Sim, eu sei que me passo dos carretos e fico histérica facilmente. Eis a minha reacção quando atracaram um monumental porta-aviões em plena doca de Santa Apolónia! Que colosso! Ignorem o facto de eu me assemelhar a um travesti fugido do Conde Redondo, versão turno diurno.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Não ganhou mas devia (o Daniel que me desculpe)
Depois de visionar este filme, os meus preconceitos e underrating em relação aos papéis interpretados pelo Denzel Washington morreram ali. Há muito tempo que não testemunhava uma interpretação tão realista, vibrante e sólida. A personagem do Capitão Whitaker ficou-me tão impregnada que nem consegui partir logo para outro filme. Tive que esperar 24 horas até entregar-me a outra história.
Não vejam o filme se tiverem medo de andar de avião.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Obsessões Olfactivas
Há sempre qualquer coisa na atmosfera que nos rodeia, que nos traz à memória a pessoa que amamos. Um cheiro no mar, na terra, no ar ou até num qualquer chamuscar, seja lenha a queimar ou frango no churrasco. É como percorrer os labirintos da nossa memória com essa pessoa, através do olfacto.
Às vezes dou por mim a recordar variadas coisas consoante o cheiro que me vem ao nariz. É uma experiência verdadeiramente intensa e nostálgica, uma mistura de saudosismo com melancolia. Alguém que passa por mim a fumar o mesmo tabaco de enrolar que me ficou na cabeça, o cheiro a morangos e a flores a desabrochar típico da Primavera, que por sua vez também me traz recordações queridas... Todos esses odores evocam a presença de alguém há muito ausente na minha vida, mas que, por culpa da minha memória olfactiva, e também por teimosia sentimental, continua muito presente. É como se a única maneira de me conectar a alguém que me é tão especial e inesquecível fosse reviver as fragrâncias que um dia experienciámos juntos, outrora num contexto bem mais animador.
Claro que todas estas trips odoríferas me causam uma recaída emocional de alto calibre. Já dei por mim a trilhar momentos de felicidade perdida no tempo, através do cheiro a loção de barbear, café, madeira, whisky, chocolate, caramelo, brisa marinha, e todo um sem-fim complexo e por vezes indecifrável de histórias sob a forma de memórias olfactivas, para sempre recordadas. E pronto, é isto.
Às vezes dou por mim a recordar variadas coisas consoante o cheiro que me vem ao nariz. É uma experiência verdadeiramente intensa e nostálgica, uma mistura de saudosismo com melancolia. Alguém que passa por mim a fumar o mesmo tabaco de enrolar que me ficou na cabeça, o cheiro a morangos e a flores a desabrochar típico da Primavera, que por sua vez também me traz recordações queridas... Todos esses odores evocam a presença de alguém há muito ausente na minha vida, mas que, por culpa da minha memória olfactiva, e também por teimosia sentimental, continua muito presente. É como se a única maneira de me conectar a alguém que me é tão especial e inesquecível fosse reviver as fragrâncias que um dia experienciámos juntos, outrora num contexto bem mais animador.
Claro que todas estas trips odoríferas me causam uma recaída emocional de alto calibre. Já dei por mim a trilhar momentos de felicidade perdida no tempo, através do cheiro a loção de barbear, café, madeira, whisky, chocolate, caramelo, brisa marinha, e todo um sem-fim complexo e por vezes indecifrável de histórias sob a forma de memórias olfactivas, para sempre recordadas. E pronto, é isto.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Os transeuntes têm ouvidos
Estava eu a andar pela rua tranquilamente, quando passo por dois velhos, em frente a uma loja de candeeiros (um dos velhos era o dono da loja), e pasme-se a conversa que ouvi ao passar por eles...
Velho #1: Então, pois, ela só gosta de pretos... Adora pretos.
Velho #2: Pois, então não há-de gostar, têm a picha grande!
E com isto eu olho para eles, chocada e incrédula, com tamanha alcoviteirice carroceira, mas eles nem se deram conta da minha presença.
