Para quem não sabe, fica a saber... Quando estou perante uma situação banalíssima na qual não sei se é suposto ficar séria, se não, esboço um esgar de palermice, com um certo regozijo espelhado no olhar, que é o chamado Sorriso Imbecil. É uma mistura entre sorriso amarelo e sorriso-que-faço-para-não-me-rir-descontroladamente. Faço-o em média uma vez por dia. Já o fiz em situações pseudo diplomáticas, em situações em que fiz de tudo para conter o riso, enfim, de tudo. Até quando estou derretida e apaixonada, o meu look of love tranforma-se no tal sorrisinho imbecil. É um sorriso que pode ter variações, por vezes adopta um lado mais psicótico que, associado com o olhar, confere uma essência à la Alex DeLarge (A Clockwork Orange). Quando esboço o sorriso em questão, por vezes, fico com um ar meio estrábico, vago, como que a olhar no vazio, absorta, ou em contrapartida, observo fixamente.
sábado, 22 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
small short sweet
Sempre fui petite. E nunca fiz disso complexo. Quer dizer, houve vezes que fiz, porque às vezes olho-me ao espelho e sinto-me na merda. E olhem que eu sou queixosa até mais não. Porém, sei bem que não correspondo aos ideais de beleza contemporâneos e convencionais. Meço aproximadamente 1,63m e peso 47kgs. Irrito-me piamente quando me acusam de não ter bebido leite suficiente na minha infância, justificando não ter crescido mais até atingir um delicioso 1,70m. Ok, é verdade de facto que nunca fui fã de leite *blergh*, mas sempre enfardei (e de que maneira!) queijo e outros lacticínios. Não me venham com merdas. Acho que é tudo uma questão de hereditariedade também. Os genes e o carago.
Também não tenho curvas, não sou voluptuosa, nem particularmente bem feita de corpo, e muito menos atlética. Defendo que se deve cultivar mais o estilo que o corpo. Mas se calhar só digo isto por saber que só levo avante no estilo e não no corpo. Nunca fui adepta de praticar desporto ou qualquer exercício. No máximo, quando acho que tenho uma espécie de pança a emergir, faço uns abdominais de pexisbeque na cama. Ah, e, claro está, o vai-e-vem diário de bicicleta para o trabalho.
Nunca fui de dietas, sempre que tenho apetite enfardo que nem uma brutamontes, tudo o que me apetecer, e se não for esse o caso, é por mero e trágico impedimento por motivos de saúde. Não há nada como hidratos de carbono, sal, açúcar, comida italiana, chop suey, chocolate, panquecas, croissants, picanha na brasa, kebabs com molho de alho, quiche de cogumelos, salmão com batatas fritas com queijo derretido a cavalo, cheesecake, panados, etc, etc... Enfim, as calorias que nunca conto, portanto.
Pois é, nunca fui uma jovem de fazer parar o trânsito (neste contexto de corpo perfeito, claro). E não acho que me deva tentar sobressair ou auto-afirmar pela lei da sobrevalorização corporal. Auto-objectificação sexual foi coisa que nunca me deu na telha. Não tenho grandes ancas. A minha mãe diz que tenho corpo de criança e que quando tinha 15 anos era mais encorpada, no bom sentido. E então? Que tenha.
E já agora, porque raio é suposto as mulheres serem altas? A menos que sejam top models, não vejo motivo para tal. É bonito ver umas pernas longas e tonificadas e claramente que adorava ter umas assim mas não tenho. Queremos sempre o que não temos. Será que algum dia foi considerado sexy ter umas pernas pequenas?! Na China, who knows, onde pés e pénis se querem miniatura...?
E já agora, porque raio é suposto as mulheres serem altas? A menos que sejam top models, não vejo motivo para tal. É bonito ver umas pernas longas e tonificadas e claramente que adorava ter umas assim mas não tenho. Queremos sempre o que não temos. Será que algum dia foi considerado sexy ter umas pernas pequenas?! Na China, who knows, onde pés e pénis se querem miniatura...?
