sábado, 29 de dezembro de 2012

Apesar de a depilação nunca ser em vão...

Ironia do destino é uma mulher levar a tarde a depilar as pernas, sofrendo às mãos da máquina depilatória, ou da cera, e ainda levar ali a esfregar unguentos, cremes, loções, manteigas corporais hidratantes nas pernas, massajando até estarem ultra-suaves... e quando chega a hora H, o gajo dizer: "Não, não tires as meias.* Despe tudo mas deixa ficar as meias!".

* Quando me refiro a meias, não me refiro a simples peúgas ou soquetes, mas sim a stockings, meias acima do joelho, meias com ligas, ou até collants.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Os verdadeiros maus da fita


Eis os pedófilos mais badalados do Processo Casa Pia. Esta noite, em vez de contar carneirinhos para tentar adormecer, eram sensivelmente 4am e dei por mim a enumerar pedófilos...!

Carlos Cruz

Carlos Silvino aka Bibi

Paulo Pedroso

Hugo Marçal

Ferreira Diniz aka "O Médico dos Ferraris"

Jorge Ritto


Não, não fui acometida por uma aura de humor negro.

Como é que alguém que rouba picanha fatiada no Lidl ou Pingo Doce apanha mais anos que qualquer um destes estafermos?

Como é que estes gajos conseguem dormir à noite? Ou a vontade de sonhar com rabinhos macios é tanta, que adormecem propositadamente para isso?

E como é que ainda não realizaram um filme de terror sobre o Processo Casa Pia, género Sleepers versão portuguesa?

Para que ninguém se esqueça destas caras quando os vir passar na rua, como se nada se tivesse passado. Porque para eles, a vida continua. Com dinheiro, poder e quem sabe, caprichos sexuais idênticos aos de outrora. Continuarão sempre a haver pessoas que ainda hoje usam fralda por culpa destes mostrengos repugnantes.



Be afraid.

SIC in the 90's



Saudades.

As Paixões de Infância de Miss Nancy Wilde


Quando era pequena, tinha tendência para me apaixonar por quem não devia - e hoje também... Porém, as escolhas eram hilariantes. Apaixonei-me por uma raposa (desenho animado) macho chamada Fuzzi... Apaixonei-me por um gajo chamado Kyle, personagem de uma série australiana que passava na altura. Apaixonei-me por um gajo conhecido do meu pai que geria uma pizzaria e tinha um rottweiler... Lembro-me de dizer na escola que estava louca por ele e falava dele como se fosse meu namorado... 

Apaixonei-me pelo Fernando Nogueira, na altura em campanha pelo PSD... Só visto... Apaixonei-me pelo Urso Azul, um urso marinheiro aldrabão que passava no Um-Dó-Li-Tá. 

Acho que também gostava de um colega da primária chamado Martim... Mas ele nunca me deu troco. Tinha olhos verdes e cabelo preto e uma vez passou-se e pontapeou-me quando saímos da escola, sem razão aparente, em frente ao carro da mãe dele, que nada fez para me defender. Tenho isso até hoje atravessado. Tal como uma vez que levei um murro de um anormal chamado Cristiano Toco... Desejo-lhe as mais variadas torturas... Em contrapartida, o cabrão chegou ao 7º ano com a reputação de se peidar/bufar nas aulas de Inglês.

Nunca me apaixonei por um professor; todos eles me irritavam por constituírem uma autoridade escolar/pedagógica. Além disso, eram todos patéticos. Cheguei a ter um professor de Educação Física que andava de pau feito nas aulas... Que horror. O gajo era nortenho e uma vez disse "Ó Nancy, podemos manter o contacto!" ao que lhe respondi rispidamente "Tssk, eu dou-lhe o contacto...". Também me abordou uma noite no Grand Café para se apresentar ou... nem percebi bem. Era escusado.

Mais tardiamente... Apaixonei-me loucamente pelo Robbie Williams... E isso foi uma grande maleita! Chorava de tão ciumenta por vê-lo com outras gajas nos videoclips. Ah! Apaixonei-me também por um mendigo, imagine-se. Nunca cheguei a perceber a sua nacionalidade. Era loiro, de olhos azuis... E eu cheguei ao ponto de lhe dar esmola e chocolates... Mas acho que o que ele devia querer eram narcóticos... Anyway... Perdi-lhe o rasto em três tempos.

Quando dava o programa televisivo Agora ou Nunca fiquei louca pelo Jorge Gabriel. Sim, aquele traste! Ainda hoje me pergunto como é possível. Tudo isto foi pela altura da escola primária: Jorge Gabriel, José Figueiras, João Baião (era o meu herói do Big Show Sic!),... e até o Ernesto, que era um velho que fazia de mordomo do Jorge Gabriel no Agora ou Nunca... Porra... Que vergonha.

Sempre me apaixonei por pessoas inatingíveis, inalcançáveis, potencialmente difíceis e até mesmo impossíveis.

