma sopa de espinafres. Bebi também uma água mineral, seguida por uns amendoins.". Porquê? Porque estas coisas, meus amigos, não são cool. 

As pessoas exibem tanta coisa nas redes sociais, mas já pararam para pensar que todo esse show off pode ser um mero bluff ilusório? Isto é, todos filtram a informação pessoal de modo a controlarem até que ponto os outros podem entrar na sua vida privada, assim formando uma impressão construída pelo que acham que sabem sobre fulano ou beltrano. 

Portanto, tenham em conta que o que assistem nos murais facebookianos e afins nem sempre correspondem a uma realidade de alta fidelidade e muitas vezes apresentam uma máscara, uma ideia fabricada por alguém que por vezes apenas tem como objectivo inocente ser aceite pelos outros. E esse objectivo inocente, vá, ainda dá para perdoar - e rir à custa disso, claro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Tesourinhos do Teletexto

O Teletexto é a plataforma de engate mais dated que ainda se mantém no activo. Porém, não perdeu a sua magia. Quando estou deprimida, dou por mim a explorar os vários anúncios do Teletexto: "Nino humilde e sincero, de Santa Comba. Activo ou passivo?", "Intimidade assegurada @Santo Tirso", "Mulato da Beira. Casais. Damuh dotado.". No Teletexto, todos saem do armário sem pudores! É um autêntico pulsar sexual qual grito de guerra vindo dos mais recônditos vilarejos e aldeamentos do interior. 

Por essas bandas interactivas, tudo é possível.

The Blue Oyster Club



Memórias nostálgicas da minha infância... Academia da Polícia!!!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Parem.

Porque é que certos homens insistem em fazer referência à mulher como sendo "a minha esposa"? Querem dar uma de cavalheiros? É que dão uma ideia ordinária, saloia, parola, pirosa, foleira e provinciana (no pior sentido do termo) ao conceito conjugal.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Lip Lament

Sempre tive uma espécie de complexo com os meus lábios, por não serem volumosos e carnudos. Tenho uns lábios que mais pareço o Lou Reed. Lábios carnudos remetem para uma simbologia sensual e apelativa. Claro que não estou para enfiar silicone nos beiços porque será pior a emenda que o soneto, de tão artificial que ficará o efeito. Porém, tenho investigado meios de avantajar os meus lábios. O colagénio é um ponto por explorar. Depois, há sempre um truque ou outro ao pintar os lábios. E de manhã, curiosamente, acordo com os lábios al dente, provavelmente mais inchados depois do sono... mas também mais bonitos. Mas o efeito não dura para o resto do dia! Enfim, não estou a dizer que quero ter uns lábios iguais aos da Angelina Jolie mas podiam ser menos delgados...



Claro que há exemplos de celebridades bastante únicas e carismáticas esteticamente em parte devido aos seus lábios fininhos, como é o caso da über cool Chloë Sevigny, que eu venero... Entre outras... Maria João Bastos, por exemplo. Claro que o que está estereotipado pelos padrões de beleza - padrões esses pelos quais nenhum(a) de nós se deveria deixar influenciar - é, sem dúvida, uns belos lábios com polpa!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Old habits die hard

Voltei a recorrer ao furto em grandes superfícies e mais uma vez, não me arrependo. Desta vez, acreditem ou não, roubei PÃO, imagine-se. Era um pão qualquer que custava quase 3 euros, semi-integral, muito mole e macio. Transferi-o para outro saco e pus na mala. Chegou a casa todo deformado porque lhe pus as compras (sim, também fiz compras - queijo camembert panado, champô, cogumelos laminados) em cima. Que imbecil!

Ao roubar, já na caixa, senti aquele formigueiro que as pessoas sentem antes de atingirem o clímax sexual. Aquela sensação que liga a cabeça ao coração e ao corpo todo. Ficamos comprometidos e temos que disfarçar. Há câmaras de vigilância por todo o lado e seguranças a rondarem todas as alas, até a secção dos frescos. Claro que isso não deve ser mais que dopamina, adrenalina, ou qualquer outra coisa libertada e acabada em "ina".
O alívio vem depois. Passar no teste. Como se fosse um nível, um boss da Nintendo, um exame.

Também tenho outra mania, para além de roubar: comer coisas in loco. Agarro um chocolate, ou gelado, ou fruta, ou iogurte, e começo a comer/beber dentro do supermercado. Supostamente, vou pagar aquilo na caixa. Mas deixo os restos a um canto, numa prateleira noutra secção. Hoje foi uma embalagem de donuts. Só consegui comer um, o resto deixei lá. E atenção que isto já vem de longe: quando era pequenina, o meu pai levou-me ao supermercado e deram por mim escondida a comer uns palitos de chocolate. Claro que o meu pai passou uma vergonha por minha causa e lá teve de pagar pelo que comi. E durante os tempos da Secundária, também ia com uma amiga munida com colheres só para nos deliciarmos com Carte D'Or e outras iguarias.