Quantidade não é qualidade. E quando digo isto aproveito para referir também que os implantes de silicone não são bem-vindos. E é daquelas coisas, que é pior a emenda que o soneto. Não me importo de ver umas mamas pequenas desde que sejam bonitas, delicadas, apetecíveis. Seios fartos? Mamalhões de parideira? Lolo Ferrari wannabe? No, thanks. Chego a achar deselegante.
Algo me diz que, depois deste parágrafo vou receber comentários género "Invejosa! Quem desdenha quer comprar." mas acho que seriam inválidos, tendo em conta que ninguém - nem mesmo eu própria! - sabe o meu tamanho de soutien.
Conclusão: quanto mais obcecados andarmos pela nossa imagem corporal, menos aproveitamos da vida.
Conclusão: quanto mais obcecados andarmos pela nossa imagem corporal, menos aproveitamos da vida.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Aquela altura do ano
A sério que a malta fica em brasa por andar no meio de multidões ruidosas a tresandar a peixe assado, ao som de música popular?
Stimulate the Prostate!
Eis a Experiência Cristóvão Colombo (por mares nunca antes navegados)! Uma epopeia rectal onírica e promissora, garantidamente proveitosa e satisfatória para o homem. Este é o método mais softcore para deixar o recto masculino em brasa. Estimulem a próstata. Este conselho é útil, trust me. Do género "Como sodomizar um homem Parte I". Com isto quero apenas dizer aos quatro ventos que esta prática é muito gratificante para o homem. Vocês, gajos, deixem-se de preconceitos e homofobias e afins, e desfrutem. Open your mind. Está cientificamente provado (está MESMO, até um urologista garantirá que não são histórias da carochinha) que isto dá mesmo prazer ao homem. É o ponto G masculino. Escusam dizer NUNCA a isto, uma vez que é um reflexo que só vos fará conhecer um novo meio de satisfação sexual. Aconselho também carícias lambuzadas (vulgo botões de rosa nos classificados do jornal) no ânus do Monsieur, serão bem-vindas, mesmo que ele alegue que não. Os homens têm imenso medo de experimentar este tipo de coisas por ter uma noção que, dada a concentração de terminações nervosas no esfíncter anal, podem mesmo vir a ter um prazer tal que os fará querer repetir a dose. Deixem-se de ideias pré-concebidas e experimentem. Só estou a fazer propaganda salutar, sem ferir susceptibilidades (ou não).
domingo, 9 de junho de 2013
Pérolas do MSN #14
(15:12) Nancy Wilde: faz puré de maçã
(15:12) Nancy Wilde: eu ontem comi javali, senti me o Obelix
(15:12) - Catarina: isso da me vomitos desculpa
(15:12) Nancy Wilde: principe alberto do mónaco=pai da tânia
(15:12) Nancy Wilde: tu irias gostar de javali. é caça grossa...
(15:12) - Catarina: epa
(15:12) - Catarina: respeito
sexta-feira, 7 de junho de 2013
O Momento Final
Isto é um bocado como perguntar red pill or blue pill? mas é o seguinte: preferiam morrer durante o sono, isentos de sofrimento e aflição, numa paz profunda... ou estarem alerta, despertos, absolutamente conscientes no momento da morte? Entre o medo e a curiosidade mórbida (literalmente), qual seria a vossa escolha final? Gostariam de ter a noção que estavam a morrer, e desfrutar assim de uma experiência cerebral transcendente, que nem uma trip de psicotrópicos poderia proporcionar. Claro que é chato não poderem vir a relatar a experiência mas com certeza que não há-de ser muito diferente dos relatos quase-morte que se ouve por aí. E mais uma vez eu alego que o que se sente não é a alma a ir para o além, mas sim a actividade cerebral a pifar.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Cedo Erguer
Acordar cedo é das piores coisas de sempre. A luz matinal é fria e deprimente, como que uma versão natural de uma luz de cozinha. O dia a começar apenas me inspira um cenário desolador e desconsolante. Largar a cama é tão agressivo como nascer. Um choque de temperaturas. É pior que acordar de ressaca. Não consigo articular palavras, não consigo pensar, não consigo tolerar ruídos. O chilrear dos passarinhos ecoa em tons que considero agudos. O estômago está embrulhado, não preparado ainda para receber comida, mas vazio e agoniado. Se tento comer, quase regurgito. Fico tão preguiçosa que até bocejar me custa. Rezo para que mais ninguém esteja acordado porque não consigo conviver e socializar de manhã. Mau-humor e apatia. Letargia em estado bruto. E se me enfiar no duche logo depois de acordar, quase adormeço no meio do vapor. Sempre que me deito com um despertar precoce à minha espera, nem consigo adormecer. Sinto uma ansiedade própria antes de acordar cedo, um desconforto. Mais vale fazer directa e não ter de acordar. Mas é melhor não. Resumindo, o romper da aurora é um dos estágios mais violentos do quotidiano. De manhã, só estou bem é na cama. Não é saudável, eu sei, mas é mais forte que eu, e contra factos não há argumentos.