A obsessão mais recente que tive foi pelo Zé Pedro dos Xutos & Pontapés. Cheguei a estar com ele pessoalmente e senti os joelhos a fraquejar, pensei que me ia dar um chilique. Sempre quis saltar as barreiras de segurança durante um concerto dos Xutos e atirar-me a ele para o beijar, para frenesim total do público e dos media... Mas, feliz ou infelizmente, nunca fui capaz. Bah.

Apaixono-me com uma intensidade doentia que me incapacita de me focar noutras coisas.
Uma vez apaixonei-me por um tal de Ellis Barfield, que nunca sequer me VIU, só passou por mim de raspão... E levei a cabo a Operação Chá Quente! Vigiava-o, fazia-lhe esperas, informava-me sobre a família Barfield, até lhe roubava a correspondência que encontrava na caixa de correio, nem sei como não ficava lá entalada, mas roubei-lhe extractos de conta inclusive.

Quem lê este post deve pensar "Espero que esta maluca nunca se apaixone por mim...". Bom, e eu também.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pergunto-me se a minha sanidade mental já viu melhores dias.

Portanto... Eis que o meu arroz de polvo IMPLODE, uma vez dentro do microondas! O que é que eu faço? Começo a limpar a porcaria e bocados de polvo espalhados pelo interior do electrodoméstico? Sinto-me incomodada com o meu jantar sabotado? Qual quê. Entrego-me ao ataque de riso histérico, rindo feita parva, olhando para o resultado caótico do sucedido. Depois pergunto-me porque é que uma ocorrência destas mexe tanto com o meu sentido de humor.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Coisas dignas de povoarem os meus pesadelos

Desde pequena que tenho esta imagem da cabeça, e só hoje me atrevi a visionar o filme. É só a mim que esta Lua me perturba?

sábado, 8 de dezembro de 2012

Todos nós temos um assassino em série favorito.


Ora bem, este é um dos meus livros favoritos. Lembro-me de andar no 7º ano de escolaridade e levar semanas a poupar dinheiro (às vezes nem almoçava para juntar esse capital à maquia da poupança) até conseguir juntar o suficiente para comprar esta obra literária. Lembro-me de o ver à venda numa papelaria e ninguém lhe pegava, sem ser eu, que todos os dias depois das aulas, ia lá e lia excertos. O fascínio pelo Jack sempre o tive, mas depois de ler este livro, e de visionar as suas gráficas ilustrações, fez-me desejar recuar no tempo e dar por mim numa noite húmida em Whitechapel - não como prostituta, mas sim como alguém da Scotland Yard, obviamente.

SINOPSE: 1888, Londres. 5 prostitutas são massacradas em Whitechapel. Estão na origem de um enigma e de um mito com mais de um século. O mito deu origem a centenas de ficções.
De 31 de Agosto a 9 de Novembro de 1888, em Londres, cinco prostitutas são horrivelmente massacradas. Essas cinco vítimas e dez semanas de terror estão na origem de um enigma e de um mito que duram há mais de um século.
Jack, o Estripador era de sangue nobre? Era médico ou maçom? Escreveu um diário íntimo relatando os seus crimes?
Duas importantes bibliografias e uma filmografia comentada completam esta verdadeira enciclopédia sobre Jack, o Estripador, a primeira obra a nível mundial que explora e expõe todos os aspectos do misterioso assassino de Whitechapel.

"Este Livro Vermelho sobre Jack, o Estripador reúne todas as especulações e todo o historial até hoje existentes sobre a sinistra personagem. A primeira parte é inteiramente documental, facultando-nos ao mesmo tempo um "retrato" de Londres vitoriana, na qual Jack, o Estripador, viveu. Temos os costumes da época, as gentes, a imprensa escrita, a polícia, etc., etc., sem esquecer a pungente descrição de Whitechapel, bairro no qual Jack, o Estripador, exerceu todos os seus talentos. O descritivo é tão realista que o leitor chega a "sentir" a arrepiante atmosfera de frio, fog e terror. 

Verifica-se que houve muita mistificação durante todo o inquérito: a polícia, publicamente atacada, enfatizava os resultados da investigação; os jornalistas, por seu lado, distorciam os factos de modo a que estes se ajustassem às suas bombásticas teorias. O caso é complexo, problemático, enfiado numa rede cerrada de nomes, de envolvimentos, de suspeitos de um «diz-se, diz-se» multiplicado numa infinidade de suposições. 

A 2.ª e a 3.ª partes são menos interessantes. Esta última enuncia as bibliografias e filmografias sobre a temática de Jack, o Estripador. A 2.ª parte, essa, reúne alguns textos ficcionais inspirados no (e pelo) Jack, o Estripador. 

Obra, sobretudo a 1.ª parte, de inegável interesse documental e histórico."

I am.

