terça-feira, 30 de julho de 2013

4 paredes

Morar com outras pessoas pode ser das coisas mais incomodativas de todos os tempos. Ter de partilhar casa não traz assim tantas vantagens. A menos que nos barriquemos no nosso quarto, em modo isolamento de solitária.

Pessoalmente, quando chego a casa vinda do trabalho, preciso de tempo, espaço, paz, silêncio, tranquilidade, e por vezes, uma bebida espirituosa também ajuda. Não me apetece convívio nem grandes conversas mal chego a casa. E nem sempre os outros compreendem que não nos apetece comunicar com ninguém. Acham que estamos de mau humor ou chateados, quando na verdade só queremos estar na nossa própria companhia, sem ter de dirigir palavra a segundos ou terceiros, sem ter de responder a perguntas.

Irrita-me ter de estar à mesa com pessoas que conversam entre si, quando eu não estou para aí virada. Detesto que discutam à mesa, que falem alto à mesa, que a televisão esteja aos berros, que fumem quando eu estou a comer, que me façam demasiadas perguntas quando eu estou a tentar apreciar a comida, de ver e ouvir outras pessoas a comer. A sério, incomoda-me. E se me chateiam na hora de refeição então, perco logo o apetite, e demora a voltar.

Também não gosto de partilhar casas-de-banho, muito menos de escutar o riacho de urina quando alguém vai à retrete. Enfim, picuinhices.

domingo, 28 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Paranoid Payment

As pessoas chamam-me paranóica mas eu nem sequer faço parte daquela espécie de pessoas que põem a mão a tapar o código aquando de um pagamento em multibanco.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A fobia é fodida.

Pior que me aparecerem baratas em casa (vindas através da rede de esgotos, canalizações, acessos de ventilação) é mesmo saber que posso encontrar uma a qualquer momento, devido ao calor do Verão, principalmente depois de uma tentativa falhada (não minha, que a fobia é tamanha que nem consigo aproximar-me, muito menos neutralizá-las) de a exterminar. Com isto quero dizer que anda uma barata (possivelmente, mais que uma...) à solta pela casa. E tal facto significa que a minha actividade será muito mais limitada, seja em que divisão for.

Recusar-me-ei a ir à retrete a meio da noite (hora de ponta para as baratas), controlando-me estoicamente para não urinar no conforto do leito, mantendo assim a distância e evitando surpresas desagradáveis. 
Não me sentirei segura se estiver sozinha em casa. E se sair à noite, quando voltar a casa será um autêntico drama de paranóia, onde levarei minutos até tomar coragem suficiente para me aventurar a entrar na casa-de-banho sozinha. Dirigir-me à cozinha a meio da noite para enfardar está também fora de questão. 
Não me resta alternativa senão barricar-me no quarto, que é a única divisão da casa que conservo obrigatoriamente selada - sim, porque baratas no meu quarto é mesmo o fim da picada... e nunca mais dormiria descansada. Levarei comigo o computador portátil,  o kit das lentes de contacto, elixir oral, alguma comida e bebida, e quiçá, um penico (!).

A fobia, este medo irracional e incontrolável, é uma das coisas mais incapacitantes de todo o sempre. Venham ratazanas e aranhas, centopeias e cobras, ou qualquer praga grotesca, que por mais que considere repugnante, pelo menos sempre consigo matar, porque ter nojo é uma coisa, ter uma fulminante fobia é outra coisa. Aliás, na verdade nem tenho qualquer problema com répteis nem com aranhas. Ainda assim, pergunto-me se não seria melhor ter medo de alturas... ou claustrofobia... enfim, qualquer coisa que não comprometesse assim tanto a minha integridade psíquica, e que também poupasse a minha independência. Sim, porque se me visse em casa a braços com a presença de uma barata, das duas uma: ou acordava a vizinhança inteira, ou não voltava a entrar em casa enquanto não chegassem os bombeiros ou algum qualquer bom samaritano.

O coração dispara, uma espécie de descarga de adrenalina desagradável atravessa-me mal me deparo com uma barata. É isso mesmo, uma overdose de adrenalina misturada com pavor, terror extremo, pânico intenso, profunda perturbação e aflição, tudo isto a consumir-me e a paralisar-me de tanto transtorno. Por favor, compreendam-me.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nancy Wilde's Day Off

Depois de ter trabalhado 2 meses seguidos sem uma única folga, eis que, após finalmente gozá-la, volto ao trabalho com a sensação de ter estado de férias.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nooooo!

Não vou poder ver a Peaches no Arraial Pride este Sábado por motivos laborais. 

Já houve quem se tenha suicidado por menos.