sábado, 1 de junho de 2013
Pérolas do MSN #13
Nancy diz: hj sera a tua ultima ceia
Nancy diz: reúne os apóstolos.
Cláudia diz: se eu amanha aparecer morta
Cláudia diz: vais te sentir mt culpada
Cláudia diz: portanto
Cláudia diz: ve la o que dizes
terça-feira, 28 de maio de 2013
Varejeiras de vilarejo
Quem diz que morar em localidades pequenas é muito mais tranquilo, não sabe o que está a dizer. Mas um dia, se de facto passarem pela experiência, perceberão que não é de todo agradável ir a um bar ou atravessar uma rua, dando de caras com o patrão, o ex-patrão, o ex-namorado, o senhorio, o ex-senhorio, o arqui-inimigo, ou qualquer outra pessoa que prefiram evitar encontrar. Pior é quando todos eles se conhecem. Não seria assim tão improvável. Tudo se sabe, todos te comentam, e é quase impossível sair à rua sem ter que cumprimentar alguém. Não será difícil que todos fiquem a saber onde trabalhas, se estás no desemprego, se te tentaste suicidar, se engravidaste, e abortaste, se tens vícios secretos e outros segredos. Portanto... Pensem muito bem antes de virem com a treta do "Ai, não aguento mais o stress citadino, preciso de um meio mais pequeno onde possa relaxar.". A sério que até podem relaxar, mas não há-de ser mais que uma semana. A privacidade não dura para sempre e tudo tem o seu preço. Na província, caro leitor, não há cá anonimato.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Pérolas do MSN #12
(20:58) Nancy Von Doll: Michael Jackson
(21:00) - Catarina: chama por mim
(21:03) Nancy Von Doll: do céu?
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Professores Burros
Se há coisa que nos cai mal é ter um professor mais burro que nós. Aquela sensação de que os papéis estão invertidos, de que um labrego qualquer, por mais diplomas que tenha, será sempre um labrego, labrego esse que nos está a dar aulas, a educar, a ensinar, a formar (!). Assustador. Lembro-me de vários professores que tive, cada um mais burro que o outro. Um poço de ignorância disfarçado por uma licenciatura e alguma autoridade pedagógica. Pseudo-pedagogos de QI reduzido e cultura geral que nem passaria da primeira fase do Quem Quer Ser Milionário. A sorte deles é que lhes calhavam turmas de gente igualmente ignóbil, a modos que não poderiam ser questionados.
O meu professor de Português do 6º ano, após recitar alguns parágrafos em Robinson Crusoe, declarou à turma que o personagem era proveniente de Nova Iorque. Sim... NY. Em 1719. Perante tal disparate, eu corrigi o homem, alegando que Crusoe era originário, não de Nova Iorque mas sim de York, na Grã-Bretanha. O professor ficou petrificado de tanta vergonha. Não contava que alguém naquele espaço soubesse mais que ele, muito menos que o corrigisse. Tentou disfarçar, tentou negar, riu, gerou-se ali uma confusão... No lugar dele eu já me teria dedicado a outro ofício. Mas oh, well.