Tendo em conta que eu sei exactamente de quem eles estavam a falar - uma rapariga dona do café da frente, cujo companheiro é preto - ocorreu-me escrever uma carta e enfiar debaixo da porta da loja de candeeiros, a dizer:
Tendo em conta que eu sei exactamente de quem eles estavam a falar - uma rapariga dona do café da frente, cujo companheiro é preto - ocorreu-me escrever uma carta e enfiar debaixo da porta da loja de candeeiros, a dizer:
Agradeço que não volte a comentar o meu gosto pessoal no que diz respeito aos homens e já agora, façam favor de sair do armário, que com a vossa idade e tanta certeza sobre o calibre de pénis alheio, com certeza que desde o tempo do Ultramar andam com ânsias de levar com ele enterrado na peida.
Acho que os velhos nunca mais passariam em frente ao café da dita cuja. Ou então teriam um ataque cardíaco mal acabassem de ler. Mas com o azar que me sai na rifa, às tantas ainda eram analfabetos... Claro que pedirem para a mulher lhes ler tal coisa, se esta soubesse ler, o efeito constrangedor seria em dose dupla. MUAHAHAHAHA!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Crónicas Gripais
Acumular lenços de ranho é comigo. Chego a um ponto que já nem sei em qual deles me posso assoar, correndo o risco de afocinhar em expectoração recém-expulsa.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
What you see is what you get (NOT)
Dada a extensão de informação pessoal exibida nos murais do Facebook, pergunto-me porque é que as pessoas são tão incoerentes ao ponto de exporem, directa ou indirectamente, o quão a ressaca lhes está a custar, a quantidade de bebidas ingeridas na festa da noite anterior, em que aeroporto se encontram a fazer escala... mas em contrapartida, enchem-se de reservas quando é para exibirem outro tipo de feitos, menos glamourosos, género: "estou de diarreia... OMFG isto consegue ser pior que o hemorroidal!\m/", "tampões OB for the win...", "hoje não me fui encontrar com o pessoal por não querer ser visto com uma enorme borbulha na ponta do nariz, achando que iriam comentar o mau aspecto da minha derme mal eu virasse costas :x", "Acabei de comer uma sopa de espinafres. Bebi também uma água mineral, seguida por uns amendoins.". Porquê? Porque estas coisas, meus amigos, não são cool.
As pessoas exibem tanta coisa nas redes sociais, mas já pararam para pensar que todo esse show off pode ser um mero bluff ilusório? Isto é, todos filtram a informação pessoal de modo a controlarem até que ponto os outros podem entrar na sua vida privada, assim formando uma impressão construída pelo que acham que sabem sobre fulano ou beltrano.
Portanto, tenham em conta que o que assistem nos murais facebookianos e afins nem sempre correspondem a uma realidade de alta fidelidade e muitas vezes apresentam uma máscara, uma ideia fabricada por alguém que por vezes apenas tem como objectivo inocente ser aceite pelos outros. E esse objectivo inocente, vá, ainda dá para perdoar - e rir à custa disso, claro.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Tesourinhos do Teletexto
O Teletexto é a plataforma de engate mais dated que ainda se mantém no activo. Porém, não perdeu a sua magia. Quando estou deprimida, dou por mim a explorar os vários anúncios do Teletexto: "Nino humilde e sincero, de Santa Comba. Activo ou passivo?", "Intimidade assegurada @Santo Tirso", "Mulato da Beira. Casais. Damuh dotado.". No Teletexto, todos saem do armário sem pudores! É um autêntico pulsar sexual qual grito de guerra vindo dos mais recônditos vilarejos e aldeamentos do interior.
Por essas bandas interactivas, tudo é possível.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Parem.
Porque é que certos homens insistem em fazer referência à mulher como sendo "a minha esposa"? Querem dar uma de cavalheiros? É que dão uma ideia ordinária, saloia, parola, pirosa, foleira e provinciana (no pior sentido do termo) ao conceito conjugal.
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