Cinema

Nunca mais fui ao cinema... Nem me lembro da última vez que fui ao cinema. Em Lagos, fecharam o cinema. Uma sala antiquíssima e majestosa como aquelas, fechada. Bah. Tenho saudades de ir ao cinema, apesar de ser caríssimo hoje em dia... Nunca utilizei salas de cinema para namorar, passar tempo ou apenas ir ver um filme só para dizer que sim, só por ir, sem antes sequer saber o filme que vou ver. Mas há muita gente assim... Detesto ver filmes em grupo. Fazem barulho, comentários desnecessários, estão ali só por estar, irrita-me mesmo muito.
Enfim.

Nem 8 nem 80

O que é que vos irrita mais? Alguém muito cocky, que está constantemente a vangloriar-se de feitos, experiências e vivências? Alguém que se martiriza e faz de vítima quase por necessidade? Ou alguém com uma insultuosa falsa modéstia?...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A ocasião faz o ladrão

Ontem, durante uma incursão a uma grande superfície, furtei um artigo de cosmética, e não me arrependo. Eu sei que era da Bourjois mas achei revoltante ter de pagar quase 10 euros por aquilo. Claro que também lá fui para comprar - miolo de camarão congelado, pão integral, semifrio de manga.

De qualquer maneira, pergunto-me porque voltei a roubar. Não o fazia há já algum tempo, julgo que tenho estas clepto-recaídas quando me sinto mais em baixo, ou acometida por um tédio profundo... Portanto, encontrei as possíveis respostas para que estes meus actos ocasionais façam mais sentido:

a) Falta de dinheiro, ou vontade de guardar/poupar o capital para outra coisa que valesse mais a pena;
b) Necessidade de alguma adrenalina de baixo espectro, tendo em conta o meu quotidiano enfadonho;
c) Testar a minha capacidade, estratégia e técnica, na arte do furto, após algum tempo sem o praticar - sabe sempre bem saber que temos jeito para alguma coisa na vida.

Anyway, não partilharei o meu método, mas tenho a dizer que mais uma vez, fui bem sucedida, nenhuma câmara ou segurança repararam em mim (e olhem que eu estava vestida de colegial japonesa), e nem a senhora da caixa se apercebeu do que eu fiz nas suas barbas, a escassos centímetros dela e das barreiras detectoras de códigos de barras, correndo o risco de algum alarme constrangedor soar de forma estridente.

E antes que me digam que eu devia ser apanhada para parar com essas brincadeiras, fiquem a saber que já fui flagrada com a boca na botija pelo menos 3 vezes.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ir ao café

Nunca hei-de entender aquela mania de uma pessoa ir ao café. Mas atenção, não é um café qualquer, refiro-me àqueles cafés de bairro, com luz de cozinha (efeito aterrorizante à la vestiários da H&M), um televisor a passar a bola, frequentadores exclusivamente residentes nas redondezas, e bastante confiança entre cliente e empregado. Não consigo compreender a magia que é estar num lugar tão entediante, enfadonho e, diga-se de passagem, nada aconchegante. E se é para ir lá beber uma bica, mais vale fazer o café em casa. Mas qual quê, as pessoas vão para lá depois do jantar e são capazes de levar horas ali, a falar da vida dos outros, a beber uma imperial, ou então no clássico "galão & torrada" (outra coisa que mais vale fazer em casa).
Nesse género de estabelecimento, nem sequer há bolos decentes (ex: cheesecake de framboesa, tarte de maçã com canela, brigadeiro de chocolate branco, etc., podia continuar mas fiquemos por aqui antes que eu comece a salivar). Há os "bolos de café", que são bolos de arroz, queques secos, guardanapos empastados de gordura e algum doce regional já ressequido. Devem estar-me a achar uma snob do caralho, mas a verdade é que eu tenho razão quando digo que a reputação reles e rasca destes sítios faz jus ao que vende.

Alguns homens vão lá passar o serão pelo convívio, companhia e camaradagem, ver a bola em conjunto. Eu até compreendo, coitados. Basta um sítio ser barato qb, e toda a gente que se conhece lá ir, que é visto como razão para ser frequentado.

O maior suplício é mesmo ter de levar ali com as lâmpadas trémulas a ferir-nos a vista, e ainda ter de ter os ouvidos atacados pelos agudos da cafetaria. Mas pronto, se calhar sou só eu que sou picuinhas.

Só encontro uma justificação em frequentar o café do bairro: terem o melhor medronho caseiro, ou outra qualquer moonshine agreste o suficiente para se ficar bêbado por uma mínima quantia, num curto espaço de tempo.

Ah, outra coisa: como não há música, estamos condenados a ouvir a conversa alheia, e que a nossa conversa seja escutada com audibilidade sucifiente. Incomodativo.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Lolo Ferrari


Quando anunciei casualmente ao meu pai que esta mulher tinha morrido, ele perguntou: "Então, entrou-lhe um Ferrari pela loló?". Épico.

Foi há 12 anos atrás.