Numa outra circunstância, resolvi apostar com uma colega de turma que a nossa professora de Psicologia não sabia a nacionalidade do pintor Dalí. Quis testar até que ponto é que a mulher era ignorante e inculta, movida por um gozo sádico e malévolo, uma necessidade de provar que a professora não sabia mais que nós, alunos. Fiz-me de parva e perguntei-lhe qual era a nacionalidade do referido artista. "Italiano, claro!", foi a resposta da senhora professora.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Pérolas do MSN #11
(23:33) Cláudia: o filme kids chocou m mt
(23:33) Nancy Von Doll: raramente te emocionas c filmes claudinha. opa isso é a Sida
(23:33) Cláudia: era so sida
(23:33) Nancy Von Doll: tens medo da Sida
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Prazeres Modestos
Dormir descalça. Beber pela garrafa. Arrotar a água das pedras depois de uma digestão difícil. Percorrer o veludo com os dedos. Arrepios de alívio quando finalmente se mija após horas de retenção. Aroma de incenso impregnado na roupa. Sensação pele de golfinho em pernas recém-depiladas.
domingo, 19 de maio de 2013
O melhor da Eurovisão (mesmo sem o relato efeverscente de Eládio Clímaco)
Portanto... Tecno-Transilvânia meets Maria Callas meets dubstep com um toque de pimba balcã.
sábado, 18 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Retrospectiva, dizem eles.
Já estamos quase a meio de 2013 e o único insólito do qual me posso gabar foi apenas ter-me saído uma aranha do ouvido.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Era uma vez no Green Room
Ontem à noite fui jantar com a Cláudia a um spotzinho que serve comida mexicana, The Green Room. Embora a comida seja mexicana, a gerência é neo-zelandesa. E nós duas éramos as únicas portuguesas a comer lá. Comemos até ficar embuchadas, é certo, e já sabem que tudo o que leva feijão e pimentos não perdoa em hora de digestão. A modos que nem conseguimos comer tudo até ao fim. Bom, e o molho picante fez-me por momentos temer pelo meu esófago em labaredas.
O pior do nosso jantar foi mesmo o facto de termos lá ido numa noite em que só passavam filmes/documentários/reportagens sobre surf. Na penumbra, um projector exibia a grande emoção que é surfar. Estavam todos emocionadíssimos, acenando com a cabeça, ao som de ondas e Jack Johnson. Atrás da Cláudia, estava um surfista ou aficcionado completamente embevecido e boquiaberto. A casa parou. O surf era a crença.
Eu e Cláudia ali, a destoar brutalmente, a contrastar com o ambiente evolvente. Todos de havaianas, bronzeado caribenho e sorrisos peace & love, e nós a enfardar que nem porcas, enfiadas em indumentárias muito anos 80 com revivalismo 50's, olhando desconfiadamente em nosso redor, assombradas com aquela "seita surfista" na qual não nos integrávamos.
Às vezes até é divertido estarmos inseridas em contextos com os quais em nada nos identificamos. Por uma questão de diversidade. De destoar dos restantes. Análise sociológica, também. E porque os mojitos eram bons, e ainda nos ofereceram um shot para compensar a nossa severa espera pela refeição.
Ah, e claro está, escolhemos o único lugar onde jamais se ouviria "Carrega, Benfica!" (nunca percebi esta. carrega?! carrega algo às costas? carrega no botão? a cruz que carrega!? wtf?).
Eu e Cláudia ali, a destoar brutalmente, a contrastar com o ambiente evolvente. Todos de havaianas, bronzeado caribenho e sorrisos peace & love, e nós a enfardar que nem porcas, enfiadas em indumentárias muito anos 80 com revivalismo 50's, olhando desconfiadamente em nosso redor, assombradas com aquela "seita surfista" na qual não nos integrávamos.
