sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dramas existenciais do quotidiano

"There are only two tragedies in life: one is not getting what one wants, and the other is getting it." , afirmava Oscar Wilde. Tenho reflectido imenso sobre esta frase. Será que um dia virei a constatar o mesmo?
 
Tenho medo da rotina. Mesmo quando ela já está instalada e eu ainda nem dei por isso... Ou talvez finja que ainda não dou por ela. Bah. Ando com grandes crises existenciais ultimamente. Nada me satisfaz. Custo a adormecer. Só penso em coisas que me causam ansiedade. E tenho vindo a noticiar palpitações, arritmias, taquicardias, eu sei lá!
 
A vida é tão mas tão curta. Às vezes sinto que devo ser a única a ter isso em conta. Isto é, a lembrar-me constantemente da sua curta duração. Ando muito fatalista.

12 comentários:

  1. Não, não és a única a ter isso em conta :s Não conhecia a frase mas reconheço-lhe muito sentido! Principalmente no que diz respeito à segunda tragédia. Alcançar o que desejamos pode ser muito traumatizante, principalmente quando não definimos novas metas rapidamente. E agora apercebi-me de que estou quase a alcançar uma das minhas metas e tenho medo do que vem a seguir... Isso perturba, caraças.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é, assim até dá a sensação de que mais vale nem construir objectivos de vida. Que nada vale a pena. E que as nossas escolhas nos trairão de qualquer das maneiras.

      Eliminar
  2. É por ser tão curta que não se deve perder demasiado tempo a pensá-la.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, overthinking ruins it all. Mas infelizmente não consigo bloquear toda esta teia de pensamentos e paranóias.

      Eliminar
  3. Já somos duas, ando numa ansiedade e insatisfação horrorosas!! A Laura até tem razão, mas como não pensar, dramatizar e desesperar...eu ainda não conheço remédio para tal!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Exacto, we can't help it! É algo que nos ultrapassa, invade-nos a cabeça.

      Eliminar
  4. Compreendo-te.
    Acho que a chave (ou uma delas) é o sonho. E a movimentação nesse sentido.

    ResponderEliminar
  5. O povo anda todo numa de Carpe Diem mas isso normalmente só se traduz no aumento do consumo de cerveja de litro ao fds. "Aproveitar" a vida, para 99% da população, não se traduz em mais do que seguir o caminho com a regularidade bastante para ter dinheiro na carteira e passar pelos mesmos sítios e ver as mesmas pessoas. Acaba tudo nas lojas a comprar sapatos ou a meter maquilhagem e o sonho da diferença em relação ao vizinho do lado acaba por aí. Basta ler o Shiuuuuu ou qualquer outro blog de "confissões" (normalmente são recadinhos para @s amig@s ou namorad@s) para nos apercebermos que Portugal é um país muito longe sequer de uma verdadeira modernidade, quanto mais de algum tipo de igualdade.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não conhecia o Shiuuuu. Mas sim, a futilidade há-de pairar por cá sempre. E as pessoas hão-de ser igualmente insatisfatórias aos meus olhos. Generalizando, claro.

      Eliminar
  6. Vivo a vida com medo de cair na rotina mas nas fases de maior stress, são tantas as coisas que pensar que acabo por perder esse receio.

    ResponderEliminar