Às vezes até é divertido estarmos inseridas em contextos com os quais em nada nos identificamos. Por uma questão de diversidade. De destoar dos restantes. Análise sociológica, também. E porque os mojitos eram bons, e ainda nos ofereceram um shot para compensar a nossa severa espera pela refeição.
Ah, e claro está, escolhemos o único lugar onde jamais se ouviria "Carrega, Benfica!" (nunca percebi esta. carrega?! carrega algo às costas? carrega no botão? a cruz que carrega!? wtf?).
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Pérolas do MSN #10
(12:58) Nancy Wilde: agr é fashion comer cavalas
(12:58) - Catarina: fdx
(12:58) - Catarina: yah parece q sim caralho
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Lembram-se disto?
Ah, belos tempos, os da Rádio Cidade com locutores brasileiros. E os anos que levei a tentar descobrir quem interpretava este hino à ostentação!
terça-feira, 7 de maio de 2013
A SIC em brasa com CSI Miami
Horatio já não está para brincadeiras... A paciência esgotou-se... Os criminosos que se cuidem!
A sério que isto é para levar a sério? Mas que paródia.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Franja
A minha franja não é perfeita porquê? Queixo-me se sou eu a cortá-la em casa, queixo-me se vou ao cabeleireiro porque alegadamente não são mestres da perfeição milimétrica do franjedo... Só me queixo, de facto. Nunca estou satisfeita com nada. Estou com cãibras.
domingo, 5 de maio de 2013
Pérolas do MSN #9
(0:42) Nancy Von Doll: o meu pai disse me agr "n ponhas o tlmvl ao pe da vagina q isso faz mal por causa das radiaçoes"
(0:42) Cláudia: LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
sábado, 4 de maio de 2013
Desigualdade
Irrita-me tanto mas tanto assistir à imensa e abissal desigualdade entre os espécimes da actual geração jovem. Putos quase graúdos que nunca precisaram de trabalhar para estudar, nem de trabalhar para assegurar a subsistência.
Uns poupam tostões ao longo do mês para que ainda sobre. Usam o mesmo guardanapo do almoço ao lanche e ao jantar. Apagam a luz das divisões vazias para reduzir o gasto. Levam meses a laborar para apenas sobreviver, e nem sempre viver. Comem, dormem, trabalham. Mas viver propriamente, não vivem. O dinheiro ao fim do mês chega como uma lufada de ar fresco em tons de alívio tranquilizante. Depois de pagarem as contas, nem sempre há capital para jantar fora, comprar uma prenda para o ente querido aniversariante ou investir numa viatura própria.
Outros levam o ano inteiro no dolce fare niente. Não precisam de trabalhar. Quando lhes pergunto como moraram sozinhos tanto tempo sem trabalhar e sem recorrer a negociatas obscuras, respondem-me que os pais "deram uma ajudinha". Anos a fio a ir ao cinema todas as semanas, comer fora, pagar gasolina, roupa, portáteis, máquinas fotográficas, viagens... Sem que tenham algum dia tido um emprego. Um trabalho. Quanto mais não fosse uma biscate. Ou RP na discoteca de um amigo.
O que mais me choca nisto é a cegueira de quem tanto gasta mas nunca se esforça para obter o financiamento. Isto é, são capazes de levar a convidar pessoal amigo e/ou conhecido, imensas vezes, infinitas vezes, a jantar fora, almoçar fora, lanchar fora, esquecendo-se (convenientemente?) do ordenado mínimo que assola a realidade de quem querem levar a comer fora. E hoje em dia não é como antigamente, em que quem convidava, pagava.
Portanto, é óbvio que, cada vez mais, jovens endinheirados convivem com jovens endinheirados, sendo que uma coexistência frequente com jovens pelintras terá as suas consequências - ou o jovem pelintra vai à falência e se endivida para poder acompanhar a odisseia de gastos do jovem endinheirado, ou o jovem endinheirado desce a uma realidade paralela onde sucumbe a uma degradação moral e decadência de estatuto.
Pois é, a eterna desigualdade entre classes sociais ainda por cá anda, e cada vez mais contrastante. As diferenças sobressaem mais na faixa etária jovem e quem passa por invejoso será sempre quem está na mó de baixo.
Uns poupam tostões ao longo do mês para que ainda sobre. Usam o mesmo guardanapo do almoço ao lanche e ao jantar. Apagam a luz das divisões vazias para reduzir o gasto. Levam meses a laborar para apenas sobreviver, e nem sempre viver. Comem, dormem, trabalham. Mas viver propriamente, não vivem. O dinheiro ao fim do mês chega como uma lufada de ar fresco em tons de alívio tranquilizante. Depois de pagarem as contas, nem sempre há capital para jantar fora, comprar uma prenda para o ente querido aniversariante ou investir numa viatura própria.
Outros levam o ano inteiro no dolce fare niente. Não precisam de trabalhar. Quando lhes pergunto como moraram sozinhos tanto tempo sem trabalhar e sem recorrer a negociatas obscuras, respondem-me que os pais "deram uma ajudinha". Anos a fio a ir ao cinema todas as semanas, comer fora, pagar gasolina, roupa, portáteis, máquinas fotográficas, viagens... Sem que tenham algum dia tido um emprego. Um trabalho. Quanto mais não fosse uma biscate. Ou RP na discoteca de um amigo.
O que mais me choca nisto é a cegueira de quem tanto gasta mas nunca se esforça para obter o financiamento. Isto é, são capazes de levar a convidar pessoal amigo e/ou conhecido, imensas vezes, infinitas vezes, a jantar fora, almoçar fora, lanchar fora, esquecendo-se (convenientemente?) do ordenado mínimo que assola a realidade de quem querem levar a comer fora. E hoje em dia não é como antigamente, em que quem convidava, pagava.
Portanto, é óbvio que, cada vez mais, jovens endinheirados convivem com jovens endinheirados, sendo que uma coexistência frequente com jovens pelintras terá as suas consequências - ou o jovem pelintra vai à falência e se endivida para poder acompanhar a odisseia de gastos do jovem endinheirado, ou o jovem endinheirado desce a uma realidade paralela onde sucumbe a uma degradação moral e decadência de estatuto.
Pois é, a eterna desigualdade entre classes sociais ainda por cá anda, e cada vez mais contrastante. As diferenças sobressaem mais na faixa etária jovem e quem passa por invejoso será sempre quem está na mó de baixo.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Dramas existenciais do quotidiano
"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it." , afirmava Oscar Wilde. Tenho reflectido imenso sobre esta frase. Será que um dia virei a constatar o mesmo?
Tenho medo da rotina. Mesmo quando ela já está instalada e eu ainda nem dei por isso... Ou talvez finja que ainda não dou por ela. Bah. Ando com grandes crises existenciais ultimamente. Nada me satisfaz. Custo a adormecer. Só penso em coisas que me causam ansiedade. E tenho vindo a noticiar palpitações, arritmias, taquicardias, eu sei lá!
A vida é tão mas tão curta. Às vezes sinto que devo ser a única a ter isso em conta. Isto é, a lembrar-me constantemente da sua curta duração. Ando muito fatalista.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Pérolas do MSN #8
(23:30) Cláudia: agora nao. quero dormir em paz hj.
(23:30) - Catarina - atm: tou mto em baixo c o filme
(23:31) Nancy Von Doll: dormir em paz q horror... frase horrivel
Bah
Padeço de uma azáfama prevaricadora que me corrói a alma, me inflige flagelos e liberta demónios. Ando num stress inimaginável, tentando conciliar o trabalho com o resto (um resto complexo, complicado), batalhando a favor da minha réstia de sanidade mental. Nem consigo concentrar-me. Não consigo articular palavras e pensamentos, não tanto nem tão bem como antigamente. Não ando com cabeça para nada.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Dar as mãos
Lembro-me de, quando andava na escola primária, e a turma ia passear, todos os alunos tinham de andar de mãos dadas, dois a dois, em fila indiana. Eu era obrigada, portanto, a manter contacto físico com outra criança, mesmo que não gostasse dela. O problema maior era mesmo o nojo intenso que eu tinha de andar com a mão enlaçada noutra mão, toda suada e muitas vezes mal-cheirosa. Que transtorno. Estava sempre a limpar as mãos, com um esgar de repulsa. Mais repugnante que aquilo, só mesmo não ter par e ter de ir de mão dada... com a professora.
domingo, 28 de abril de 2013
La Macarena
Nostálgicos anos 90! Ainda sei a coreografia deste êxito de trás para a frente! Remix de Flamenco? Flamenco Progressivo? Só sei que em 1996 toda a gente dançava este hit castelhano!
Ainda hoje considero esta música muito chamativa, fico sempre embasbacada quando passa no VH1! O que mais me dá vontade de rir é aquela espécie de travesti ou transformista mulata que aparece a dançar... Mas... O melhor são mesmo os dois tipos, aquela grande dupla, que bate palmas e ensaia passos de flamenco... Um deles é igualzinho àqueles "ciganos mongóis", tendeiros de olhos em bico, sabem? Nunca percebi bem se é uma família, raça, mutação genética, etnia ou deficiência... O certo é que se multiplicaram, provavelmente por haverem casos de incesto a reger o seu historial de reprodução.
LA MACARENA para todo o sempre e mais além!
A dupla foi eleita como “1º Maior One-Hit Wonder de todos os tempos” pela VH1 em 2002. fonte: last.fm
sábado, 27 de abril de 2013
Euromilhões
O Euromilhões não me seria suficiente. Não entendo as pessoas que dizem "nem sei o que havia de fazer com tanto dinheiro". Tretas! Para nem falar da clássica "Daria metade do dinheiro aos pobres e instituições de caridade, e o resto seria para ajudar família e amigos."
Se eu não investisse num qualquer negócio lucrativo, nem que fosse um esquema subalterno para angariar fundos, o dinheiro acabaria por ser todo gasto. Sei disso. Em viagens, hotéis de luxo, festas privadas, vestidos fantásticos, obras de arte leiloadas, castelos na Escócia, apartamento em Nova Iorque, chalet em Sintra, casa de campo na Toscânia.
Se há coisa que me irrita é ouvir gente rica a dizer "aiii quem me dera que me saísse o Euromilhões...!". Tssk! Devia haver uma condição para se poder jogar na lotaria, nesses jogos da Santa Casa da Misericórdia, que seria: só podia jogar quem ganhasse menos de dois mil euros por mês. É uma questão de equilíbrio financeiro. É justo. Eu sei que todos têm o direito de jogar mas estou a falar de justiça.
Se eu não investisse num qualquer negócio lucrativo, nem que fosse um esquema subalterno para angariar fundos, o dinheiro acabaria por ser todo gasto. Sei disso. Em viagens, hotéis de luxo, festas privadas, vestidos fantásticos, obras de arte leiloadas, castelos na Escócia, apartamento em Nova Iorque, chalet em Sintra, casa de campo na Toscânia.
Se há coisa que me irrita é ouvir gente rica a dizer "aiii quem me dera que me saísse o Euromilhões...!". Tssk! Devia haver uma condição para se poder jogar na lotaria, nesses jogos da Santa Casa da Misericórdia, que seria: só podia jogar quem ganhasse menos de dois mil euros por mês. É uma questão de equilíbrio financeiro. É justo. Eu sei que todos têm o direito de jogar mas estou a falar de justiça.
Confesso que, quando vejo que ninguém ganhou e é jackpot, sinto um grande alívio. Não ganhei, mas também não ganharam. Bah.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Pérolas do MSN #7
(13:53) Claudia lx: olá horatio
(13:54) Nancy Wilde: Hi,Frank...
(13:54) Nancy Wilde: Confirma-se: a Laura usa pestanas postiças.
(13:58) Claudia lx: sempre soube
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